Em reuniões com Bolsonaro, Alcolumbre e Toffoli, empresários cobram crédito e agenda de reformas

Encontros foram puxados pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf

Daniel Weterman
Estadão

Um grupo de empresários pesos-pesados do Produto Interno Bruto (PIB) nacional fez um périplo por Brasília nesta sexta-feira, dia 3, cobrando a liberação de recursos durante a pandemia de Covid-19 e a retomada de uma agenda de reformas econômicas após a crise do novo coronavírus.

Os encontros foram puxados pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB). O emedebista selou publicamente alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

AGENDA – O grupo almoçou com Bolsonaro no Palácio da Alvorada e depois teve uma agenda com os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP). No mesmo encontro, estavam Rubens Ometto (Cosan), Rubens Menin (MRV), Luiz Carlos Trabucco (Bradesco), Candido Pinheiro (HapVida), Fernando Queiroz (Minerva Foods), Carlos Alberto Oliveira (CAOA), Eugênio Mattar (Localiza), Francisco Gomes (Embraer) e Lorival Nogueira (BRF).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também esteve no almoço. Os empresários reforçaram apoio à agenda do governo, mas pressionaram pelo destravamento de crédito durante a pandemia. O Executivo federal formulou programas para liberar financiamento às empresas e amenizar os efeitos da crise. Empreendedores, porém, relataram dificuldade para conseguir o dinheiro nos bancos.

PACIFICAÇÃO – Nos encontros, houve um discurso pela pacificação entre os Poderes diante da relação conturbada do presidente Jair Bolsonaro com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso. Nas últimas semanas, o chefe do Planalto tem feitos acenos ao STF e também negociado cargos com partidos do Centrão.

“Saímos todos leves dessas reuniões. Sentimos um clima de pacificação e harmonia entre os chefes dos três Poderes. É disso que o Brasil precisa para olhar pra frente e iniciar a reconstrução com uma agenda de reformas e futuro”, afirmou Paulo Skaf ao Broadcast Político.

Na sequência do almoço, a comitiva foi recebida por Toffoli e Alcolumbre. Nas duas audiências, os empresários defenderam a retomada de uma agenda econômica liberal após a pandemia de Covid-19, incluindo reformas paradas no Congresso, entre elas as mudanças no sistema de tributos do país.

5 thoughts on “Em reuniões com Bolsonaro, Alcolumbre e Toffoli, empresários cobram crédito e agenda de reformas

  1. Presidente da república não visitou um hospital sequer. Zero! Bastava ir em qualquer um no Distrito Federal. Foi até comer cachorro quente. E hoje foi à
    Embaixada dos Estados Unidos celebrar a independência norte-americana. Uma celebração conjunta pelos dois piores países na epidemia.

    • Lamentavelmente o empresariado brasileiro, com raríssimas excessoes, carece de ligar seus nomes à tecnologia.
      Quase todas as empresas são de categorias inferiores, até no caso da Embraer, que é uma empresa montadora, mas fábrica muito pouca coisa ou quase nenhuma das aeronaves.
      É duro ver o atual quadro político econômico de um país que esteve bem a frente da posição que hoje vergonhosamente ocupa no cenário estratégico mundial.
      Na presidência, desde Vargas, não tem um presidente honrado com merecimento à grandeza do Brasil.
      Vejam o caso de JK que teve a idéia de jerico de tirar a capital do Rio e levar para o meio do Mato a preço de muita corrupção e cafajestada, já que nem a ideia era sua.
      Os outros todos, talvez salva-se somente Jango, talvez.
      Se formos falar de fac até Bolsonaro, não há palavras para descrever a senvergonhice, principalmente de Luiz Inácio e Dilma, campeões da roubalheira.
      Nesse ambiente , os empresários só precisam do BNDES e dos outros bancos estatais para encherem suas birras e dos próprios presidentes.

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