Em seu livro de memórias, Saulo Ramos arrasou Celso de Mello

Alberto Gonçalves

Quer conhecer o caráter do ministro Celso de Mello e dos demais ministros? Quer saber como se passa as coisas no Supremo? Então leia o depoimento do jurista Saulo Ramos (foi um dos fundadores da Academia Ribeirãopretana de Letras, da qual faço parte), ex-ministro da Justiça, responsável pela nomeação de Celso Mello para o STF no governo José Sarney. Saulo revelou no seu livro “Código da Vida”, Ed. Planeta, 8ª edição, 2007, o seguinte:

“Terminado seu mandato na Presidência da República, Sarney resolveu candidatar-se a Senador. O PMDB — Partido do Movimento Democrático Brasileiro — negou-lhe a legenda no Maranhão. Candidatou-se pelo Amapá. Houve impugnações fundadas em questão de domicílio, e o caso acabou no Supremo Tribunal Federal.

Naquele momento, não sei por quê, a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

— O processo do Presidente será distribuído amanhã. Em Brasília, somente estão por aqui dois ministros: o Marco Aurélio de Mello e eu. Tenho receio de que caia com ele, primo do Presidente Collor. Não sei como vai considerar a questão.

— O Presidente tem muita fé em Deus. Tudo vai sair bem, mesmo porque a tese jurídica da defesa do Sarney está absolutamente correta.

Celso de Mello concordou plenamente com a observação, acrescentando ser indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei.

O advogado de Sarney era o Dr. José Guilherme Vilela, ótimo profissional. Fez excelente trabalho e demonstrou a simplicidade da questão: Sarney havia transferido seu domicílio eleitoral no prazo da lei. Simples. O que há para discutir? É público e notório que ele é do Maranhão! Ora, também era público e notório que ele morava em Brasília, onde exercera o cargo de Senador e, nos últimos cinco anos, o de Presidente da República. Desde a faculdade de Direito, a gente aprende que não se pode confundir o domicílio civil com o domicílio eleitoral. E a Constituição de 88, ainda grande desconhecida (como até hoje), não estabelecia nenhum prazo para mudança de domicílio.

O sistema de sorteio do Supremo fez o processo cair com o Ministro Marco Aurélio, que, no mesmo dia, concedeu medida liminar, mantendo a candidatura de Sarney pelo Amapá.

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

Deus do céu! O que deu no garoto? Estava preocupado com a distribuição do processo para a apreciação da liminar, afirmando que a concederia em favor da tese de Sarney, e, agora, no mérito, vota contra e fica vencido no plenário. O que aconteceu? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

— Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do Presidente.

— Claro! O que deu em você?

— É que a Folha de S. Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o Presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o Presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranqüilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente.
Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:

— Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?

— Sim.

— E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

— Exatamente. O senhor entendeu?

— Entendi. Entendi que você é um juiz de merda! Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”

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16 thoughts on “Em seu livro de memórias, Saulo Ramos arrasou Celso de Mello

  1. Pois é, senhor articulista, quando usei a mesma fonte no trecho que Saulo esculhamba Cabral ( o Bernardo), um Zé Mané ai dessa Tribuna desancou Saulo e censurou meu comentário. Coisas da vida.

  2. Esta barata divulga isto na internet há anos. Entretanto, esta faceta da personalidade do intelectual jurista Celso, também autoriza um positivo e forte lado sensível à opinião pública, desapego a convicções, a verdades absolutas.

  3. O Ministro Celso de Mello e Capitu

    A dúvida debatida constantemente há 113 anos é se a Capitu fazia sexo com o Escobar. Bentinho, o marido rico com o qual namorava desde a infância, a despachou para a Suíça; o filho Ezequiel pôs a estudar fora para não o ver, pois segundo seu ciúme, ele era a cara de seu melhor amigo, o tal Escobar. Assim Bentinho, Bento Santiago ou Dom Casmurro se tornou casmurro. Esse foi o romance de folhetim, em forma de livro, que o mulato Machado de Assis publicou na novela das oito, digo, no mercado editorial de romances do ano de 1900. Talvez o mais famoso livro brasileiro, depois dos de Paulo Coelho, é, a exemplo da obra de Paulo Coelho, uma bobagem. No caso de Machado de Assis, muito bem escrita. Foi escrito um pouco antes do racionalismo alemão, da semana de arte moderna, e narrava um drama iniciado em 1857, em que não se sabe se a traição é imaginária na paranoia do narrador que destruíra sua felicidade, da mulher e do filho ou se realmente ele vivia num mundo simulado pela mulher e pelo amigo. Nada de especial, o tema já era comum nos romances há tempos, por influência de Otelo do inglês Shakespeare. O amálgama que fisgava o leitor era justamente a crítica à moralidade do dominante, o branco descendente de europeus privilegiado pela Corte e com acesso a educação, uma espécie de classe média denominada de burguesia pelo burguês Karl Marx, na qual a menina pobre só poderia ingressar pelo casamento.

    Desse enredo de amor, traição, imoralidade, sexo, sofrimento, superioridade do esperto e miséria espiritual do rico vive a intelectualidade brasileira ligada ao entretenimento. Quase toda a dramaturgia explora fartamente esses temas os reforçando paulatinamente. Essa fonte cultural embriagante da qual o povo bebe começou a jorrar com mais intensidade após a invenção do rádio, primeiro aparelho eletrônico de comunicação, imediatamente utilizado como instrumento de divulgação fascista em preliminares da Segunda Guerra.

    Quando a televisão chegou as coisas ficaram mais simples. Nem precisaria que os adultos a vissem, apesar de a verem avidamente. Bastava deixá-las às crianças, pois crianças aprendem muito com o que presenciam. Conhecedores interessados dos processos psicológicos, os controladores das mídias se favorecem amplamente com o comportamento de pais e mães que expõem seus filhos a programações, nos dois sentidos da palavra, midiáticas, ou seja, de quem ganha dinheiro vendendo o comportamento do público para consumir certos produtos, para admirar certas classes ou grupos, votar e, hoje no Brasil, principalmente para se comportarem como se o Brasil fosse a zona do baixo meretrício do planeta em apoteose carnavalesca durante a copa do mundo para esbalde dos turistas que querem consumir mulher brasileira, o produto humano mais exportado do Brasil ( http://youtu.be/QM-Ujx7JET4 ).

    Paralelamente a eletrônica vinha sendo desenvolvida belicamente no intuito de derrotar o eixo na segunda guerra. Não que não houvesse pessoas inteligentes no nazismo, mas o sistema e a lógica nazista privilegiam quem tem certa aparência, comportamento e ideais, com nuances de crendice, muito mais do que pela eficiência efetiva na produção de conhecimento e tecnologia. Foi assim que o nazismo solapou a inteligência do Eixo e deu abertura para a inteligência Aliada ganhar a guerra.

    Um dos muitos que ganharam a guerra pensando cartesianamente, como Einstein, foi o judeu húngaro, John von Neumann, um dos inventores da CPU e do código binário para cálculo de balística para a marinha norte-americana, dando arquitetura a máquina cuja tela você está usando para me ler.

    Resumindo, outros maluquetes universitários da maravilhosa costa americana do pacífico norte, especialmente da Califórnia, nerds que gosta(va)m de mountain bike, surf e outras amenidades, desenvolveram aparelhos de Von Neumann a preço acessível para o consumo das classes médias mundiais, como computadores pessoais e telefones portáteis com sistemas operacionais diversos, chamados de notes, tablets, smartphones, mais recentemente se expandindo para outros aparelhos, como televisores, automóveis, óculos, relógios, livros, etc., que se conectam à rede também inicialmente desenvolvida pelas forças de defesa nacional e agências governamentais dos EUA, a Arpanet (1969), e entre universidades e órgãos de pesquisa com supercomputadores IBM, chamada Bitnet (1981), entre elas a UFSC. Dessas redes de comunicação entre computadores desenvolveu-se a internet ou rede mundial de pessoas conectadas eletronicamente. Algo impensável em sistemas totalitários, de direita ou de esquerda. Obs.: Esse antagonismo político entre esquerda e direita é uma serpente de duas cabeças com uma cabeça em cada ponta tentando arrastar o corpo conforme sua vontade e se digladiando a mordidas, sem saberem ao certo ou pouco se importando se o corpo que mordem é seu também. São os extremos apaixonados, irracionais e mortíferos. Sem a esquerda viveríamos em sistemas produtivos de dignidade inferior à escravidão, como ocorria, por exemplo, na Rússia onde a panela de pressão explodiu matando milhões de pessoas, pela revolta, pela violência direta da tirania e muito mais pela fome e doenças que sistemas econômicos falhos não conseguem sanar, a não ser com a morte de parcela da população. Por outro lado, os avanços sociais e direitos trabalhistas dos países ditos capitalistas foram acentuados pelo temor causado pelos exemplos russo e chinês.

    E o Ministro do STF? O Ministro, como todas as autoridades da parte civilizada do planeta não mais toma qualquer atitude sem que milhões de olhos fixos em telas de máquinas de Von Neumann bombando códigos binários os vigiem. Alguns sentem-se espionados, pois a obscuridade das cenas que cometem lhes é indispensável. Não há argumentos para a vilania. A solução sempre foi escondê-la ou dissimulá-la, pois a conhecemos muito bem, desde antes dos shows declamados pelo poeta Homero em eventos sociais na Grécia Clássica, sobre dramas ocorridos na era mitológica, assaz em demonstrar a astúcia da vilania e as consequências desastrosas do sucesso dos vilões, sempre acompanhadas de muito sofrimento. Valores assim são sabidos ou sentidos pela humanidade desde que o homem sofreu a mutação da era gelada que terminou a uns 15 mil anos. O tema é esmiuçado nas obras sobre jusnaturalismo, positivismo jurídico, uso alternativo do direito, e pluralismo jurídico ( V. Norberto Bobbio e Antonio Carlos Wolkmer). Recentemente, diante dos avanços das pesquisas no campo genético e psicossocial, tende-se a concluir que tais valores, como o de justiça, são intrínsecos ao ser. Tratam-se não de cultura, mas de componentes da formação da cultura. Não podem ser removidos pela mídia, tampouco modificados, pois selecionados no código genético humano no desenvolvimento de sua capacidade associativa e compõem o banco genético de todos os seres humanos. Os autores das vilanias são notórios em todas as células, compartimentos, departamentos e ambientes sociais, em todas as escalas de importância, desde o coleguinha até líderes governamentais. Esses, pela importância e quantidade de interesses que influenciam só são realmente observáveis efetivamente em grupos humanos de tamanho diminuto o suficiente para que todos os integrantes se conheçam mutuamente – ou por obra da máquina de Von Neumann, o computador, que abriu orçamentos, contratos, agendas, julgamentos, tecnologias e muitas outras informações, úteis ou inúteis, aos consumidores de produtos de empresas que fabricam os referidos aparelhos, fornecem redes, serviços e produtos pela mesma rede mundial de pessoas eletronicamente conectadas. Nessa lógica, a rede só existe se existirem pontos e a natureza da rede será a natureza de ser dos pontos em conjunto. A tendência das lideranças é se nivelarem a um patamar próximo aos demais, tornando-se lideranças representativas com poder diretamente proporcional ao seu caráter e eficiência avaliados pelo julgamento dos pontos da rede, vale dizer as representatividades seriam legítimas. Desta divagação poderíamos conceber um novo marco social da humanidade, o da democracia direta proporcionada pela informação direta, que beneficiaria, como beneficia, o lucro difuso em todo o planeta, especialmente da potência-mor, Estados Unidos da América do Norte, e outros integrantes, aliados e parceiros comerciais das colônias inglesas, cujo Reino implantou no Brasil, em 1815, o “Reinado do Brazil do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves”, sede do império português, na mão dos ingleses devido a sua capacidade produtiva manufatureira, tecnológica, naval e bélica, como hoje. A independência nesse passo ocorreria não pelo isolamento ou ruptura da rede, mas sim pela evolução de cada ponto, o que levaria a rede a propugnar pela sua própria qualidade na condição de resultado do padrão médio do pontos e não mais como simples peça produtiva (Marx) nem como mão de obra remunerada pelo espírito capitalista e conformada pela ética religiosa dos protestantes, num sistema comercial que, obviamente, vive do consumo e por isso tem apreço a consumidores (Max Webber). Nesse passo evolutivo estaríamos determinando nosso destino entre a vida livre e consciente como pessoas preocupadas pelo bem estar e longevidade dos seres humanos ou corremos o risco de seguir para a metáfora dos irmão Wachowski, Matrix, em que pouco nos importará quem nos comanda, posto que inconscientes após optar pela pílula azul da mídia.

    E o Ministro? A TV justiça e outros canais de comunicação oriundos diretamente do STF via internet, nos permitem, por graça desse sistema bélico-mercantilista que redundou nos gadgets interconectados , acompanhar as discussões de mentes brilhantes, na defesa de seus interesses e de suas teses. Na última sessão do Plenário do STF, da ação penal 470, pude destacar os seguintes pontos: O STF está sendo mal lido pela imprensa que prefere o sensacionalismo e está aturdida com a sessão em que a própria imprensa e sua atuação foi tema de críticas e ironias pelo Min. Marco Aurélio. Foi a primeira vez que vi um integrante de Tribunal ser humilhado de forma tão contundente como o Min. Barroso foi pelo Min. Marco Aurélio que o chamou de novato e lhe atribuiu a evidência do pecado imperdoável para um juiz, a parcialidade, fazendo referência até mesmo a impedimento jurisdicional. Marco Aurélio também Ironizou ao observar que os Ministros não precisam se preocupar com as ruas, pois agora os vidros do STF são blindados. O Min. Gilmar Mendes, em seu voto e apartes, esbravejou como esbravejaríamos diante da injustiça e do triunfo do crime.

    Ao Min. Celso a imprensa e a intelectualidade brasileiras seguiram seu caminho óbvio: atribuíram o papel de Capitu. Como Bento Santiago, os brasileiros não sabem o que se passa pela mente do Ministro. O que realmente importa no livro de Machado de Assis é que, se Bentinho houvesse realmente sido traído, a culpa seria mais sua que dos traidores e, mesmo não sendo traído, sua paranoia o faria meritório de ser e por isso a si mesmo castigou com o rancor e a solidão. Da mesma forma, se alguém se sentir traído pelo STF na decisão de quarta-feira, é bom começar uma auto-análise profunda, pois a culpa não será da Justiça, do STF ou do Decano, mas sim dos próprios traídos. Pelo menos é o que vai constar do acórdão.

  4. Agora só nos resta esperar o que vai dar amanhã no STF. Será o grande espetáculo, com direito a transmissão ao vivo e em cores pela tv, de uma montanha que no andar da maca vai parir um rato. E alguns ratos vão fugir pelo ralo.

  5. Como cético não tenho interesse no meu semelhante.
    O que Saulo diz ou não , não tem a menor importância para mim. Já o meu corpo….

    O fato é que Celso de Mello, se for coerente, votará contra os embargos.
    Se não for, o que posso deduzir é que ele é mais uma vítima das armadilhas da mente, das quais ninguém escapa, mas tem talento para enrolar os outros com palavras encantadoras. Como os discursos que fez ao condenar os réus do mensalão. Afinal, o bom advogado é o que encanta com palavras.

  6. Mas entendo uma coisa, amanhã, o STF estará sendo julgado pela nação mais que os próprios acusados. Se acatar os embargos perdera uma chance de aumentar a confiança dos brasileiros nas instituições públicas. Deixamos a história seguir seu curso.

  7. Tô com o João. Esse aí de cima que disse que entre Saulo Ramos (arg!) e Celso Mello fica com o ministro do STF.
    Claro!
    Pode um cara servil ao Sarney chamar alguém de merda?!

    E, antes que digam que sou petista – sou é brizolista do cabelo ao dedo mindinho, mas não sou fanático -, tô doido é para ver o Dirceu e essa quadrilhada presa, morrendo na cadeia.

    Mas andei conversando com uns amigos criminalistas e todos, todos, me disseram que é mais salutar, para todos nós, O POVO, que se admitam os embargos. Por quê? Porque a regra é duplo grau, antes de mais nada. Para que apressar o que pode ser frito e cozido daqui a uns meses, sem dúvidas de aceitação de recursos, protelatórios ou não?

    Se o STF atropela o rito, esmaga a lei, amanhã pode ser um de nós a vítima. Os juízes de primeiro grau até o último, se acharão uns super-homens, acima das leis, dos ritos, da processualística. Pensei nisso durante 48 horas. Dei razão ao professor.

    Admitir os embargos não é o fim do mundo, como a grande imprensa tem colocado. Que se os admita. Que, no mérito, não se reduza nem um dia de condenação. E se reduzirem, ainda assim, ganhamos todos.

    Quando se viu um grandão ir pro xilindró nesta republiqueta?
    A prescrição só ocorrerá se o Joaquinzão der mole e não colocar em pauta tudo que é viável no menor tempo possível. E, todos temos certeza, jamais o Barbosa vai descansar um minuto, enquanto esses vermes estiverem soltos.

    Fiquemos tranquilos. O DIrceu já está condenado na pena maior. Aliás, o MPF deverá pedir sua prisão imediata, já que a pena por corrupção não está sujeita aos infringentes.

    Deixem o Mello, um dos maiores juristas do Brasil, que honra com sua presença o STF, votar do jeito que bem entender. Sem patrulhamento. Sem PIG. Ou será que se pode comparar o Celso de Mello com o Toffoli, o Lewandowski, o novato comprometido, o Gilmar (que, casualmente está do lado do povo nessa, mas já soltou bandido para chuchu…), com o priminho do Collor (muito inteligente, uma águia; mas que vota conforme interesses que nem se desconfia, sempre com muita base, solidamente, um perigo. Por acaso, nessa empreitada está com O Povo – o Maluf adora ele, né? Lembram? O Dr. Abdelmassih também. Dois libaneses soltos nos trópicos, graças ao M. Aurélio, mas isso é outra história).

    Que vença, ao fim, O Povo. E vencerá.

  8. Correções ao livro: os arquivos da Folha não mostram a tal notícia. Saulo Ramos, na própria publicação, cita outros diálogos posteriores com o ministro — sempre para ofendê-lo gratuitamente — sem contar que compareceu à posse de Celso quando este assumiu a Presidência do Supremo, em 1997.

    Celso de Mello não foi o último a votar no caso mencionado. Ele era um dos mais jovens integrantes da Corte e, nessa condição, votava antes. Ele foi o terceiro a se manifestar, logo depois do relator, Marco Aurélio, e de Carlos Velloso — ambos favoráveis a Sarney. Celso votou contra, em voto longo e fundamentado, acompanhado por Sydney Sanches e Octávio Galotti, em momento no qual o resultado do julgamento estava longe de se definir.

    Aqui: http://www.conjur.com.br/2007-jun-27/saulo_ramos_reescreve_historia_causa_propria

  9. Pelas informações do articulista e as manchetes de hoje da Folha e demais veículos de comunicação, contrariando toda lógica e desconhecimento da integridade do ministro, já podemos antecipar o resultado com o voto de Minerva do decano: 6 X 5, a favor dos embargos infringentes.

  10. Eu me lembro desse fato no caso do Mensalão a população brasileira acompanhava esse julgamento e ficou decepcionada com o voto do ministro Celso Mello, a favor dos Embargos Infrigentes

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