Em parecer, Moro defende empresário israelense no caso “Carajás africano”, processado pela Vale

40+ Melhores Ideias de JUIZ SÉRGIO MOURO | sergio mouro, juiz, sergio moroDeu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O ex-ministro Sergio Moro fez sua estreia no setor privado com um parecer contratado pelo magnata israelense Benjamim Steinmetz. O empresário, que já foi investigado por corrupção e lavagem de dinheiro em ao menos cinco países, quer provar que a mineradora brasileira Vale sabia dos riscos do contrato de exploração da mina em Simandou, na Guiné, quando fechou o negócio com sua empresa em 2010. O parecer diz, em tese, que a gigante brasileira teria ocultado do mercado os riscos envolvidos no negócio bilionário, no chamado “Carajás africano”.

Steinmetz tenta provar que a mineradora mentiu ao tribunal arbitral em Londres, onde conseguiu uma sentença favorável de US$ 2 bilhões.

MINA DE FERRO – No negócio, a Vale comprou de Steinmetz 51% da BSG Resources (BSGR), detentora de concessões e licenças de exploração de minério de ferro de uma das maiores minas inexplorada no mundo, uma transação de US$ 2,5 bilhões, com pagamento antecipado de US$ 500 milhões ao israelense.

No ano seguinte do acordo, em 2011, o recém-eleito presidente Alpha Condé iniciou uma política de revisão de todas as concessões dos governos anteriores. A investigação apontou indícios de suborno na concessão das minas a Steinmetz, em 2008. A Vale então foi buscar reparação e a sentença favorável foi obtida no ano passado.

Steinmetz nega que tenha havido corrupção, e afirma que a mineradora tinha conhecimento de eventuais riscos envolvidos na concessão. Em seu parecer de 54 páginas, a que o Estadão teve acesso, Moro afirma que “os executivos da Vale S/A teriam, em tese, prestado afirmações falsas e ocultado fraudulentamente do mercado e de seus acionistas as reais condições do negócio celebrado com a BSGR acerca dos direitos de exploração sobre Simandou e sobre os motivos da rescisão posterior”. O texto, assinado em novembro, diz ainda que “as fraudes verificadas são aptas a caracterizar, em tese, o tipo penal do art. 177, §1.o, I, do Código Penal”, diz Moro, citando a lei brasileira.

OUTRO PARECER – Beny, como o magnata é conhecido, contratou no Brasil um segundo parecer, o do jurista Pedro Serrano – que advogou para a Odebrecht e tem artigo publicado sobre as “arbitrariedades das sentenças de Sergio Moro”.

O parecer do ex-juiz da Lava Jato tem papel timbrado do escritório Wolff Moro, da esposa do ex-ministro Rosângela Wolff Moro. Este trabalho de Moro foi produzido antes de sua ida à consultoria Alvarez & Marsal. Em nota, a empresa disse que o ex-ministro “não foi contratado para a divisão mencionada (no Reino Unido) e não está envolvido em nenhuma parte desta área”.

Procurados, Benjamim Steinmetz, Sergio Moro e Pedro Serrano não comentaram. A Vale disse que “todas as declarações já foram objeto de desmentido público pelo próprio declarante, que foi vítima de uma armação clandestina.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A chamada imprensa petista, que ainda tem forte influência nas redações, está fazendo o possível e o impossível para destruir a reputação de Moro. Na visão dos petistas, Moro só poderia advogar e emitir parecer para o Papa Francisco ou para o Dalai Lama. E não poderia advogar para mais ninguém que não seja previamente santificado… (C.N.)

8 thoughts on “Em parecer, Moro defende empresário israelense no caso “Carajás africano”, processado pela Vale

  1. Só o nome do Moro já causa calafrios na nuca de muita gente, desde os esquerdopatas mais extremados até os bolsonaristas radicais ele é uma unanimidade, precisa ser destruído a todo custo. Não podemos correr o risco de ter alguém que dê seguimento à Lava Jato, a corrupção não pode acabar entre nós.

  2. -Deve haver uma simbiose entre a lei e o seu agente. Uma vez quebrada essa inter-relação, a primeira depõe contra a legitimidade do segundo.

    -Deixe que eles falem. O caluniador chuta bola de isopor! Toma distância, dá o pontapé e quebra o joelho: se não há peso para contrabalançar o exagero.

    -A lei é a luz, o homem é o meio deflator.

    -Quem quebra tabu para chamar a atenção, deveria nascer com o tabu na cara.

    -Uma das formas do ofensor reconhecer nossas virtudes, é tentar provocar nossa ira, tachando-nos com defeitos diametralmente opostos ao nosso procedimento.

    -Se és seguro da tua honestidade, então, não precisas de quatro paredes! 

  3. Os petistas querem a desgraça do Moro tal qual os flamenguistas a do Vasco, mas nunca conseguirão porque o que vale mesmo é a história, e isso o Moro é como o Vasco que tem um passado ilibado de defesa intransigente dos valores morais.
    Ganhar um joguinho ou um titulosinho é coisa ou uma prefeitura de Diadema é coisinha de gente chula, e assim vão vivendo dos devaneios macabros que marcam a história faa dua facções, uma de esquerda e a outra que nem sabe o que é, pois já foi dragão, depois popeye e agora se intitula de urubu.

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