Entidades médicas reafirmam posicionamento contrário ao Programa Mais Médicos

Yara Aquino

  Agência Brasil

Em Brasília, após encerrarem  os dois dias de discussões do Encontro Nacional de Entidades Médicas , os profissionais divulgaram uma carta reafirmando o posicionamento contra o Programa Mais Médicos e pela derrubada dos vetos à  lei que regulamenta a atividade no país e que ficou conhecida como Lei do Ato Médico. No texto, as entidades da área médica defendem a atuação de profissionais formados no exterior apenas após terem passado pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida)

As entidades defendem ainda a contratação de médicos por meio de concurso público nacional e com garantia dos direitos trabalhistas. No próximo dia 20, quando os deputados e senadores devem decidir se aprovam ou rejeitam os vetos presidenciais à Lei do Ato Médico, os profissionais planejam atos de mobilização no Congresso Nacional.

“Propomos a defesa da criação da carreira de Estado para o médico, ponto essencial à interiorização permanente da assistência em saúde, com a fixação do profissional e a melhoria das infraestruturas de atendimento em áreas remotas”, diz a carta.

O Mais Médicos prevê a contratação de profissionais formados no exterior para ocupar as vagas que não forem preenchidas pelos brasileiros em periferias de grandes centros e no interior do país. As entidades médicas, no entanto, criticam essa ação e argumentam que os médicos brasileiros não se fixam em cidades do interior devido à falta de estrutura da rede de saúde.

O manifesto final do Enem é assinado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e Federação Brasileira de Academias de Medicina (Fbam).

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3 thoughts on “Entidades médicas reafirmam posicionamento contrário ao Programa Mais Médicos

  1. Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro; auditoria levaria a desconto de 70% na dívida; BC mascara dados
    publicado em 11 de agosto de 2013 às 17:13

    por Luiz Carlos Azenha, do blog Viomundo (para ver todos os dados gráfico, vá ao blog)

    O documento acima é oficialíssimo. Está nas páginas do Senado brasileiro. Leia a linha de número dois, sob Pago:

    R$ 134 bilhões, 53 milhões, 618 mil e 451 reais.

    É quanto você pagou em juros da dívida brasileira em 2012, segundo o governo (mas há controvérsias, sobre as quais você vai saber abaixo).

    Agora leia a linha de número seis, sob Pago:

    R$ 618 bilhões, 888 milhões, 549 mil e 837 reais.

    É quanto você pagou em amortização/refinanciamento da dívida em 2012.

    Uma enormidade, não?

    Pois Maria Lúcia Fatorelli acredita que, se houvesse uma auditoria, o valor devido poderia ter uma redução de até 70%.

    Por que? A ex-auditora da Receita Federal está certa de que existem ilegalidades e irregularidades nas cobranças da dívida brasileira.

    Para benefício dos banqueiros e prejuízo dos contribuintes.

    Escrevo “contribuintes” porque a dívida é paga com dinheiro de nossos impostos. Tudo o que o Tesouro brasileiro faz é pendurar a conta em nosso nome: “procura o gerente” e entrega uma montanha de papéis assumindo que “devo, não nego, pago quando puder”. Com juros, muitos juros, razão de viver dos bancos.

    Aqui, uma pausa importante: a mídia corporativa não tenta explicar tudo o que você vai ler e ouvir abaixo aos leitores, ouvintes e telespectadores. Por que? Porque os bancos são grandes patrocinadores. Por outro lado, mesmo os governos não gostam de falar do assunto. Quanto mais transparência, menor margem de manobra para os acertos de bastidores. Por isso, em geral os governos fazem de conta que o assunto é muito árduo, muito difícil de entender e que você não precisa se preocupar com isso. Ou seja, deve pagar a ficar quieto.

    Mas, voltemos ao que interessa…

    O poder dos banqueiros sempre foi imenso. Eles definem as regras nas duas pontas: desde as condições de emissão dos papéis em que prometemos pagar até as regras da cobrança.

    Faturam com as comissões sobre as transações e com os juros. Juros altos interessam aos banqueiros. Quanto maiores, mais eles recebem emprestando ao governo.

    E os cidadãos? Pagam a conta através dos impostos e ficam sem os serviços públicos que o dinheiro dado aos banqueiros poderia financiar. Sem o Metrô, os hospitais e as creches que o dinheiro gasto em juros poderia financiar.

    Sob o peso da dívida — grosseiramente, R$ 3 trilhões em dívida interna e U$ 400 milhões em dívida externa — o governo privatiza. Aliás, “concede”. Entrega parte da soberania.

    Entrega à iniciativa privada — cujo objetivo principal, como o dos banqueiros, é o lucro — algo que poderia fazer, possivelmente mais barato, com recursos públicos, se o dinheiro não fosse usado para pagar ou rolar a dívida e os juros.

    Concede portos e aeroportos. Facilita o acesso a recursos naturais. Em outras palavras, entrega o ouro.

    Maria Lucia Fatorelli é coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, uma entidade que batalha para que o Brasil faça o mesmo que o Equador fez, em 2007 e 2008. Aliás, uma experiência sobre a qual Maria Lucia pode falar de cátedra. Ela foi convidada pelo presidente equatoriano Rafael Correa a fazer parte da CAIC, a Comissão de Auditoria Integral da Dívida Pública.

    Resultado final? Boa parte da dívida equatoriana era ilegal. Não havia provas, por exemplo, de que o governo tinha de fato recebido os empréstimos pelos quais estava pagando. Ao fim e ao cabo, o presidente Correia reconheceu apenas 30% da dívida. Curiosamente, 95% dos bancos credores do Equador aceitaram fazer acordo com o governo e renunciaram a qualquer ação nos tribunais internacionais.

    O Brasil tem hoje uma dívida externa de cerca de U$ 440 bilhões. Uma fatia razoável é de empresas privadas, que tomam dinheiro no Exterior. Mas Maria Lucia está certa de que a fatia pública desta dívida externa, em caso de auditoria, teria um cancelamento tão grande quanto a do Equador, dado que condições similares foram aplicadas ao mesmo tempo nos dois paises por banqueiros internacionais e que, em 1992, parte da dívida dos dois países prescreveu.

    Prescreveu? Prescreveu e continuamos pagando?

    Para entender melhor, ouça o trecho da entrevista em que Maria Lucia fala a respeito de seu trabalho no Equador:

    Durante a gravação Maria Lucia fez duas promessas.

    Primeiro, nomear os bancos norte-americanos que, através do Banco Central dos Estados Unidos, o Fed, controlam a taxa de juros que nos é cobrada na dívida externa, a Prime: Citibank, Chase Manhattan, Goldman Sachs, JP Morgan e Bank of America, entre outros. Já a Associação dos Banqueiros de Londres tem peso decisivo na definição da Libor, outra taxa importante no mercado.

    A auditora também prometeu o gráfico abaixo:

    A coluna azul é dos gastos sociais no Equador. A coluna vermelha é a do serviço da dívida pública. Notem como ela foi invertida nos últimos anos. É óbvio, mas não custa reafirmar: menos dinheiro pagando juros é mais dinheiro disponível para gastos sociais e investimento em infraestrutura.

    Maria Lucia acha factível o Brasil fazer o mesmo que o Equador: “Se o Brasil toma uma iniciativa dessas, ele encoraja outros paises a enfrentar o esquema”. O “esquema” a que ela se refere é o sistema pelo qual os banqueiros passaram a capturar fundos públicos para turbinar seu poder no mundo.

    No trecho seguinte da entrevista, ela explica que a origem da dívida interna brasileira, de quase R$ 3 trilhões, se deu no Plano Real, quando para combater a inflação o governo de FHC disparou a taxa de juros para atrair dinheiro de fora.

    Desde então, acusa Maria Lucia, o Tesouro brasileiro comete ilegalidade ao emitir dívida para pagar juros, o que segundo ela é inconstitucional:

    Maria Lucia Fatorelli também teve participação importante na Comissão Parlamentar de Inquérito da dívida, realizada no Congresso (veja todos os detalhes aqui), que gerou denúncias enviadas ao Ministério Público Federal.

    Na CPI, algumas informações importantes foram levantadas.

    Por exemplo: quem são os detentores dos títulos da dívida?

    “Pessoa física mesmo quase não aparece no gráfico”, diz ela.

    Mais da metade da dívida está nas mãos dos banqueiros.

    Ou seja, numa ponta eles incentivam o governo a gerar dívida e faturam comissões vendendo a dívida; noutra, faturam com os juros da dívida. Que bom negócio!!!

    Outro detalhe impressionante diz respeito ao arranjo que existe para a venda dos títulos brasileiros.

    “O Tesouro, quando emite os títulos, somente um grupo privilegiado de doze instituições financeiras pode comprar esses títulos. Se eu, você, qualquer brasileiro quiser nós vamos ter de comprar através de uma corretora, de um intermediário”, conta Maria Lucia.

    São os chamados “dealers”.

    “Olha como o jogo funciona. O Tesouro emite. Se os juros não estão no patamar que eles querem, eles não compram. Por isso é que são os ‘dealers’, eles é que mandam. Antes, eles já se reúnem e já repartem, de tal forma que apenas um, no máximo dois vão participar de cada leilão, para não ter concorrência! Tudo muito bem repartido. É um esquema que a gente, quando descobre essas coisas… não é possível que a finança do País tá desse jeito!”

    A lista acima é a dos “dealers” a que se referiu Maria Lucia.

    E como é definida a taxa Selic, a principal taxa de juros do Brasil? Antes da trigésima sexta reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, houve uma consulta a “analistas independentes”.

    Você que está nos lendo e paga a conta, foi consultado?

    Ah, lógico que não.

    Veja quem o BC ouviu, segundo Maria Lucia:

    Caraca!, exclamaria você. Os banqueiros estão em todas as pontas do negócio.

    Participam da emissão da dívida, influem nas taxas de juros e recebem a taxa de juros sobre a qual influem!!!

    Estes são os motivos pelos quais Maria Lucia Fatorelli acredita num grande abatimento da dívida brasileira em caso de auditoria: ilegalidades, conflito de interesses e tráfico de influência, como registrado acima.

    Ela faz um resumo neste trecho da entrevista:

    Maria Lucia Fatorelli suspeita que o governo federal esteja fazendo manobras contábeis ao lidar com a dívida e, no curso delas, viola o artigo 167 da Constituição, que não permite emissão de dívida para pagamento de juros.

    A suspeita nasceu assim: na tabela que aparece logo abaixo, está dito na linha 2 que o Brasil pagou R$ 134 bilhões em juros da dívida em 2012. A taxa média de juros no ano passado, de acordo com o próprio Banco Central, foi de 11,72%.

    Mas, aplicando a taxa ao estoque total da dívida interna e externa — cerca de R$ 3,4 trilhões no início de 2012 — o número deveria ser muito maior!

    Nos cálculos de Maria Lucia, o total de juros pagos em 2012 deveria ter sido de R$ 398 bilhões.

    E onde foi parar a diferença? O gato comeu R$ 264 bilhões em juros?

    Na opinião da auditora, é a prova de que o governo emite títulos para pagar juros.

    Com isso, parte substancial do pagamento de juros acaba na coluna “refinanciamento”.

    Salta da linha 2 para a linha 6:

    Maria Lucia Fatorelli insiste que isso contraria a Constituição.

    “Fraude!”, insiste. No trecho da entrevista ela se refere à tabela acima:

    Ao fim e ao cabo, segundo Maria Lucia, é o peso da dívida que acaba enfraquecendo o endividado Estado brasileiro.

    Seria o motivo para as concessões de estradas, rodovias, portos e ferrovias anunciadas pelo governo Dilma.

    Para fazer parecer que o problema não é tão grave quanto é, os cálculos do governo sobre a relação entre a dívida e o PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, considera a chamada “dívida liquida”, ou seja, o governo desconta as reservas detidas pelo Brasil em dólares, de cerca de U$ 400 bilhões, da equação.

    Da mesma forma, quando o governo calcula o pagamento de juros como parte do Orçamento, não inclui os juros que, segundo Maria Lucia Fatorelli, estão “embutidos” no refinanciamento da dívida.

    Seriam truques para fazer parecer que o problema não é tão grave quanto é. Acabam mascarando o domínio dos banqueiros sobre o “sistema”.

    É por isso que os dois gráficos abaixo, divulgados pela Auditoria da Dívida Cidadã na internet, causam tanta controvérsia. Os governistas acham que só deveriam ser considerados os R$ 134 bilhões oficialmente declarados como juros pagos em 2012, não R$ 753 bilhões que são a soma de juros + amortizações.

    Ao concluir nossa entrevista, Maria Lucia Fatorelli diz que o crescente grau de endividamento reduz a margem de manobra do governo e o empurra para as privatizações, agora “de estruturas de estado”, não apenas de empresas lucrativas, como aconteceu no período da privataria tucana. Outro ponto controverso, já que petistas insistem que concessões não equivalem à venda de patrimônio.

    [Produzir conteúdo próprio custa caro. Ajude-nos, assinando o Viomundo]

    Maria Lucia opina que o Estado brasileiro hoje serve mais aos banqueiros que aos cidadãos que pagam a conta. Outra opinião capaz de causar um acalorado debate, mas desta vez na federação dos banqueiros, a Febraban, que costuma dizer que os bancos prestam um serviço público, sem admitir que fazem isso também às custas do dinheiro público.

    Ouçam o trecho final da entrevista:

  2. Sempre eles
    ESCRITO POR EDSON CAMARGO | 10 AGOSTO 2013

    A condenação radical do conhecimento histórico e filosófico deve ser identificada como um fator importante em nosso ambiente político-social, porque aqueles que a ditam não podem sequer ser chamados de impostores intelectuais – seu horizonte de consciência é por demais limitado para que estejam conscientes de sua desonestidade objetiva. Devem, portanto, ser caracterizados como analfabetos funcionais com uma forte ânsia de autopromoção.
    Eric Voegelin

    No dia 22 de agosto o projeto de lei de “democratização da mídia” será lançado no Congresso Nacional. A apresentação da proposta, intitulada como “de iniciativa popular” já está sendo trabalhada e articulada com toda a vasta rede de militantes, ONG´s (Intervozes, Andi, e outras, financiadas também pelo banco Itaú), tentáculos para-partidários de que o PT e a elite globalista dispõem. Sabe-se o que querem: é o velho sonho do Zé Dirceu, o controle da mídia. Quem leu Orwell sabe que para essa turma “guerra é paz”, e neste caso, “democracia é controle”. Não se pode esquecer o que foi a Confecom e o chiste de Millôr Fernandes: “democracia é quando eu mando, quando você manda, é ditadura”, o que podemos considerar uma boa síntese da mentalidade esquerdista. Lá vêm eles de novo. O PT e seus comparsas. Graça Salgueiro destaca que o controle da mídia foi o assunto mais debatido no último encontro do Foro de São Paulo, realizado há poucos dias. E as FARC já afirmam que apóiam tal controle.

    Começaram os tumultos e as manifestações que deixaram pelo menos 10 mortos – o jornalista José Maria e Silva contabilizou 16 -, custaram milhões de reais em prejuízos e só deram ocasião para o governo acelerar a venezuelanização do país. Quem começou a palhaçada toda? O comparsas do PT. Aparece a “Mídia Ninja” armando das suas, posando de independentes e denunciando a polícia carioca. Até que a farsa chega ao fim. E quem são eles? Comparsas do PT. Figuras grotescas típicas da militância feminista promovem um freak-show pornô, grotesco e blasfemo, só para afrontar católicos em plena JMJ. Vamos ver quem são? Amiguinhas do PT.

    Olavo de Carvalho denuncia o Foro de São Paulo, e Breno Altman tem chiliquinho. Passam-se algumas horas, e todos vêm a saber quem ele de fato é: comparsa do PT. Mais um. Sempre eles.

    E o gigante novamente adormeceu. Babando no sofá após o Jornal Nacional e a novela. Sabe como é: é muito conteúdo para um dos povos que menos lê no mundo. Dorme, mas sonha: quer mais saúde, mais educação, mais empregos. Ou melhor: querendo continuar a ser enganado, sonha com mais saúde estatal, mais educação estatal, e claro, um emprego estatal. É brasileiro e não aprende nunca. Não consegue conceber uma vida, uma sociedade e uma economia relativamente livre do intervencionismo de um Estado que ao longo de décadas tem inviabilizado carreiras, vocações, frustrado ideais, imposto o auto-exílio para as melhores mentes que surgem no país e roubado, nos últimos anos, via impostos abusivos, quase 40% do que o “contribuinte” (desaforo, hein?) ganha. Enfim, brasileiro tem medo do capitalismo porque nunca o viu. É puro medo do desconhecido. E depois o burro é o americano. Esse ser que inventou o blues, o jazz, o jeans, a t-shirt, o rock, e o melhor, os “checks and balances”. Para quê saber onde fica Brasília no mapa?

    A matança nossa de cada dia prossegue: os quase 50 mil homicídios anuais podem ser muitos mais. Em 2010 podem ter chegado a 60 mil. Mais armas, contingente e preparo para as polícias? Nem pensar, isso é idéia que causa arrepios à elite progressista que comeu ração foucaultiana. Reduzir a maioridade penal? Ah, “coisa de fascista”. O que pressupõe que o adolescente brasileiro é retardado moralmente quando comparado aos de outros países. O legal é deixar o Estatuto da Criança e do Adolescente tratar marmanjo com quase trinta anos na cara como criança. No país da malandragem e da conexão PT-FARC, o “jovem infrator” é sempre a vítima da sociedade. Mas para certas figuras da nossa esquerda hegemônica, é com Dadinhos e Zés-Pequenos que se constrói uma grande nação. Pátria de chuteiras e ‘AK’ na mão. Seu herói morre de overdose e seu inimigo, no poder, fala exatamente tudo o que você gosta, e assim você, como boa “mulher de malandro”, continua votando nele. A chamada “maldição de Saturno” presente no processo revolucionário é realmente assustadora: a revolução começa a devorar seus filhos muito antes que eles percebam.

    Falei na aliança PT-FARC. Lá estão seus amiguinhos e simpatizantes, no Foro de São Paulo, que continua dando as cartas na América Latina. “Nunca ouvi falar”. Claro que não, criatura. Em jornal sustentado pelo governo você não verá nada mesmo sobre o Foro. Ou quase nada. O poder, para ser total, precisa ser invisível. Ou no mínimo discreto. “Ah, acho esse negócio ‘muita viagem’”. Aí eu pergunto se o cara já entrou no site do Foro. “Ah, tem site?”, responde a criatura, com cara de toalha pública usada. Há figuras nessa terra que, enquanto não trabalharem num gulag tropical, ao ouvirem qualquer prognóstico um tanto desagradável sobre os rumos do país, para elas, será coisa de gente paranóica. Por mais que mal consigam verbalizar suas muitas insatisfações. Por mais que nos olhos você veja frustrações inúmeras. Almas fragilizadas e estupidificadas pelo convívio com pessoas embrutecidas, cínicas, hedonistas, presunçosas e ignorantes. O país onde há quem se diga cristão e que, diante da idéia de combater o aborto, o estúpido diz: “ah, há outras questões mais importantes a serem discutidas”. Mas por 20 centavos ele aceita se tornar massa de manobra.

    Se hoje somos terra devastada, é por sermos muito mais do que “analfabetos políticos”. Como nação, nos tornamos suicidas culturais, eunucos espirituais – para usar o termo de Voegelin – que se castraram assim que viram o preço do compromisso que as experiências que evocam o eterno, o bom, o belo e o verdadeiro nos cobram. Restará a barbárie. Que para muitos nem sequer foi uma escolha. Não souberam que era possível escolher. Pois quem lhes contou a história toda foram eles: os amiguinhos do PT. De ontem e de hoje. Dos quais alguns crimes e pilantragens podem vir a público a qualquer momento, para escândalo efêmero do povão, enquanto o plano mestre de dominação avança, destruindo o já combalido Estado de direito, roubando recursos e liberdade, dividindo e conquistando.

  3. Infelizmente,ao ler esses comentários volumosos,fico com a impressão que o que meu médico diz, tem razão,se você ler a bula, você não toma remédio nenhum.

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