Em final de mandato, prefeito de Macaé arma concorrência suspeita para privatizar água e esgotos

Há determinados políticos que realmente não se preocupam com a própria imagem e desprezam totalmente a opinião pública. Na ânsia de fazer negociatas e desviar os recursos públicos, querem ficar milionários da noite para o dia, sem se importarem com os riscos que estejam correndo.

É justamente o que está acontecendo com o atual prefeito de Macáe, Riverton Mussi (PMDB), que no apagar das luzes de sua administração resolveu apostar todas as fichas numa jogada só, ao lançar o edital de convocação para concorrência pública de privatização dos serviços de esgotos e da comercialização do abastecimento de água.

O objetivo da licitação, a ser realizada dia 30 de agosto, é “ampliação, operação, manutenção dos serviços e gestão comercial dos serviços de abastecimento de água e esgotos”. E o valor mínimo é de R$ 865 milhões (isto mesmo, chega a quase R$ 1 bilhão).

Na região de Macaé, a maracutaia do prefeito Riverton Mussi, no apagar das luzes de seu governo, tornou-se uma espécie de segredo de polichinelo, que todos conhecem. Já se sabe que a concorrência será vencida pela Foz Águas – concessionária constituída pelas empresas Foz do Brasil e SAAB (Saneamento Ambiental Águas do Brasil).

A empresa já opera num município próximo, Rio das Ostras, onde ganhou a concorrência de R$ 125 milhões, mas fez aditivos ao contrato original e conseguiu elevar o preço para cerca de  R$ 300 milhões. Atualmente a Prefeitura de Rio das Ostras paga R$ 15 milhões mensais à empresa (ou seja, R$ 180 milhões anuais), o que está afetando as finanças do município. Em Macaé, pelo valor da inicial da concorrência em quase R$ 1 bilhão, acredita-se que no final a conta chegue a R$ 2 bilhões ou até R$ 3 bilhões. Acredite, se quiser.

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