Equação chinesa

Raimundo Couto

Mesmo com participação em vendas incipiente no mercado brasileiro, os carros fabricados na China, que estão sendo importados para o Brasil há poucos anos, têm sido alvo de estudos quanto à qualidade e confiabilidade. As avaliações preliminares de algumas unidades testadas pela imprensa especializada apontam, em sua maioria, que esses veículos precisam passar por uma grande evolução para convencimento do consumidor.

Os chineses comercializados no país oferecem um pacote de conteúdo recheado, inclusive com itens de segurança, como airbag e freios ABS, sem falar nos tradicionais vidros elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado. Mas, ainda assim, estão longe de representar algum tipo de ameaça à indústria local. Se a realidade vai se alterar com a inauguração de linhas de montagem de duas marcas chineses, Chery e JAC MOTORS, marcadas para o fim do próximo ano, só o tempo dirá. Enquanto isso, resta aos fabricantes investir em qualidade para elevar a imagem desses chineses, que não anda muito em alta.

PESQUISA

De acordo com recente estudo publicado pela empresa de consultoria de mercado J.D. Power, é a percepção de qualidade mais baixa uma preocupação que impacta negativamente a intenção de uma futura compra. Amplo, o estudo denominado “Vehicle Ownership Satisfaction Study” (Voss Brasil, 2013) e que indica o nível de satisfação dos compradores de veículos não se limitou a analisar os automóveis “made in China”.

O resultado apontou que os consumidores brasileiros estão menos satisfeitos com os carros chineses do que com modelos fabricados no próprio país e também na Argentina, Coreia do Sul e no México.

Independentemente do que apontam os estudos, o consumidor brasileiro segue realizando o sonho do carro zero: no acumulado deste ano, até julho, as vendas de veículos novos subiram 2,9%, e, ao fim do período, em dezembro, novo recorde deve ser estabelecido, em comparação com 2012. (transcrito de O Tempo)

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One thought on “Equação chinesa

  1. Até 10-15 anos atrás ocorria o mesmo com outras montadoras que hoje já dispõem de fábricas no Brasil. É questão de tempo.

    Mas particularmente falando, também não compraria um carro chinês.

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