Enquanto isso, os Estados Unidos, que causaram tudo…

A Torre Eiffel e os pontos turísticos estão fechados. De que adianta?

Carlos Newton

A Europa está curvada ao terrorismo. Se não há tranquilidade no maior estádio de futebol nem na boate Bataclan, o que dizer da Torre Eiffel, do Moulin Rouge, do Museu do Louvre ou do Tour d’Argent, que já estão fechados. O mesmo sentimento de pavor é vivido em toda a turística Europa, especialmente nos países que se tornaram rotas de fuga dos chamados refugiados árabes, por onde trafegam hoje milhares de milhares de candidatos ao terrorismo religioso, que consegue ser medieval e moderno, ao mesmo tempo.

Não adianta o presidente da França, François Hollande, decretar estado de emergência e fechar as fronteiras de todo o país, após a série de ataques que atingiu a capital Paris a partir da sexta-feira 13, como se fosse um sinistro filme de Halloween ao vivo e a cores, poucos dias depois do 31 de outubro.

Em discurso na televisão francesa, o governante francês anunciou também que enviou o Exército às ruas para cercar as saídas de Paris e a fronteira, advertindo que a operação militar para encontrar os responsáveis e coibir o terrorismo terá caráter permanente.

REALIDADE DURA

Hollande faz seu papel nesta tragédia, política e social. Mas sabe-se que somente a França já tem mais de 5 mil suspeitos de pertencerem a organizações clandestinas radicais islâmicas, e seus órgãos de inteligência se consideram incapazes de controlá-los. Sabe-se também que aumenta progressivamente a população muçulmana do país, que é refratária ao amor e não se mistura com os franceses pelo matrimônio. Crescem em guetos, já são um país dentro do outro, e em mais quatro gerações serão maioria nas eleições, ostentando o título de eleitor nativo, como autênticos cidadãos franceses. E assim, pouco a pouco, o islamismo avança na Europa, como a religião que mais se expande no mundo.

Autoridades do mundo inteiro estão se manifestando sobre o atentado. Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu seu apoio e suas condolências à França. Ele prometeu continuar em cooperação com a França para combater o terrorismo. “Este não é um ataque só a Paris ou à França, mas um ataque à forma como pensamos e aos valores que dividimos”, disse ele, repetindo o lema da Revolução Francesa – “Liberté, Egalité, Fraternité”.

UM GOSTO DE SANGUE

Mas de que vale essa solidariedade, se o presidente dos Estados Unidos ainda traz nos lábios o gosto de sangue e tem as mãos sujas de petróleo roubado, depois das guerras do Iraque, do Afeganistão, da Líbia e da Síria? Os países europeus apenas apoiaram as investidas dos EUA no Oriente Médio, mas estão sofrendo as consequências.

Como está mais distante do epicentro da pilhagem dos petrodólares, digamos assim, os norte-americanos não estão sofrendo as consequências da invasão de seus territórios, como está acontecendo agora com grande parte da Europa, despertando sentimentos nazifascistas em todo o continente.

Essa epidemia política e religiosa é internacional. Para os islamitas fundamentalistas e radicais, a guerra está apenas começando e vai se espalhar por todos os países do mundo, onde vivam os chamados infiéis. O Brasil, país que orgulhosamente registra a mais saudável convivência entre povos e religiões, pensa estar fora do circuito do terror. Será que realmente estamos. Será que nossa delirante presidente voltará à ONU para pedir diálogo e compreensão aos terroristas do Século XXI?

37 thoughts on “Enquanto isso, os Estados Unidos, que causaram tudo…

  1. A Filosofia Budista informa que a vida é um espelho, tipo um bumerangue australiano, vai e volta. Enquanto os governantes não aceitarem esta Lei, que é do Cosmos, Infinita (dizem espiritualistas) os seus povos, nós, iremos sofrer bastante. Tenho parentes e amigos residindo em Paris. Espero que estejam bem.

  2. O presidente sírio, Bashar Assad, alertou repetidamente que a política da França e de outros políticos ocidentais foi profundamente falho porque ele acabaria por se voltar contra os países ocidentais si e tendem a enfraquecer o exército sírio e do Estado, que são a única forças capazes de combater o terrorismo de forma eficaz no seu país. Se este enfraquecimento teve grandes consequências-o colapso do Estado sírio, a queda de Damasco ea chegada ao poder de grupos terroristas na Síria Takfiris este foi apenas para a determinação do povo e do exército sírio e seus principais aliados Rússia e Irã.
    Fonte: Al Manar

  3. Nenhum país está a salvo de atentados terroristas.E, o Brasil, que bote as barbas de molho, porque não há leis sobre isto( pelo menos que eu saiba).

    Acho que, o atentado de agora, tem muito haver com o anterior.

    Abraço.

  4. Não vejo culpa dos EUA. Ora, tudo culpam os EUA.
    Se não fosse a sede de sangue dos assassinos frios nada disso aconteceria.
    Eles, os jihadistas, lidam com a coisa como se estivessem numa cruzada. Entendam isso. Não é uma guerra contra o poder; é uma guerra contra os valores que o ocidente representa. Então todos somos alvos potenciais destes fanáticos.
    Eles nos veem como uns depravados, fracos, pervertidos. Veem nossas mulheres como umas prostitutas. Eles não querem jamais se misturar; querem apagar o Ocidente da terra. O Ocidente subestima isso, o ocidente está sujo com essa ideia de vítima e dominador. Não é esse o caminho.
    O caminho vai ter que ser de enfrentamento. Não adianta você mostrar o Evangelho, a compaixão para um radical; eles vão cuspir no Evangelho e sangrar sua artéria carótida. O padrão deles é a morte. Agem pela morte e para a morte do Ocidente. Se quiser continuar a existir o Ocidente terá que reagir, terá que responder à altura.
    Vi ontem uma foto de um jovem francês, destes com cara de imbecil, com um cartaz na mão, ao lado de uma bicicleta dizendo que os mulçumanos não são terroristas, são seres humanos, isso em frente ao clube Bataclan. É por causa de gente assim que o Ocidente está se decompondo. Esse tipo de imbecil não percebe que o seu tipo fraco e metido a santo é o primeiro a ser esgoelado, é o tipo hipócrita que eles menos gostam.
    Não culpo os EUA. Não culpo a França. Não estamos lidando com índios armados de arco e flecha; estamos diante de homens jovens inteligentes, bem formados, bem conceituados, com objetivos claros, corajosos e bem armados. Este é o perfil destes caras do Estado Islâmico. Eles não são alienados, soldadinho de baixa guarda como pensamos. São pessoas que fizeram faculdade, que estudaram muito, que veem o Ocidente como um prostíbulo.

  5. A estupidez de Holland, de se meter em guerras que não eram dele, como na Libia agora na Siria esta custando muito ao povo Frances.
    Quando Bush com sua insanidade queria que Chirac se metesse nessa aventura contra o Iraque e Afeganistão, Chirac deu-lhe uma lição, e mostrou como se deve comportar um estadista. E o povo frances vivei tranquilo ate esse estupído do olland ganhar essas eleições. Bem faz o Brasil que não entra nessa aventura, de “importar” ataques terroristas para ca.

  6. Não concordo em jogar nos EUA quase toda a culpa por esses diversos levantes terroristas islâmicos, que ultimamente têm ocorrido no mundo. Portanto discordo desse ponto de vista de Carlos Newton.

    O problema é imensamente mais complexo, e certamente vem arrepiando os cabelos dos mais diversos doutores em geopolítica deste planeta Terra.

    Há muito mais culpados (alguns até mesmo inconscientes) do que se possa imaginar!

  7. Os americanos são viciados em guerras, e quando se metem sozinhos, nelas, as perdem. E agora estão perdendo-as mesmo com aliados, e no lugar de americanos,fazem de “bucha de canhão” espanhois, australianos, holandeses, e outros povos estupídos, assim preservam a vida de americanos.

  8. Novo livro revela detalhes horríveis do cotidiano sob domínio do Estado Islâmico. 23215.jpeg
    Toda crueldade do EI é contextualizada diante de uma história sangrenta. ‘Este livro é muito perigoso para mim, poderia me levar à morte.

    Robert Fisk

    Antes que corajosos espartanos de Obama coloquem suas botas no pequeno território da Síria que os curdos detêm, não muito longe de Qamishli, eles ainda precisam aprender um pouco mais sobre o Estado Islâmico (EI) a partir do trabalho de um historiador sírio. Eles descobririam que Abu Bakr al-Baghdadi, o “califa” do EI, não é apenas um fã de futebol, mas em sua juventude criou um time para os frequentadores da mesquita e até brincou dizendo que era o Maradona do Iraque.

    Eles descobririam também que ele se comunica com os funcionários pelo celular, através do WhatsApp e do Skype, fala inglês e exige que todos os relatórios da inteligência sejam impressos em uma única folha de A4 – basicamente o que Churchill exigia de seus burocratas na Segunda Guerra – e também cobra que os cidadãos trabalhem seis dias por semana.

    Há um sistema postal do EI na sua capital síria (Raca) e se você quiser escrever para Baghdadi (cujo nome original é Ibrahim Awad Ibrahim al-Badri) você só precisa enviar uma carta para: califa Ibrahim, Racaa. “Tenha certeza de que vai chegar com segurança”, o escritor de Under the Black Flag foi informado.

    Ele é Sami Moubayed, historiador e ex-estudioso do Centro Carnegie em Beirute. Atualmente vive em Damasco. É um homem corajoso e sabe disso.

    “Este livro é muito perigoso para mim”, ele me disse. “Poderia me levar à morte. É muito diferente das história que escrevi antes – é sobre uma outra Síria e foi muito doloroso escrever sobre isso(…) “Você precisa lutar contra os radicais”.

    Como Moubayed também diz em seu livro, “o pré-baathismo na Síria da década de 1950 nunca mais vai voltar – tampouco qualquer baathismo dentre 1963-2011(…). Eu não tenho nenhuma simpatia por islâmicos ou soldados sedentos por poder. O que acontece hoje é um novo capítulo na história do meu país. Um capítulo feio, que vai durar muito mais tempo do que qualquer um de nós desejaria”. Um pessimista? Certamente não um baathista. Moubayed realmente deveria tomar cuidado.

    Ele conversou com funcionários do EI, incluindo os representantes de mídia, entre eles Abu al-Nada al-Faraj, um inglês de 25 anos formado pela Universidade de Aleppo que trata o EI como “apenas mais um empregador que paga bem” e traduz para a horripilante revista do EI, a Dabiq. Todos os seus funcionários são muçulmanos europeus, viciados no Google com uma lista de publicações críticas para ler. The Independent está entre elas. Mas também o Wall Street Journal, o Foreign Policy e a agência de notícias do governo sírio (SANA).

    Raca tem um sistema fiscal eficiente e escolas foram reabertas – segregadas, com forte ênfase na religião – embora seja irônico que as provas e os exames atravessem as linhas de frente e sejam encaminhados pro Ministério da Educação sírio em Damasco. O todo-poderoso EI, ao que parece, não é tão todo-poderoso quanto parece.

    Em seu novo livro escandalosamente sub-avaliado e profundamente revelador, Moubayed detalha a crueldade dos castigos e execuções – verdadeiros crimes de guerra -, mas procura colocá-los no contexto de uma história sangrenta. Há dolorosos precedentes históricos para esse assustador Estado islâmico que agora existe, a partir da borda de Bagdá e quase até o Mediterrâneo.

    Muçulmanos sunitas acreditam que um califa deve traçar suas origens de volta ao clã Quraysh de Meca, ao qual o próprio Profeta pertencia. Assim, al-Baghdadi insiste em usar dois nomes adicionais, “al-Qurashi”, e “al-Hassani” (descendente do neto do Profeta, al-Hassan ibn Ali). O EI sempre se refere a ele com esses nomes.

    No século XIV, Ibn Taymiyyah, um teólogo muçulmano, procurou retorno à pureza do Islã de sua corrupção moral, pedindo uma jihad sagrada para criar um Estado islâmico. No século XVIII, Mohamed Abdul-Wahab e Muhammad ibn Saud – cuja família agora governa a Arábia Saudita – montaram expedições sangrentas para estender seu puríssimo domínio sobre as terras árabes.

    Um historiador do Al-Saud, Uthman bin Bashir al-Najadi, escreveu após 5.000 muçulmanos xiitas serem massacrados em 1801: “Nós tomamos Karbala e abatemos milhares(…). Com a permissão de Alá, nós não nos desculparemos. E dizemos aos kafir [incrédulos] ‘Vocês receberão tratamento semelhante'”.

    Parece familiar? Também não é de se estranhar que al-Baghdadi tenha escolhido Raca como sua capital. Ele estudou a história da cidade síria, que no auge da dinastia abássida, o império muçulmano que se estendeu do norte da África até a Ásia Central foi governado a partir da mesma cidade.

    Moubayed também estudou os textos islâmicos favoritos de EI. O Profeta é citado ao dizer que “quando for matar, mate bem, e quando for abater, abata bem” – em árabe, Darb al-rekab, atingindo o pescoço. Moubayed afirma que “o EI aparentemente se esquece de que o Profeta acrescenta: ‘cada um deve afiar sua lâmina e poupar o sofrimento do animal que mata’. Em outras palavras [o Profeta] estava falando de ovelhas e gado – e não seres humanos”.

    Uma bela dissecação do EI para que as Forças Especiais dos EUA ponderem antes de atravessar a fronteira da Síria. Eles podem também lembrar que o Profeta ordenou a execução dos prisioneiros capturados na batalha de Badr em 624, um precedente seguido por líderes muçulmanos posteriores; os otomanos decapitaram o rei Ladislau da Hungria e o rei Stephen da Bósnia, junto com seus filhos, depois da rendição.

    E os muçulmanos mais obedientes, os sauditas, decapitaram mais de 50 pessoas em apenas um ano. Isso mesmo, os sauditas novamente – dentre os aliados mais fiéis dos Estados Unidos…

  9. Eu gostaria de saber alguns detalhes extras sobre o atentado. Qual o país de fabricação das armas usadas para execução dos reféns? Qual o país de fabricação das bombas usadas pelos homens bombas? Como as bombas e armas entraram em território francês? Todos falavam apenas árabe ou eram fluentes em francês? Alguém foi preso para poder ser interrogado? O EI assumiu o atentado, mas como os militantes chegaram em Paris? Houve participação de cidadãos franceses?
    Com a grande comunidade muçulmana que habita a França, ficará fácil se colocar a culpa desta tragédia na comunidade árabe residente. Sinto que a xenofobia vai se tornar extrema. O país mais livre e tolerante do mundo se tornou alvo fácil de extremistas de todas as facções de todas as cores.
    Estou triste pelos inocentes que foram vítimas da barbárie. As grandes vítimas são a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.
    Este mundo só mudará com a abolição consciente das armas.
    Paz é silêncio total. Deveríamos, todos, adotar o dia mundial do silêncio. Pelo menos neste dia não se mentiria e não haveria desavenças entre os povos.

  10. O começo da tempestade

    Mundo 14.11.15 09:13
    “Os soldados do Califado tem como alvo a capital da abominação e do perversão”, diz o comunicado do ISIS.

    O comunicado diz também que “os oito irmãos” que praticaram massacres em Paris foram recrutados especificamente para golpear “o Stade de France, durante a partida contra a Alemanha, assistida por aquele imbecil François Hollande”, e o Bataclan, “onde centenas de idólatras estavam juntos em uma festa pervertida”.

    O ISIS acusa a França de “insultar nosso Profeta” e de atacar “o Califado com seus aviões, que não serviram para nada nas ruas fedorentas de Paris”.

    O comunicado termina dizendo que “este ataque é apenas o começo de uma tempestade”.

    http://www.oantagonista.com/posts/o-comeco-da-tempestade

    Eles já disseram também que “primeiro a França depois Itália ( “a terra da Cruz”).

    Se é para culpar governos – fora os psicopatas que planejaram e executaram essa barbárie – comecemos pelo governo socialista francês que não tomou providencias após os ataques ao Charlie.
    Podemos falar também da ex terroristas que quer dialogar com esses psicopatas. Ou o ministério da justiça, que em mensagem no face book, disse que “precisamos respeitar os jihadistas”.
    Ou toda essa corja de esquerda que vive dizendo que bandidos e terroristas são vítimas.
    E todo esse exército de imorais, amorais, sociopatas que acusaram de “xenofobia, racismo, blá, blá, blá…” quem alertou para o problema.

  11. Senhores,

    -Quem foi que teve a brilhante ideia de tirar os ditadores da África e do Oriente Médio para colocar os fanáticos “democratas” no poder?
    -Quem é que está, hoje, financiando, armando e passando a mão na cabeça do Estado Islâmico a uns dois anos, da mesma forma que fez com a Al Qaeda no passado?
    -Quem foi que destruiu a economia, a ordem e a autodeterminação que existiam naqueles países?

    Quando vemos a coisa pelo lado humanitário, parece que deu tudo errado, já que milhões de vidas se perderam.
    Mas quando vemos do ponto de vista militar, do ponto de vista de dominação, do ponto de vista político de que “vale qualquer coisa para eu manter a minha supremacia e a minha área de influência no mundo”, a coisa parece ficar diferente:

    -Ora, DO PONTO DE VISTA POLÍTICO AS EMPREITADAS MILITARES FORAM (E AINDA SÃO) UM SUCESSO, pois esses países hoje não passam de escombros, incapazes de representar qualquer ameaça econômica à ordem mundial estabelecida. Iraque, Egito, Líbia, Afeganistão, …nem mesmo forças armadas possuem mais! Você conseguiria imaginar esses países desenvolvendo um míssil, um avião, um satélite ou uma nova tecnologia capaz de ameaçar os poderosos de hoje? Eles não mandam nem mesmo nos próprios recursos naturais, nem no próprio espaço aéreo! Hoje a soberania nacional deixou de ser um direito para os países periféricos.

    E essa política ainda apresenta outra vantagem para os seus autores: Arrochar ainda mais a liberdade com a desculpa de que os terroristas (que eles criaram) precisam ser vigiados!
    Quando o pânico está instalado no galinheiro é o melhor momento para o FAZENDEIRO torcer o pescoço de uma dúzia de galinhas sem que ninguém (ou nenhuma) sinta remorso ou questione o fato!
    Se um atentado na França causou esse rebuliço todo, imagine QUANDO acontecer nos Estados Unidos? Muros ruirão em nome da vingança! E outros serão erguidos”

    Finalizando
    -O Estado Islâmico é uma política de criação ocidental, dos seguidores de Cristo. Sem ele muita coisa de má que se fez por aí não teria como ser feita por falta de DESCULPA.
    -Sem ele, as fronteiras nacionais não teriam sido rompidas e o Direito Internacional não poderia ter sido pisado como tantas vezes foi! Sem ele, os chamados terroristas, antes de serem executados, teriam passado por um tribunal.
    O Estado Islâmico e a Al Qaeda não passam de horses-trojan que usam muçulmanos como espoletas!!! Agora, ou se devolve a vida que “esse povo” tinha antes ou salve-se quem puder!

  12. La llamada Primavera Árabe en 2010 y el estratégico asesinato de Muamar Gadafi en 2011 habrían supuesto el inicio de una nueva ofensiva para desarticular el mundo islámico con ideas subversivas vía internet y la financiación, armas y apoyo logístico de la inteligencia occidental a grupos yihadistas, dijo el escritor y periodista Daniel Estulin.

    Un piloto ruso en Siria

    © REUTERS/ RUSSIAN DEFENCE MINISTRY

    “La intervención de Putin en Siria previno una guerra termonuclear”

    “La principal consecuencia de las revoluciones de colores ha sido la inestabilidad” ya que los numerosos conflictos que iniciaron en la región “permitieron que Estados Unidos y Europa librasen guerras a bajo coste a expensas de las poblaciones locales” y que “la Primavera Árabe se sirvió del islam como excusa para atacar al Estado nación y a la civilización islámica en su conjunto”, explicó en entrevista a Sputnik Nóvosti.

    Con el reciente lanzamiento de su último libro “Fuera de Control”, el escritor pretende desenmascarar los verdaderos intereses de Estados Unidos y sus socios (Reino Unido, Israel y Arabia Saudí) en Oriente Medio y el Norte de África.

    En opinión del escritor, nominado al premio Nobel de la Paz 2015 y al Pulitzer de 2014 por su anterior bestseller “The Coming Age Of Human Deconstruction”, los Estados “débiles o con economías pobres suelen ser los más vulnerables a estas tácticas” lo que motivó que “ese tipo de revoluciones se organizasen, principalmente, en países con importantes recursos naturales o en los que tienen una valiosa posición estratégica y adoptan una política exterior independiente”.

    Militantes del grupo terrorista Estado Islámico

    EEUU financia el terrorismo Islámico

    Según Estulin, Túnez, Libia, Egipto, Argelia, Malí, Mauritania, Nigeria, Níger, el Chad, Sudán, Somalia, Siria, el Líbano, Yemen, Omán y Baréin “están al borde del colapso a causa de los efectos de lo ocurrido en Libia”. El escritor considera que los 70.000 documentos analizados en su libro demostraron que existió una nítida relación entre los líderes de la guerra en Libia y las agencias de inteligencia de los Estados Unidos algo que podría explicar la situación actual en Siria con Al Nusra, Al Qaeda y el Estado Islámico.

    “El grupo Ansar al Sharia, liderado por Abu Sufian bin Qumu, un antiguo preso de Guantánamo vinculado a Al Qaeda; el grupo Escudo de Libia, liderado por Wisam bin Hamid (identificado por la Biblioteca del Congreso de Estados Unidos como jefe de Al Qaeda en Libia), y la Brigada 17 de Febrero, encargada de velar por la seguridad de la misión, y capitaneada por Ismail Sallabi, no solo fueron dirigidos por el Grupo Combatiente Islámico Libio (GCIL), afiliado a Al Qaeda, sino que habrían sido financiados y armados por el Gobierno de EEUU, en alianza con Gran Bretaña y Arabia Saudí”, detalló.

    Lea más: “Revoluciones de colores”: tecnología, víctimas y resultados

    Para el escritor, la red de alianzas yihadistas ensayada en Libia a través del GCIL no solamente habría servido para eliminar al problemático Gadafi, última esperanza en el Norte de África para mantener una postura independiente de la región frente a Occidente, sino que este “fue uno de los grupos que se cree que planeó el atentado suicida de Casablanca en mayo de 2003 y que tiene sólidos vínculos con quienes estuvieron detrás de los atentados terroristas de Madrid en 2004”.

    revoluciones de colores, primavera árabe, Daniel Estulin, Muamar Gadafi, Occidente

    Militantes del grupo terrorista Estado Islámico

    Estado Islámico asume la responsabilidad por los atentados en París

    El grupo yihadista Estado Islámico asumió la responsabilidad por los atentados perpetrados anoche en París.2719Socorritstas evacúan a un herido cerca la sala Bataclan en París
    Tras atentados en París 300 personas están hospitalizadas

    El número de los hospitalizados tras una serie de atentados en París es de 300, informó la agencia France Presse.136Sistema de seguridad ruso se pone en máxima alerta
    Sistema de seguridad ruso se pone en máxima alerta, informa Comité antiterrorista

    Todos los componentes del sistema de la seguridad en Rusia están en alerta máxima a causa de nuevas amenazas, informó el Comité nacional antiterrorista ruso.Lugar del atentado en París

    Identifican a dos de los siete terroristas en París

    Han sido identificados dos de los siete terroristas que perpetraron ayer los atentados en París, informó la emisora Europe1.1003

    Lea más en http://mundo.sputniknews.com/orientemedio/20151111/1053531976/occidente-dessestabilizo-civilizacion-islamica-revoluciones-colores-estulin.html#ixzz3rTpcTtm5

  13. Lamento profundamente que este tema tão sério e complexo, a guerra civil síria, esteja sendo tratada como se fosse um clássico em futebol, então observo torcidas dos americanos e dos russos se enfrentando, menos torcedores em favor da manutenção da vida dos árabes!
    Reitero pela enésima vez:
    RUSSOS E AMERICANOS estão de acordo nesta questão de eliminarem os muçulmanos.
    Não há o “mocinho” ou o “bandido”, pois ambos os lados são mesmo os criminosos que atearam fogo à vida dos árabes, e criaram o Estado Islâmico na fresta existente entre o enfraquecimento da AlQaeda, Hezbollah, Hammas, e a causa palestina.
    A queda ou a permanência do ditador al-Assad é cortina de fumaça para a realidade, de aumentarem o repúdio do mundo pelos muçulmanos e os catalogarem como inimigos da humanidade.
    Um erro crasso!
    Ora, se os Estados Unidos são os responsáveis pela situação do terror que hoje abala a Europa, as perguntas são lógicas:
    Por que a França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Hungria, o Leste Europeu, Grécia, Turquia, não se unem contra o Tio Sam?!
    Por que lutam contra o EI?!
    Sinceramente, não compreendo este jogo que querem que aceitemos, de os americanos serem o mal e, os russos, o bem se, a verdade, determina que ambos são os culpados por esta onda de terrorismo que se abateu sobre o Egito e França, e países que se aliaram a ambos, dentre eles a própria França, em eliminar os radicais religiosos do Estado Islâmico!
    Ora, se o meu pais é invadido e eu não posso enfrentar o invasor ou invasores porque não disponho de armas necessárias e de efetivos em número suficiente, a solução é o terrorismo, a antiga guerrilha, que não se afastava do campo de batalha, mas agia de surpresa, à base de emboscada, exatamente como o vietcong agiu contra os americanos, a ponto de aplicar-lhes uma surra de taquara e conseguiu expulsar o invasor de forma humilhante.
    O terrorismo se aperfeiçoou, ficou mais cruel, hediondo, ultrapassou as fronteiras de seus territórios e se instalou nos países que os invadiram a vida inteira e, da mesma forma, assassina inocentes, imola mulheres e crianças, NADA DIFERENTE QUE RUSSOS, AMERICANOS, INGLESES, FRANCESES e demais nações, praticam em solo árabe com suas mulheres e filhos!
    O presidente francês considera que o atentado de ontem foi uma declaração de GUERRA, justamente o mesmo procedimento adotado pelos CORRETOS, HONESTOS, DECENTES E HUMANISTAS aliados contra os muçulmanos.
    Querem o quê?
    Que a carnificina seja apenas de um lado, da chacina contra os árabes?
    Agora, quero salientar antes que alguém me acuse de ser favorável ao terror e simpatizante do EI, que estou analisando as consequências de políticas internacionais nefastas levadas a cabo no Oriente Médio desde há séculos, culminando com esse terrorismo absurdo, que desestabilizará o mundo, que se unirá em uma espécie de “guerra santa”, a “jihad” ocidental, que enfrentará a jihad dos árabes, e tendo como palco desses combates mais uma vez a Europa Central, enquanto que Putin e Obama assistem de longe os males que causaram, e se aproveitarem depois do genocídio entre árabes e ocidentais, simplesmente dividir o Oriente Médio entre eles,e, que os europeus, de novo reconstruam o seu continente!

    • Caro Bentl,

      O TERRORISTA é o combatente que joga bomba a varejo nos nossos parentes.
      O SOLDADO é o combatente que joga bomba por atacado nos parentes dos outros.
      O resto é política e imprensa comprada!!!

    • Concordo em muitas partes, mas discordo no ponto em que dizes que EUA e Rússia estão tramando tudo. Do mesmo jeito que só existia tráfico negreiro para o Brasil por que os africanos viviam em pé de guerra, as tribos viviam a escravizar umas as outras, só há guerra no oriente médio por que aquele povo se odeia há séculos. Assim como o negociante de escravos tinha interesse em lucrar sem se importar com o início e o fim, os EUA e Rússia etc também são apenas negociantes; o princípio e o fim não são de responsabilidade ocidental. Antes de os EUA existirem já haviam guerras naquelas bandas do mundo. Eles se odeiam e isso basta. Os EUA não plantaram ódio não. Que isso fique claro. O ódio é o elemento espiritual daquela gente. E quem odeia quem? Os xiitas odeiam os sunitas e vice-versa, xiita e sunita odeiam os judeus e por aí vai. Não é o ocidente o problema. O problema é intrínseco, deles lá. O que eles querem é dominar uns os outros lá mesmo. Para isso negociam com os EUA e Rússia e ocidente com a finalidade de arranjarem fornecedores de armas e compradores de petróleo. É só isso. O ocidente apenas fornece. Eles que imploram o apoio, imploram dinheiro, imploram armas. Isso pra quê? Pra se matarem. O maior inimigo de um mulçumano é outro mulçumano de casta diferente. Se não fosse os EUA ou a Rússia seria outro país a fornecer subsídios pra eles, a negociar com eles, comprar as coisas deles. É uma questão de mercado. Os EUA quer a cabeça do Assad, mas isso é por que a maioria dos países árabes assim pensam. A maioria das nações é sunita e por isso odeiam os regimes xiitas. Grupo paramilitares lá surgem todos os dias. Fazer um grupo armado lá é um empreendimento como abrir uma empresa. Pra abrir uma empresa você precisa de uma justificativa. Aquele povo têm também as suas justificativas: dominar e exterminar o diferente. Isso por si só já basta. Os EUA, franceses, russos entram no negócio como meros fornecedores. Assim como um empresário se dirige a um banco pra pedir dinheiro pra tocar seu empreendimento, eles se dirigem aos ocidentais para pedir armas e dinheiro para formar uma guerrilha armada. Assim como um empresário hipoteca seus bens, eles hipotecam suas vidas. Assim como um empresário garante mercado, eles garantem tomar tantos postos de petróleo e pagar tudo em petróleo. Observe que precisa de certa sensibilidade pra compreender a sutileza da coisa.

      • Menezes,
        Por favor, qual seria a diferença, conforme alegas de :
        “O ódio é o elemento espiritual daquela gente”, entre os “bons e maravilhosos” fornecedores de armas para que se matem?!
        Quer dizer que é perfeitamente justificável vender armas, empanturrar-se de dinheiro, possibilitar matanças generalizadas, mas devemos ser contra aqueles que portam esses armamentos e matam seus compatriotas ou estrangeiros?
        Certamente a tua sensibilidade para compreender a sutileza dos fabricantes de armas seja mesmo infinitamente mais aguçada que a minha, que os repudio, pois a intenção do industrial armamentista não é somente vender e ganhar dinheiro, como um banco, que empresta, cobra juros, mas o negócio termina com o pagamento do solicitado, não, mas de se aproveitar do caos deixado pelo genocídio ocasionado pelas armas em mãos de gente sem condições de portá-las e fazer a pilhagem posteriormente!
        Se o radicalismo existente entre os movimentos religiosos dentro do próprio Islã os levam a se matar, então por que eu incentivaria esta violência injustificável e desmedida para vender o meu extraordinário e eficiente meio de matança que essas mortes aconteçam e em larga escala?
        Já te perguntaste as razões pelas quais os árabes cultivaram esse ódio contra alguns movimentos no Islamismo e contra os demais povos do mundo, com raras exceções, como os brasileiros, por exemplo?
        Esse povo foi explorado por quantos séculos, Menezes?
        Por quanto tempo nações invasoras se estabeleceram no Oriente Médio, adulterando modos e costumes daquela gente?
        Quantas vezes que o Oriente Médio foi repartido entre ingleses e franceses?
        E o quanto os europeus fomentaram a implementação de falsos líderes, ditadores, reinados, nos países que lhes interessavam em face da extração do petróleo, portanto, os armamentos concedidos/vendidos para que os interesses dos senhores da Europa fossem mantidos a ferro e fogo?!
        Quer dizer que chegada a hora da desforra – e não que eu seja favorável, mas buscando pelo menos explicações aos atos escabrosos ultimamente – após tanta humilhação, o árabe é o terrorista, o povo a ser dizimado porque só tem ódio dentro de si?!
        E as nações europeias, que se negaram a receber os refugiados?
        São exemplos de solidariedade e amor ao próximo?
        De fato, a minha sensibilidade é diferente da tua, Menezes, pois o meu objetivo é o ser humano, independente de ser árabe, polonês, inglês, francês, americano, russo, argentino, quero é que a vida seja preservada, a paz buscada com fervor, e tenhamos um mundo menos violento.
        Agora, não é desta forma, evidentemente, como está fazendo o EI e seus “inimigos”, russos, americanos, ingleses e franceses, que estão atuando na Síria e bombardeando o povo daquele país, que vamos alcançar o convívio adequado, pelo contrário, percebe-se que o ódio está sendo o fiel da balança, que ora pende para o lado muçulmano ora pende para o lado ocidental e determinando mais mortes, sofrimentos, diferenças, preconceitos, até o dia que todos nós estaremos envolvidos de alguma forma ou outra neste conflito.
        Espero que não nos tornemos inimigos porque pensamos diferente, pelo amor de Deus!

        • Olha, não estar-se falando de brincadeira de crianças, onde o fato de se oferecer ou não um brinquedo pode ser o motivo de uma briga. Estamos falando de homens letrados, bem formados, bem educados, que pegam armas e vão à luta. O senhor deixa entender que os árabes são amestrados aos quais basta dar uma arma pra que a desgraça esteja feita. Ora, é uma questão de mercado. Goste ou não a indústria bélica existe, gera empregos. E queira ou não o ser humano vai continuar matando seres humanos. Se você fecha uma indústria bélica vai surgir outra. Só não surgiria se não houvesse mais interessados em comprar. Não é a indústria que gera a guerra, é a guerra que gera a necessidade da indústria. Sensibilidade é pra perceber a realidade. Este mundo de irmãs carmelitas não existe. O mundo que você deseja, o mundo que eu desejo não são necessariamente a realidade. A realidade existe. E ela está aí. Com relação aos europeus não receberem os imigrantes, até agora nenhum barco voltou pra trás após chegar à costa europeia. Outra coisa, por que os árabes não vão também pras bandas do oriente? Lá tem os mulçumanos da paz: sauditas, tem a China mais na frente. Só a Europa deve pagar a conta? Vai dizer que a Europa foi a culpada… Culpada pelo quê? A França foi lá e botou o povo pra brigar, igual duas crianças. Entenda que guerra no oriente médio é uma questão de empreendimento. Aquele povo vive de guerra há milênios. Ah, mas os malvados ingleses colonizaram… Claro que colonização não passa de um pacto entre governo local e o país forte de fora. E mesmo assim, em outros tempos Europa também foi tomada por árabes, península Ibérica que o diga. Essa guerra é um problema deles. Se os EUA não venderem armas a Rússia vende. Se a Rússia não quiser a China quer. Se a China não quiser vai aparecer outro que queira. É assim que funciona. Eu não estou defendendo indústria bélica, pro senhor rever seus conceitos. Eu estou falando de homens que se matam há séculos. E que vão continuar assim. E tenho certeza que eles não se julgam vítimas de ninguém não. Aliás este papo de vítima é coisa da América Latina. Vítima é desculpa de fracassado, de gente fraca. No Oriente Médio ninguém se julga vítima não. Por que lá não existe isso. Lá existem homens interessados em negociar. Infelizmente, para isso matam. Eu acho um absurdo essas coisas. Por isso que os chamo de bárbaros. Os EUA são comerciantes também. Eles vendem armas, mas também vendem antibióticos, vendem i-Phones, vendem, aviões… A utilidade do antibiótico, do i-phone, do fuzil depende de quem compra, não de quem vende. O Brasil não é atacado por que o Brasil sequer existe na geopolítica mundial. O Brasil não tem posicionamento a respeito de nada. Vive em cima do muro. Quer agradar a gregos e troianos. São indiferentes ao Brasil. Não, eu não tenho interesse em me zangar com o senhor não. Só não quero ser acusado de defensor de conflitos. Observe que estou tentando focar a realidade, não estou falando o que quero ou o que desejo que seja. Não quero estragar a paciência dos senhores com sentimentalismos.

          • Legal, Menezes,
            De fato, temos um espaço democrático para expor as nossas ideias e seria um cúmulo que nos digladiássemos por causa de pessoas violentas, que não consideram o ser humano como tal.
            Foi boa esta troca de interpretações que fizemos, e sem que eu insista que devas seguir os meus pensamentos ou que eu tenha de dar atenção ao que escreveste como verdade indiscutível.
            Penso que somamos alegações que não considerávamos, razão pela qual aumentamos os nossos conhecimentos a respeito, indiscutivelmente, e continuamos a nos respeitar e ser colegas comentaristas neste blog incomparável.
            Um abraço, Francisco, e excelente domingo.

  14. Ednei Freitas

    Qual a sua opinião sobre a Carta do Avó de Assad aos franceses em 1936.

    Carta de avô de Assad aos ocupantes franceses (1936) explica os problemas do Oriente Médio, prevê o massacre de minorias não-muçulmanas e defende sionistas
    Segundo estimativas da ONU, o número de mortos na guerra civil síria já ultrapassou a casa dos 200.000

    Muitos caíram no conto da “primavera árabe”. No caso da Síria, a propaganda mostra “rebeldes” que lutam contra o ditador Bashar al-Assad em busca de liberdade e democracia. O problema é que os rebeldes nunca quiseram democracia nenhuma…
    Assad e a oposição têm muito em comum. Além dos métodos cruéis e da sede de poder, ambos desprezam a democracia e querem impor ditaduras. Só discordam em um ponto: o tipo de regime que deve controlar o país. Assad quer manter sua ditadura laica e que se apóia nas minorias enquanto os rebeldes querem uma ditadura islâmica baseada na crença da maioria sunita.

    A Síria é uma espécie de síntese ou emblema de todas as questões que têm se mostrado até agora insolúveis no Oriente Médio, a começar por sua própria composição interna. Os Assad pertencem à minoria alauíta — 10% da população —, um ramo do xiismo odiado, igualmente, pela maioria sunita e pelos xiitas. São hoje parte da elite dirigente do país. A chance de que essa e outras minorias — como a cristã, por exemplo — venham a ser esmagadas é grande.
    __________________________________________________________________

    A carta abaixo é fascinante. Além de trazer a tona a raiz dos problemas do Oriente Médio, ela se cumpre como uma profecia e explica a razão pela qual a elite alauíta está disposta a lutar até o último homem para se manter no poder. Ela sabe que a única alternativa seria o seu extermínio — os alauítas entendem a mentalidade de seus irmão muçulmanos e a forma como estes lidam com as minorias sob seu controle.

    “Caro Sr. Leon Blum, primeiro-ministro da França

    A luz das negociações que estão sendo realizadas entre a França e a Síria, nós – os líderes alauítas na Síria – respeitosamente trazemos os seguintes pontos a sua atenção e a de seu partido (os socialistas):

    1. A nação alauíta [sic], que manteve sua independência ao longo dos anos as custas de muito zelo e de muitas mortes, é uma nação que é diferente da nação muçulmana sunita em sua fé religiosa, em seus costumes e em sua história. Nunca antes a nação alauíta (que vive nas montanhas na costa ocidental da Síria) esteve sob o domínio dos [muçulmanos] que governam as cidades do interior da terra.

    2. A nação alauíta se recusa a ser anexada a Síria muçulmana, porque a religião islâmica é considerada a religião oficial do país e a nação alauíta é considerada como herética pela religião islâmica. Portanto, pedimos que você considere o destino assustador e terrível que aguarda os alauítas caso eles sejam forçosamente anexados a Síria quando esta estiver livre da supervisão do mandato, quando estará em seu poder implementar as leis que derivam de sua religião. (De acordo com o Islã, os heréticos têm como escolha a conversão ao Islã ou a morte)

    3. Conceder independência a Síria e cancelar o mandato seria um bom exemplo dos princípios socialistas na Síria, mas o significado da independência total será o controle, por algumas famílias muçulmanas, da nação alauíta na Cilícia, em Askadron [a Faixa de Alexandretta, que os franceses tiraram da Síria e anexaram à Turquia em 1939] e nas montanhas Ansariyya [as montanhas no oeste da Síria, a continuação das montanhas do Líbano]. Mesmo havendo um parlamento e um governo constitucional, não haverá garantias de liberdade pessoal. Este controle parlamentar será apenas uma fachada, sem qualquer valor eficaz, e a verdade é que ele vai ser controlado pelo fanatismo religioso que terá como alvo as minorias. Será que os líderes da França querem que os muçulmanos controlem a nação alauíta e que joguem-na no seio da miséria?

    4. O espírito de fanatismo e estreiteza mental, cujas raízes são profundas no coração dos muçulmanos árabes para com todos aqueles que não são muçulmanos, é o espírito que alimenta continuamente a religião islâmica e, portanto, não há esperança de que a situação vá se alterar. Se o mandato for cancelado, o perigo de morte e destruição será uma ameaça sobre as minorias na Síria, mesmo que cancelamento [do mandato] decrete a liberdade de pensamento e a liberdade de religião. Por isso, ainda hoje, vemos como os moradores muçulmanos de Damasco forçam os judeus que vivem sob seus auspícios a assinar um documento em que são proibidos de enviar alimentos para os seus irmãos judeus que estão sofrendo com o desastre na Palestina [nos dias da grande revolta árabe].
    A situação dos judeus na Palestina é a mais forte e explícita evidência da militância islâmica e do tratamento dispensado aqueles que não pertencem ao islã. Esses bons judeus contribuíram para os árabes com civilização e paz, e estabeleceram prosperidade na Palestina sem tomar nada a força e sem prejudicar a ninguém. Ainda assim, os muçulmanos declaram guerra santa contra eles e nunca hesitaram em massacrar suas mulheres e crianças, apesar da presença da Inglaterra na Palestina e da França na Síria.
    Portanto, um destino sombrio aguarda os judeus e outras minorias no caso de o mandato britânico ser abolido e da Síria muçulmana e da Palestina muçulmana serem unidas. Este é o objetivo final dos árabes muçulmanos.

    5. Agradecemos a sua generosidade de espírito ao defender o povo sírio e seu desejo de conseguir sua independência, mas a Síria, no momento atual, está longe da grande meta que você aspira para ela, porque ela ainda está presa no espírito do feudalismo religioso. Nós não achamos que o governo francês e o Partido Socialista Francês vão concordar com a independência dos sírios, já que a sua implementação causará a subjugação da nação alauíta, colocando a minoria alauíta em perigo de morte e destruição. Não é possível que você concordará com o pedido da Síria (nacionalista) para anexar a nação alauíta à Síria, porque seus elevados princípios – se eles suportam a idéia de liberdade – não vão aceitar a situação em que uma nação (os muçulmanos) tenta sufocar a liberdade de outro (os alauítas), forçando a sua anexação.

    6. Você pode achar necessário garantir condições que assegurem os direitos dos alauítas e de outras minorias no texto do Tratado (o Tratado franco-sírio, que define as relações entre os estados), mas nós enfatizamos a você que contratos não têm qualquer valor na mentalidade islâmica da Síria. Vimos isso no passado, com o pacto que a Inglaterra assinou com o Iraque, que proibia [os muçulmanos] iraquianos de assassinarem assírios e yazidis. A nação alauíta, que nós representamos, clama ao governo da França e ao Partido Socialista Francês, e pede-lhes para garantir a sua liberdade e independência dentro de suas pequenas fronteiras [um Estado alauíta independente]. A nação alauíta coloca seu bem-estar nas mãos dos dirigentes socialistas franceses, e é certo que vamos encontrar um apoio forte e confiável para nossa nação, que é um amigo fiel, que tem prestado à França um excelente trabalho, e agora está sob o ameaça de morte e destruição.

    [Assinado por]

    Aziz Agha al-Hawash, Mahmud Agha Jadid, Mahmud Bek Jadid, Suleiman Assad [avô de Bashar], Suleiman al-Murshid, Mahmud Suleiman al-Ahmad.”

  15. Precisamos estar atentos por aqui. Os serviços de inteligência estão relegados à miséria. Há vários anos nem mesmo concursos para a reposição qualitativa dos quadros técnicos são realizados.

    O primarismo impera nos setores que desempenham as funções essenciais do Estado, tais como a regulação, a defesa e a segurança coletiva.

    O Brasil seria um alvo relativamente mais fácil e também chamativo (com os famigerados Jogos Olímpicos de 2016, por exemplo) segundo a tática publicitária terrorista.

    Mesmo grupos ligados ao narcotráfico fizeram um verdadeiro terror na história recente, que atingiu gravemente as populações mais pobres, muitos queimados vivos dentro do transporte alternativo da Zona Oeste do Rio, dentro da lógica do banditismo organizado das atividades econômicas narcóticas e milicianas, por exemplo, em 2006 e 2010, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

    A fragilidade é evidente.

    Além disso, vivemos sob a égide de um governo terrorista, que sacrifica gravemente, há décadas, o seu próprio povo.

  16. O mais curioso é que a França a exemplo da Alemanha e outros países da Europa se fizeram de politicamente corretos e mostraram ser bonzinhos em prol do socialismo e tal… escancararam as fronteiras para receber de “braços abertos” os refugiados…Que lindo! Pois bem, depois da tragédia anunciada ter acontecido, qual foi a primeira medida tomada? Qual foi? FECHAMENTO IMEDIATO DAS FRONTEIRAS!! Hipocrisia barata.

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