Era só o que faltava: a ciência descobre cada vez mais benefícios da nicotina

Carlos Newton

É claro que fumar faz mal, não há a menor dúvida sobre isso. Mas também não existe mais dúvida de que a nicotina faz bem para uma série de problemas e doenças. A começar pelas doenças degenerativas do cérebro, como Mal de Parkinson ou Alzheimer.

Já estava cientificamente comprovado que a nicotina é um poderoso estimulante cerebral, o que explica a resistência maior dos fumantes a essas doenças degenerativas. Agora surge a informação de que idosos com problemas de memória podem se beneficiar de uma terapia que inclui pequenas doses de nicotina, revela um estudo realizado nos Estados Unidos.

A pesquisa divulgada parcialmente na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, analisou 74 não fumantes com idade média de 76 anos. A metade recebeu um adesivo de nicotina na pele durante seis meses e o outro grupo, apenas placebo (medicação sem efeito).

Os idosos submetidos ao tratamento com nicotina apresentaram melhores resultados em testes cognitivos de atenção e memória, além de maior rapidez e coerência para processar informações.

Após seis meses com o adesivo de nicotina, o grupo “recuperou 46% do rendimento normal para a idade na memória de longo prazo, enquanto o ‘grupo placebo’ teve uma queda de 26% no mesmo período”, destaca o estudo.

Os autores do trabalho advertem que os idosos não devem começar a fumar para melhorar sua função cerebral, e que serão necessárias mais pesquisas para confirmar os efeitos positivos da nicotina a longo prazo. Ou seja, a nicotina deve se assimilada através de adesivos.

Também é pouco provável que a nicotina ajude as pessoas que já têm boa memória, destacou o autor do estudo Paul Newhouse, diretor do Centro de Medicina Cognitiva da Universidade do Vanderbilt Medical Center.

“Se já está funcionando bem, não é necessária, mas se há declínio, a nicotina pode devolver parte da boa memória. Um pouco dela faz com que o desempenho melhore”, disse Newhouse.

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