Em vídeo, pastor Marco Feliciano pede dinheiro para fiéis e aceita pré-datado

Carlos Newton

O deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) cometeu um erro enorme ao aceitar ser eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A imprensa está vasculhando a vida dele e tem encontrado muita coisa desabonadora. Se tivesse ficado quieto em seu canto, nada disso teria acontecido. E ele agora está pedido socorro ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alvez, para ver se o tiroteio cessa.

Cadeirante doa 1 mil

O material mais interessante está sendo exibido pelo Estadão, que divulga em seu site um vídeo em que o piedoso pastor aparece pedindo doações para fiéis da Assembleia de Deus, sua igreja. Na gravação, de fevereiro do ano passado, Feliciano pede contribuições de R$ 1 mil, diz que aceita cheque pré-datado e reclama de um homem que entregou o cartão de crédito, mas não forneceu a senha.

O vídeo exibido pelo Estadão mostra que, durante o culto, Feliciano diz que não vai parar de pedir as contribuições porque tem uma meta a cumprir e ensina aos fiéis a doarem até mesmo pela internet.

CADEIRANTE…

Uma pessoa chega a doar uma motocicleta e um cadeirante tetraplégico entrega um cheque de R$ 1 mil ao pastor e explica por que decidiu fazer a oferenda:

“Eu disse para as pessoas que a igreja estava virando um negócio para ganhar dinheiro, e aí eu imagino que o demônio estava tentando a minha mente. Mas hoje eu quero ver a minha vitória, aqui, pela fé, R$ 1 mil”.

Feliciano agradece: “Ele veio como murmurador. Vai voltar para casa como o homem mais abençoado da festa. Ainda vou pregar com você por aí, viu, garoto?”.

Após repetir diversas vezes que quem “crê dá um jeito” de fazer as doações, o pastor afirma que, se a pessoa não tiver os R$ 1 mil, pode doar apenas R$ 500.

“‘Pastor, R$ 1 mil eu não aguento, mas R$ 500 eu aguento. Traga R$ 500. Você só não pode perder a bênção. Quem crê dá um jeito”, afirmou Feliciano, mostrando como se comporta em relação a seus fiéis eleitores, perdoem o jogo de palavras.

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