Era só o que faltava. General que estaria “saneando” o Dnit é investigado pelo TCU por desvio de materiais e outras irregularidades.

Carlos Newton

O general Jorge Fraxe, escolhido pelo governo para “limpar” o Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), decididamente não é um cidadão acima de qualquer suspeita. Além de ser dono de uma ONG fajuta que criou há alguns anos para fazer “negócios” com o próprio Dnit, o chefe militar está agora na mira doTribunal de Contas da União (TCU), que descobriu irregularidades em obras comandadas pelo general Jorge Fraxe, quando ainda estava no Exército.

Auditoria do TCU concluiu que o Exército comprou mais material do que o necessário e gastou em excesso com a manutenção de máquinas. Houve desaparecimento de 233 mil metros cúbicos de areia e brita na rodovia BR-101, em um trecho no Rio Grande do Norte. E o Tribunal agora exige que o general Fraxe se manifeste no prazo de 15 dias sobre as ocorrências nas obras.

Depois de apontar as graves irregularidades, o TCU já tinha pedido explicações ao Exército e ao Dnit sobre problemas como pagamento antecipado, duplicidade de despesas e serviços executados fora das especificações.

No caso do pagamento de brita e areia à empresa Pedreira Potiguar, por exemplo, o TCU apontou que de 456 mil metros cúbicos de brita pagas, apenas 223 mil foram usadas. O restante não estava em estoque e nem na obra. Segundo o TCU, o material foi pago e não usado, com prejuízo de R$ 7,6 milhões.

Os militares e a empresa apresentaram como justificativa a aplicação do material em locais não registrados e a ocorrência de perdas por causa do reprocessamento da brita. porém, o ministro do TCU Raimundo Carreiro, responsável pelo processo, entendeu que para parte do material as explicações eram inaceitáveis.

O general Fraxe emitiu uma nota, informando que o Dnit acatará as orientações do TCU para realização das obras. O Exército não comentou o entendimento do Tribunal e alegou ainda não ter sido notificado.

O que se sabe que a obra era comandada pelo general Jorge Fraxe, depois escolhido posteriormente pelo governo para “sanear” o famoso Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes, um dos maiores antros de corrupção do país, desde quando se chamava DNER.

Agora o TCU fará em 15 dias uma diligência no 1º Batalhão de Engenharia de Construção para obter documentos e identificar responsáveis, que poderão ser multados e obrigados a pagar o prejuízo apurado.

Além do caso das britas, dezenas de outros continuam em apuração no TCU. Em outro trecho da BR-101, em Alagoas, o tribunal apontou irregularidades graves, com potencial prejuízo de R$ 216 milhões no projeto, cujo orçamento total é de R$ 1,3 bilhão.

Traduzindo: em matéria de corrupção, já não se pode confiar nem mesmo nos generais. Esse Jorge Fraxe precisa ser demitido o mais rápido possível, pela honra das Forças Armadas. É uma raposa fardada tomando conta do galinheiro civil. Se ele for mantido no cargo, é melhor fechar logo o país para balanço e dar a chave do cofre para o Fernandinho Beira-Mar.

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