Ensino médio piora em nove estados, aponta o índice de educação Ideb

Amanda Cieglinski (Agência Brasil)

Se os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 indicam melhora na qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental, os resultados não são animadores no ensino médio. Entre 2009 e 2011, o Ideb do ensino médio subiu apenas 0,1 ponto, passando de 3,6 para 3,7. A meta nacional esperada para o período foi atingida, mas em nove estados o índice piorou em relação à edição anterior.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, argumentou que “internacionalmente” o ensino médio continua sendo um “grande desafio” para qualquer sistema educacional. Ele defendeu que o currículo da etapa precisa ser reformulado porque é muito sobrecarregado. Em algumas redes de ensino, o total de disciplinas chega a 19. “É uma sobrecarga muito grande que não contribui para você ter foco nas disciplinas essenciais, como língua portuguesa, matemática e ciências”, disse.


Mercadante: “Problema é internacional…”

Outro problema do ensino médio, segundo Mercadante, é a falta de professores com formação específica para algumas áreas, como matemática e ciências, além da alta concentração de matrículas no turno noturno – 30% dos jovens do ensino médio estudam à noite.

Vera Masagão, coordenadora-geral da organização não governamental Ação Educativa, aponta que o ensino médio é um nível subfinanciado. “A gente precisa de um investimento muito forte em qualidade e não é à toa que a matrícula também está aquém, poderia haver muito mais jovens matriculados no ensino médio que estão fora da escola”, disse.

Mercadante não quis comentar os resultados dos estados que tiveram Ideb inferior ao registrado em 2009. “Uma mesma região tem estados e cidades que evoluíram muito mais que outros. Há especificidades, a gestão na ponta. O professor na sala de aula, o diretor da escola, o secretário municipal. Vamos olhar essa informação e tentar tirar lições para avançar”, disse. O ministro aposta que a educação em tempo integral pode ser uma “grande resposta” para melhorar a qualidade do ensino.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA reportagem é da Agência Brasil, ou seja,  foi  feita e distribuída pelo próprio governo federal, que costuma ser compreensivo com os próprios erros.  Segundo os dados referentes ao ano passado divulgados ontem, o ensino médio, antigo colegial, estagnou no país. A nota, que vai de zero a dez, considera o desempenho em português e matemática e também a taxa de aprovação dos estudantes (quantos passaram de ano).

Mostra que a situação educacional continua vergonhosa, depois de oito anos de governo do sociólogo, mais oito anos de governo do metalúrgico, e mais um ano e meio de governo da economista, que ninguém sabe se tem mestrado, doutorado ou não, o que evidencia a falta de precisão do ensino brasileiro, digamos assim.   É desanimador.

Agora, o  governo federal anuncia que pretende mudar a grade curricular do ensino médio público e diminuir o número de disciplinas na grade das escolas. Até parece que o problema é causado pelo currículo…

O plano de mudança foi desenhado pelo Ministério da Educação após a divulgação dos resultados do Ideb, o índice que mede o desempenho da educação básica nacional.

 

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