Entre a execração, o desprezo e a cadeia

Charge do Nani (nanihumor.blogspot.com)

Carlos Chagas

Guardadas as proporções, o Procurador- Geral da República, Rodrigo Janot, aceitou os conselhos do “Garganta Profunda” que nos Estados Unidos atuou no processo contra o presidente Richard Nixon, levado a renunciar por interferir em eleições presidenciais naquele país. “Siga o dinheiro”, disse o então vice-diretor do FBI aos dois jornalistas do “Washington Post”, que seguiram e levaram Nixon a deixar a Casa Branca para não ir parar na prisão.

Agora, Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney, Edison Lobão, Jader Barbalho, Eduardo Cunha e outros poderão perder cargos, mandatos e funções, como também parar na cadeira. Exceção de José Sarney, que pela idade ganhará prisão domiciliar, com direito a tornozeleira.

E OS OUTROS?
Muitos nomes de senadores e políticos variados também poderão ser condenados por conta de roubalheira, fora os que já se encontram vendo o sol nascer quadrado e os que estão perto.

Peça fundamental nesse capítulo da interminável novela de apropriação dos dinheiros públicos é o ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que delatou boa parte da roubalheira em favor de seus ex-sócios e ex-amigos. Para livrar-se de penas mais profundas, entregou o jogo ao Procurador Geral e à Justiça.

Em toda essa historia ainda inconclusa e repleta de acusações senso investigadas, sobressai a evidência de andar podre o universo das relações políticas e seus tentáculos administrativos, empresariais e governamentais. Quem está fora parece prestes a entrar e quem está dentro dificilmente sairá.

EXECRAÇÃO PÚBLICA
A pergunta que se faz é onde vão parar os envolvidos na ladroagem. Pelo menos nas colunas da execração pública. No desprezo nacional, sem dúvida.

“Siga o dinheiro” surge como grande conselho a todo investigador, demonstração de que a lei acaba sempre dando certo. Necessário se torna, como complemento, acionar mecanismos capazes de devolver ao Tesouro Nacional tudo o que foi roubado. Centenas de milhões, e até bilhões, sumiram dos cofres públicos, sem falar dos mandatos que vão sumir. Bem feito!

2 thoughts on “Entre a execração, o desprezo e a cadeia

  1. Os envolvidos na ladronagem vão continuar levando a boa vida e gastando o dinheiro roubado. No Brasil, com um STF que não prende ninguém porque teria que mandar prender os próprios membros, nada acontece.

  2. Assim como no mensalao o sr. Jamengano fica dando voltas enquanto o chefe e a gerenta ele nao criminaliza e tira os dois do foco, a midia deveria mostrar isso mas parece que tambem querem por panos quentes e se omitem ! E o chefe, nada ???

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