Enfim, a explicação. Os ministros Peluso e Lewandowski não querem ser investigados pelo Conselho Nacional de Justiça.

Carlos Newton

O Supremo Tribunal Federal informou que o presidente Cezar Peluso, que também preside o Conselho Nacional de Justiça, recebeu R$ 700 mil relativos a um passivo trabalhista da época em que ele integrava o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Numa nota divulgada no início da tarde de hoje, Peluso defendeu o ministro Ricardo Lewandowski, que também foi contemplado com a verba. Detalhe: na segunda-feira, Lewandowski concedeu uma liminar suspendendo uma investigação da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, que apurava justamente as suspeitas de pagamento irregular de valores a desembargadores do Tribunal, vejam a que ponto chegamos, que Deus nos ajude neste Natal.

Na nota, o presidente Peluso afirma que os integrantes do Supremo não podem ser investigados pela corregedoria. “Se o foi, como parecem indicar covardes e anônimos “vazamentos” veiculados pela imprensa, a questão pode assumir gravidade ainda maior por constituir flagrante abuso de poder em desrespeito a mandamentos constitucionais, passível de punição na forma da lei a título de crimes”, disse Peluso.

E fica no ar a pergunta: por que os ministros do Supremo não podem ser investigados? Que alguém nos dê um só argumento que possa justificar essa excrescência jurídica. Afinal, que país é este, Francelino Pereira?

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