Entidades de imprensa apontam “manipulação” e criticam denúncia contra Greenwald

Glenn e outros seis  foram denunciados por ligação com hackers

Daniela Arcanjo
Folha

Entidades de imprensa criticaram nesta terça-feira, dia 21, a denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista Glenn Greenwald. Entre as críticas, rotularam a medida de um procurador como “mais um ataque à liberdade de imprensa” e “tentativa grotesca de manipulação para tentar condenar o jornalista.”

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) estão entre as organizações que se manifestaram. Procurada, a ANJ (Associação Nacional de Jornais) afirmou que não iria se pronunciar.

DENÚNCIA – Nesta terça-feira, o Ministério Público Federal em Brasília denunciou sete pessoas sob acusação de envolvimento no hackeamento de mensagens de autoridades como o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba.

Entre os denunciados está o jornalista Glenn, fundador do site The Intercept Brasil, que recebeu os diálogos da Lava Jato e os publicou por meio de uma série de reportagens, algumas delas em parceria com outros veículos de imprensa, como a Folha.

ORIENTAÇÃO – Glenn não foi investigado nem indiciado pela Polícia Federal, mas o procurador Wellington Oliveira entendeu, por áudio encontrado em um computador apreendido, que o jornalista orientou o grupo de hackers a apagar mensagens

Segundo a Abraji, os diálogos apresentados como provas não confirmam as acusações do procurador. “A denúncia contra Glenn Greenwald é baseada em uma interpretação distorcida das conversas do jornalista com sua então fonte. Tem como único propósito constranger o profissional, como o texto da denúncia deixa ver: por duas vezes, o procurador refere-se a Greenwald com o termo jornalista entre aspas, como se ele não se qualificasse como tal —e como se coubesse a um membro do MPF definir quem é ou não jornalista”, afirma a nota.

ABUSO – Para a associação, o Ministério Público abusa de suas funções para perseguir um jornalista e viola o direito dos brasileiros de viver em um país com imprensa livre. A Fenaj, em críticas semelhantes, afirma que o MP “ignora a Constituição Brasileira” ao denunciar o jornalista.

“Ao jornalista não cabe o papel de recusar ou não divulgar informações de interesse público, porque obtidas de fontes anônimas e/ou sigilosas. Igualmente, não é dever do jornalista atestar a legalidade da obtenção das informações e, sim, verificar a veracidade das informações, antes de divulgá-las à sociedade”, afirma a federação, em nota.

No seu pronunciamento, a ABI pediu à Justiça Federal que rejeite a medida e lembrou que o procurador responsável pela denúncia, Wellington Oliveira, foi o mesmo que denunciou Felipe Santa Cruz, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), sob acusação de calúnia a Moro.

“AMEAÇA” – Também nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a denúncia feita pelo MPF contra Glenn Greenwald é “uma ameaça à liberdade de imprensa”.

“A denúncia contra o jornalista @ggreenwald é uma ameaça à liberdade de imprensa. Jornalismo não é crime. Sem jornalismo livre não há democracia”, escreveu o presidente da Câmara.

RELATOR DA ONU – O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a liberdade de expressão, David Kaye, também utilizou o Twitter para se manifestar sobre a denúncia contra Glenn Greenwald. Ele afirmou que irá questionar a diplomacia brasileira sobre o caso e compartilhou reportagem do jornal “The New York Times” com detalhes da ação do MPF.

“Isso é extremamente preocupante e parece um esforço para intimidar Glenn Greenwald e o The Intercept a pararem de fazer reportagens”, escreveu Kaye.

12 thoughts on “Entidades de imprensa apontam “manipulação” e criticam denúncia contra Greenwald

  1. Todo hacker que se preza, sempre guarda uma copia dos seus atos para se proteger. Esses eram hackers mesmo! O Verdinho cor de rosa foi gravado pelos seus próprios comparsas de crime. Não adianta acusar Moro, Bolsonaro, PF, MPF, etc. Acabou pro criminoso “jornalista”, INDESCULPÁVEL !!!

    Se há prova de crime, a alegação de ‘ataque à liberdade imprensa’ é falácia
    Constituição protege o sigilo da fonte, mas não protege jornalista que auxiliar um crime
    https://diariodopoder.com.br/se-ha-prova-de-crime-ataque-a-imprensa-e-falacia-de-jornalista-denunciado/

  2. Caso as entidades de imprensa não saibam, mas como parte de seu ofício deveriam estar plenamente cientes, até para a liberdade de imprensa existem limites. Estes estão até muito bem definidos. Blindar o indivíduo irresponsavelmente como fez e faz aquele espécime do STF, o famigerado “beiçola”, não impede que provas sejam conseguidas de forma indireta. No telefone de um dos acusados foi de onde saíram as provas para a acusação. O JN de ontem noticiou de forma bem esclarecedora. Para que o jornalista pudesse estar amparado pela lei de proteção a imprensa, ele deveria noticiar o caso, desde que este não estivesse mais acontecendo, o que foi visto é que ele orientou os meliantes com o caso ainda em curso, cabendo então a acusação de cumplicidade.

  3. AGENTE COMUNISTA GLENN GREENWALD É DENUNCIADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO POR FACILITAÇÃO DE CRIME
    Critica Nacional – Jornalista Paulo Eneas

    O Ministério Público Federal apresentou na manhã desta terça-feira (21/01) junto à 10a Vara da Justiça Federal em Brasília uma denúncia contra sete pessoas por crimes de lavagem de dinheiro, prática de organização criminosa e interceptação telefônica ilegal. Entre as pessoas denunciadas está o agente comunista e globalista norte-americano radicado no Brasil, Glenn Greenwald. A denúncia ocorre no âmbito da Operação Spoofing.

    Segundo o Ministério Público Federal, Glenn Greenwald, militante comunista e editor do site The Intercept, auxiliou, incentivou e orientou os demais denunciados a praticarem os crimes relacionados, que consistiam na invasão de aparelhos celulares de autoridades públicas federais ligadas à Operação Lava Jato, entre elas o então juiz Sérgio Moro.

    A invasão resultou no roubo de mensagens trocadas entre o então juiz e os procuradores que atuam na Lava Jato, sendo o conteúdo destas mensagens posteriormente publicado no site dirigido por Glenn Greenwald, The Intercept. O agente comunista alegou naquele momento, e ainda alega, que sua atuação estaria amparada pelo princípio constitucional que assegura o sigilo de fonte para o trabalho dos jornalistas.

    O Crítica Nacional sempre contestou essa alegação do agente comunista conhecido nas redes sociais como Verdevaldo, pois entendemos que o princípio do sigilo de fonte serve para resguardar a independência do trabalho jornalístico e para a proteção da própria fonte, e não para encobrir o cometimento de crimes. A denúncia do Ministério Público aponta para o mesmo entendimento. O jornalista Augusto Nunes, por sua vez, referiu-se a Glenn Greenwald simplesmente como interceptador de mensagens roubadas.

    O que diz a denúncia do Ministério Público Federal
    Em sua denúncia, o procurador Wellington Divino de Oliveira lembra que Glenn Greenwald não é nem foi formalmente investigado, uma vez que o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu-lhe uma liminar que na prática blindou o agente comunista de qualquer investigação, tornando-o uma espécie de cidadão dotado de uma presunção absoluta de inocência.

    A denúncia afirma que a participação de Glenn Greenwald no cometimento dos crimes ficou evidenciada a partir da análise de um computador apreendido, com autorização judicial, na residência de um dos investigados, Walter Delgatti. Neste computador foi encontrado um arquivo contendo um diálogo entre o agente comunista Glenn Greenwald e Luiz Molição, outro investigado.

    No referido arquivo foi localizado um trecho onde, segundo o procurador Wellington Divino de Oliveira, fica evidenciado que houve, da parte de Glenn Greenwald, uma “clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção à fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos”. Ainda segundo a denúncia, Glenn Greenwald recebia o material roubado enquanto a organização criminosa formada por hackers e outros delinquentes, ainda praticava os crimes.

    No trecho final da denúncia, o procurador deixa clara a distinção entre de um lado a liberdade de imprensa, que prevê a possibilidade de um jornalista divulgar conteúdos que tenham sido obtidos de modo ilícito, e de outro lado o incentivo, auxílio e orientação por parte do jornalista para que outros pratiquem crimes com o objetivo de ter acesso ilegal a determinadas informações. Glenn Greenwald enquadra-se no segundo caso, como o Crítica Nacional já havia afirmado no ano passado.

    A cobertura do Crítica Nacional
    Desde o início dos vazamentos e a publicação das supostas mensagens no site The Intercept, o portal Crítica Nacional manteve o entendimento de que Glenn Greenwald deveria ser investigado pelo cometimento ou participação em atividade criminosa. Atividade esta que o agente comunista estrangeiro procurava dissimular sob o pretexto falacioso de tratar-se liberdade de imprensa e garantia de sigilo de conte.

    Esse entendimento pode ser contatado nos links abaixo, que trazem algumas das inúmeras matérias, artigos e reportagens que o Crítica Nacional publicou sobre o assunto. A denúncia apresentada nesta terça-feira (21/01) pelo Ministério Público Federal corrobora esse entendimento, indicando assim que mais uma vez o Crítica Nacional fez a leitura correta do cenário e dos fatos políticos.

    01) SAIU PELA CULATRA: TRAMA CRIMINOSA DO THE INTERCEPT PARA BENEFICIAR LULA NÃO FOI ACEITA PELA POPULAÇÃO
    O crime continuado praticado pelo The Intercept não surtiu efeito na opinião pública: pesquisa exclusiva feita para o Crítica Nacional mostra crescimento da popularidade do Presidente Bolsonaro e do Ministro Sérgio Moro, e queda nos índices de Lula.

    02) RESULTADO DA HEGEMONIA ESQUERDISTA: O DEBATE POLÍTICO NACIONAL PAUTADO POR ATOS CRIMINOSOS
    A inversão de valores produzida no Brasil nas últimas décadas de domínio da esquerda fez com que o fruto de um crime continuado, invasão de telefones de autoridades públicas, tenha pautado o debate político nacional.

    3) O CRIME DE GLENN GREENWALD & A REAÇÃO TARDIA DO GOVERNO
    Governo esboça reação na opinião pública, mas não deixa de ser espantoso que, enquanto a imprensa dava respaldo e guarida ao crime praticado pelo The Intercept, jornalistas dessa mesma grande imprensa continuavam a ser recebidos para o café da manhã no Palácio do Planalto.

    4) MANUELA D’ÁVILA ENVOLVIDA COM HACKERS | GLENN GREENWALD INFARTADO
    Neste vídeo falamos do envolvimento da ex-deputada comunista Manuela D’Ávila com os hackers, comentamos sobre a guerra de contra-informação a respeito da hospitalização de Glenn Greenwald.

    5) GLENN GREENWALD POSSIVELMENTE FOI INFORMADO ANTES DAS PRISÕES DOS HACKERS
    Glenn Greenwald pode ter sido informado antecipadamente sobre a prisão dos hackers.

    6) MANUELA D’ÁVILA CONFIRMA TER SIDO INTERMEDIÁRIA DO CONTATO ENTRE HACKER & GLENN GREENWALD
    A confissão pouco convincente de Manuela D’Ávila, de ter passado o contato do hacker para o agente comunista Glenn Greenwald, pode destinar-se a ocultar uma informação relevante.

    7) DEPUTADO SOLICITA PRISÃO DE GLENN GREENWALD JUNTO À PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA
    O cerco apertou um pouco mais: deputado solicita à PGR a prisão de Glenn Greenwald.

    8) LÍDER DE HACKERS CONFESSA CRIME & ENVOLVIMENTO DO THE INTERCEPT
    Sem novidade: hacker preso aponta o dedo para Glenn Greenwald.

    09) POLÍCIA FEDERAL PRENDE QUATRO PESSOAS POR INVASÃO DE CELULAR DE SÉRGIO MORO
    O cerco começa a se fechar em torno de Glenn Greenwald, e Polícia Federal começa a desmontar o mais ousado crime já cometido por agentes comunistas contra as instituições brasileiras.

    10) GLENN GREENWALD: O RESPALDO DA GRANDE IMPRENSA & A LENTIDÃO DAS AUTORIDADES DE INVESTIGAÇÃO
    A desenvoltura com que Glenn Greenwald prossegue em sua ação criminosa, e a não elucidação da investigação sobre o real mandante da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro: dois eventos em um mesmo contexto.

    11) ÁUDIO DE DELTAN & OS QUARENTA ADVOGADOS PARA GLENN GREENWALD
    Neste vídeo, falamos sobre os supostos quarenta advogados de Glenn Greenwald, e sobre o possível ardil envolvendo a divulgação do áudio atribuído a Deltan Dallagnol.

    12) O CRIME DO THE INTERCEPT: ÁUDIO DE DELTAN PODE SER UM ARDIL
    A armadilha sutil presente na divulgação do áudio atribuído a Deltan Dallagnol.

    13) THE FARCE OF INTERCEPT BRAZIL
    In order to understand the real motivations of the left-wing activist Glenn Greenwald and his fake news machine, The Intercept, it is necessary to go back and learn about the Car Wash Operation, the major and most important criminal investigation carried out in Brazilian history. This investigation lead to a political defeat of left-wing and imprisonment of some of its main leaders. These defeated political forces are now trying to reverse the situation by using criminal methods set forth by The Intercept and its associates.

    14) O documento do Ministério Público Federal com a apresentação da denúncia
    Operação Spoofing: MPF denuncia sete por crimes envolvendo invasões de celulares de autoridades brasileiras

  4. O jornalista tem todo o direito de publicar o que quiser, mesmo que a fonte tenha conseguido a matéria ilicitamente. O que não pode é se envolver com o crime praticado pelos hackers, dando orientações etc.

  5. Toda a imprensa tentando “mudar” o teor do inquérito. Está lá, claro em bom português, que a denúncia não trata da publicação das mensagens hackeadas, mas sim da “participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos.”
    E a liminar do bocão é para tão somente não investigá-lo a respeito da “publicação” das mensagens. Não se aplica a outros crimes. Se a investigação descobrisse que ele participou de um assassinato não poderia ser investigado? Perdeu verdevaldo….

  6. Ora, se há prova de crime, do ilícito cometido, induvidosamente a alegação de ‘ataque à liberdade imprensa’ é FALSA.
    Até mesmo porque a Lei Maior do país protege o sigilo da fonte, no entanto, não protege jornalista que auxilia o criminoso no cometimento de um crime.

  7. O choro é livre, tal qual a empreça que tá tristinha.
    Por onde anda os JORNALISTAS DE VERDADE que estão calados quanto ao crime que verdevaldo cometeu e emporcalhou a classe, e ainda por cima querendo se esconder por traz do que é mais sagrado para imprensa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *