Energia nuclear, um salto para o futuro

Pedro do Coutto

Entrevistado pela Revista Energia, edição de julho, publicação especializada, o cientista Zieli Dutra, ex presidente da Eletronuclear, professor da UFRJ e membro da Agência Internacional de Energia Atômica, defendeu a construção de Angra 3 que, a seu ver, vai acelerar o processo de substituição no país de usinas térmicas que consome óleo combustível e óleo Diessel, altamente poluentes.

O Brasil não pode abrir mão de energia moderna, mesmo mais cara, pois dentro dessa lógica era para abandonarmos o pré-sal. Zieli quando presidiu a Eletronuclear lutou pela retomada da construção de Angra 3. O governo, no início do período Lula, não aprovou o empreendimento. Agora aprova, mudou de rumo. Política é assim – acentuou.

O desenvolvimento de energia elétrica no mundo atravessou várias fases e contestações não faltaram inclusive nos países mais adiantados. No ano de 1800, alvorada do século 19, Alessandro Volta produziu a primeira pilha elétrica da história. Só muitos anos depois foi levado a sério. Tampouco a sério foi levado Barlow que criou o primeiro motor elétrico em 1828. Mas foram eles que levaram Alexis Fontaine a produzir em 1873 o primeiro transporte de energia elétrica à distância. Uma autêntica linha de transmissão. A evolução energética então caminhou mais rapidamente. Thomas Edson inventou a lâmpada em 1978 e Graham Bell o telefone em 1875. Com base na eletricidade, Marconi inventou o rádio em 1895. A energia elétrica chegou ao Brasil em 1901. E as transmissões radiofônicas começaram aqui no ano de 1922. Em 1935, Guillelmo  Marconi veio ao Rio inaugurar a Rádio Tupi. E o rádio, no Brasil, significou uma revolução fantástica. Incorporou milhões de brasileiros que não sabiam ler ao processo de comunicação passando informação e opinião, revelando um número muito grande de artistas que, não fosse eles não seriam conhecidos.

Zieli Dutra está certo: os caminhos do progresso são árduos e longos, projetam-se por etapas no espaço da razão coletiva. A energia hidrelétrica foi combatida no início de sua aventura luminosa. Muitos no final do século 19 ainda preferiam a vela, o óleo a madeira,o carvão, a lamparina. O petróleo descoberto pelo alemão Diessel iniciava seu ciclo. Ser contra a energia nuclear, hoje, é quase o mesmo comportamento daqueles que se voltaram contra a eletricidade há 140 ou 130 anos atrás. As progressões científicas, entretanto, dão saltos geométricos. A matriz energética brasileira, atualmente, está em quase 100 milhões de KW. A hidroeletricidade pesa em torno de 72 por cento, a termoeletricidade aproximadamente 19%, as usinas de Angra 1 e Angra 2 participam com 5%. Angra 3 virá acrescentar uma etapa importante e essencial. Representa o reinício de uma caminhada.

No momento, a energia nuclear é mais cara do que a hidrelétrica na fonte de produção: 130 reais o MWH contra mais ou menos 74 reais. Mas na distribuição essa diferença  desaparece. Quem examinar sua conta de luz vai constatar que, no Rio, paga cerca de 500 reais por MWH, ou seja, 500 reais por mil KW traduzindo-se o valor. A tarifa nuclear hoje não é competitiva na origem. Mas passará a ser dentro de pouco tempo – acrescentou. Ela substitui a poluição que causa problemas indiretos enormes. Além disso, é um salto para o futuro. Pois assim caminha o progresso. Assim caminha a humanidade. Assim avança a ciência.

ENERGIA NUCLEAR, UM SALTO PARA O FUTURO

Entrevistado pela Revista Energia, edição de julho, publicação especializada, o cientista Zieli Dutra, ex presidente da Eletronuclear, professor da UFRJ e membro da Agência Internacional de Energia Atômica, defendeu a construção de Angra 3 que, a seu ver, vai acelerar o processo de substituição no país de usinas térmicas que consome óleo combustível e óleo Diessel, altamente poluentes.

O Brasil não pode abrir mão de energia moderna, mesmo mais cara, pois dentro dessa lógica era para abandonarmos o pré-sal. Zieli quando presidiu a Eletronuclear lutou pela retomada da construção de Angra 3. O governo, no início do período Lula, não aprovou o empreendimento. Agora aprova, mudou de rumo. Política é assim – acentuou.

O desenvolvimento de energia elétrica no mundo atravessou várias fases e contestações não faltaram inclusive nos países mais adiantados. No ano de 1800, alvorada do século 19, Alessandro Volta produziu a primeira pilha elétrica da história. Só muitos anos depois foi levado a sério. Tampouco a sério foi levado Barlow que criou o primeiro motor elétrico em 1828. Mas foram eles que levaram Alexis Fontaine a produzir em 1873 o primeiro transporte de energia elétrica à distância. Uma autêntica linha de transmissão. A evolução energética então caminhou mais rapidamente. Thomas Edson inventou a lâmpada em 1978 e Graham Bell o telefone em 1875. Com base na eletricidade, Marconi inventou o rádio em 1895. A energia elétrica chegou ao Brasil em 1901. E as transmissões radiofônicas começaram aqui no ano de 1922. Em 1935, Guillelmo Marconi veio ao Rio inaugurar a Rádio Tupi. E o rádio, no Brasil, significou uma revolução fantástica. Incorporou milhões de brasileiros que não sabiam ler ao processo de comunicação passando informação e opinião, revelando um número muito grande de artistas que, não fosse eles não seriam conhecidos.

Zieli Dutra está certo: os caminhos do progresso são árduos e longos, projetam-se por etapas no espaço da razão coletiva. A energia hidrelétrica foi combatida no início de sua aventura luminosa. Muitos no final do século 19 ainda preferiam a vela, o óleo a madeira,o carvão, a lamparina. O petróleo descoberto pelo alemão Diessel iniciava seu ciclo. Ser contra a energia nuclear, hoje, é quase o mesmo comportamento daqueles que se voltaram contra a eletricidade há 140 ou 130 anos atrás. As progressões científicas, entretanto, dão saltos geométricos. A matriz energética brasileira, atualmente, está em quase 100 milhões de KW. A hidroeletricidade pesa em torno de 72 por cento, a termoeletricidade aproximadamente 19%, as usinas de Angra 1 e Angra 2 participam com 5%. Angra 3 virá acrescentar uma etapa importante e essencial. Representa o reinício de uma caminhada. No momento, a energia nuclear é mais cara do que a hidrelétrica na fonte de produção: 130 reais o MWH contra mais ou menos 74 reais. Mas na distribuição essa diferença desaparece. Quem examinar sua conta de luz vai constatar que, no Rio, paga cerca de 500 reais por MWH, ou seja, 500 reais por mil KW traduzindo-se o valor. A tarifa nuclear hoje não é competitiva na origem. Mas passará a ser dentro de pouco tempo – acrescentou. Ela substitui a poluição que causa problemas indiretos enormes. Além disso, é um salto para o futuro. Pois assim caminha o progresso. Assim caminha a humanidade. Assim avança a ciência.

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