Enorme gritaria na CPI, prometendo provar ladroagem grossa, mas não entregou nada no relatório

TRIBUNA DA INTERNET | Archives | 2021 | outubro | Page 2

Charge do Zé Dassilva (Portal NSC)

J.R.Guzzo
Estadão

À primeira vista, parece que há algum engano. À segunda vista também. Mas o fato é que a “CPI da Covid”, desde abril último o tema número um do noticiário nacional, do ambiente político e das forças que não suportam a existência física do governo Bolsonaro, chegou ao seu fim sem saber de quais crimes, exatamente, acusar o presidente da República.

Mas os acusadores não tiveram seis meses, milhões de reais de dinheiro público e poderes de corte suprema para fazer justamente isso? Tiveram, mas não foram capazes de atingir nem esta nota mínima de competência.

SEM GENOCÍDIO – Ao fim, após torturadas idas e vindas de última hora, acabaram tirando da acusação o crime de “genocídio” – o mais patético da lista, algo que não seria levado a sério nem num centro acadêmico de faculdade de direito.

Como assim, “genocídio”, se isso é expressamente definido na lei brasileira como a ação cometida, deliberadamente, para destruir “grupo nacional, étnico, racial ou religioso”? Se nem sobre uma barbaridade dessas os inquisidores conseguiram se entender, é óbvio que nada de bom se pode esperar do resto.

Bolsonaro é acusado, por exemplo, do crime de “epidemia” – que consiste, segundo está escrito da maneira mais clara possível no artigo 267 do Código Penal Brasileiro, em “causar epidemia mediante a propagação de germes patogênicos”.

O presidente da República pode ser um monstro incontrolável, como sustenta a CPI, mas não foi ele, realmente, quem trouxe o coronavírus para o Brasil, ou espalhou o bicho por aí.

OUTROS DELITOS – Citam-se, também, os delitos de falta de planejamento, distribuição de cloroquina e até, quem diria, crimes contra a humanidade. Estaria a CPI, nesse caso, acusando Bolsonaro de provocar mortes na Suécia ou na Mongólia Exterior? A conferir.

O relatório final da CPI, que na verdade não é exatamente final, ao longo de 1.000 páginas – isso mesmo, 1.000 páginas – acusa o presidente de nove crimes diferentes; outras 66 também pessoas são denunciadas.

Mas não aparece, em todo esse tremendo papelório um único crime de corrupção – que é sempre o começo, meio e fim de qualquer investigação que se preze, em qualquer época, sobre qualquer governo. A CPI, prometeu, durante meses a fio, que ia provar ladroagem grossa. Não entregou nada – nem tentou incluir, na base do chute, alguma acusação de roubalheira nos nove crimes que imputa a Bolsonaro. Tem até “crime contra a humanidade”, mas de roubo mesmo, que é bom, nada. Seis meses de gritaria, para isso? É pouco.

24 thoughts on “Enorme gritaria na CPI, prometendo provar ladroagem grossa, mas não entregou nada no relatório

  1. Tornou se hábito acusar deus e o mundo. Fazer barulho, verdadeiro escândalo para no final as acusações iniciais não se sustentarem em prova(s).
    Joaquim Barbosa relator do mensalão pelo menos foi mais criativo. Já que não encontrou alguma prova, inventou a “Teoria do Domínio do Fato” . Embora não conste como crime, o pomposo título confundiu e serviu ao propósito da condenação do réu.
    A CPI bem que poderia tb inventar um crime para condenar Bolsonaro. Faltou criatividade.

  2. Guzzo e Augusto Nunes já foram bem mais respeitados por mim. 600 mil mortos não significam “nada”, Guzzo? Retardou a compra de vacinas e “jogou contra” o tempo todo. Nunca imaginei que poderia haver algo pior que o Lularápio na presidência mas em “Sucupira” tudo pode acontecer …..

    • Será que este infeliz está recebendo “emendas”do coiso?
      Acredito muito, que sim…
      Aliás, tenho é certeza mesmo…
      Cafajeste vendido.
      Pilantra da laia de Alexandre Garcia e mais uns e outros pestilentos…
      Credo !

      • Ricardo, você e o Perez serão os únicos que comentaram o que esse porcalhão do Guzzo, um porco com guizo(?), com coragem de dizer que esse calhorda certamente está na conta do Palhaço do Planalto?

        Não cabe gastar aqui o nosso português para explicar porque esses mais de 60 indivíduos estão sendo acusados.

        Leiam as 1200 páginas do relatório, lembrem-se dos depoimentos vergonhosos, da capitã cloroquina, dos wizards, e dos demais bandidos que botaram o rabo naquela cadeira.

        Safados!!! Todos os que colaboraram direta ou indiretamente para esse morticínio e os que passam pano nessas mortes.
        S-A-F-A-D-O-S !!!!!

      • Não tem que ser enquadrado, tem é que morrer mesmo…
        Dar sossego…
        E que leve com ele todos estes fios desencapados, desastrados, cafajestes e vagabundos, que tanto mal fazem a este Pais lindo e arrasado por estes personagens de quinta categoria…
        Credo !

        • Cuidado não deseje a morte de ninguém .
          A sua já pode vir a caminho e você nem imagina.
          Esta tudo na mão do: O Misericordioso
          O Clemente
          O Todo Poderoso
          O Senhor do Universo
          O Soberano do Juizo Final

          • Nao acredito nestas baboseiras !
            Se vier a minha, que venha…
            Enquanto isto, continuarei a desejar que morram todos aqueles, que matam silenciosa e vagarosamente milhares de pessoas inocentes de fome e vergonha !

  3. Tem de ser muito ingênuo pra não enxergar os crimes continuados dos encastelados no ilusório poder. Tem de ser muito mau-caráter para defendê-los.

  4. Seu Cuzzo,

    O sr. quer mais crimes do que estes que foram revelados pelo relatório da CPI?

    Quando li este seu artigo fiquei chocado e pensei: o homem endoidou.

  5. A CPI serviu para revelar ao povo a sordidez total da imprensa prostituida, que transformou um pedófilo inveterado, Omar Aziz, e um bandido com uma capivara quilométrica, Renan Calheiros, em figuras impolutas da política nacional. Ambos ganharão estátuas em frente aos prédios do Globo, da Folha e do Estadão. Que nojo!

  6. O Desgosto Nunes, o pessoal da jovem panos, Caiu Coppola, Alexandre Bar&cia, Cuzzo, e tantos outros, vendidos ao sistema demoníaco do Bozo!

    Todos se venderam por trinta dinheiros.

    É fácil distinguir os jornalistas bandidos..

    Não tem como falar bem do demônio, nem suavizar nas tintas…
    O homem é indefensável!
    Quem defende este pedaço de tolete só pode ter diarréia no cérebro.

    Claro que é a grana que movimenta os desentendidos acima.

    Vejam no que se transformou a Janaína Paschoal.
    Hoje, é apenas uma louca que nada vê de errado no comandante do país.
    O seu Twitter chega a ser patético!
    Tenta defender o indefensável na maior cara de pau!

    JL

    • Acho meio estranho você acusar esses senhores de receberem pelo trabalho que executam.

      Não tenho nada contra eles, nem contra você.

      Mas, é você que diz que vive do seu próprio suor.

      Então, como você tem tempo de acompanhar tantos jornalistas?

      Reitero. Não tenho nada contra nenhum tipo de vagabundo.
      O que eu defendo mesmo, é a democracia.
      Principalmente a democracia da informação.

      • A informação é importantíssima Sr.J.Rubens.

        Gostaria de não ler nada, mas é impossível!

        Não se chateie porque sou informado.
        Ou o Sr. prefere a informação dos blogs do gabinete do ódio?
        Esses eu não leio. Nem perco meu tempo!

        Fico admirado que de vez em quando o Sr. se dirige a mim, perguntando se eu trabalho. Obviamente, trabalho, é não sou funcionário público.
        Também não tenho nada contra o Sr. é um prazer debater assuntos diferentes com pessoas diferentes.
        É o seu caso.
        Então peço-lhe respseitosame que deixe de se preocupar com meu trabalho e o que eu faço. Isso não é da sua conta nem de ninguém.

        Vamos ficar na alçada das ideias.
        Deixe que da minha vida eu tomo conta.

        Despeço-me cordialmente.
        JL

  7. Eu gosto de ler JR Guzzo.
    No dia que a esquerda estabelecer a ditadura do proletariado aqui, Guzzo vai ser “defenestrado” ou “reabilitado” a moda Kin Jon da Coreia do Norte.
    Enquanto isso suportaremos os diminutivos desqualificativos dos que jogam um rato morto na sopa dos desafetos.

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