Era só o que faltava: ministro Gilberto Carvalho tem a desfaçatez de vir a público defender as ONGs

Carlos Newton  

Exatamente quando as chamadas organizações não-governamentais chafurdam num inédito mar de lama, porque nunca na História deste país se viu nada igual, o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, sai de seus cuidados para dar entrevista e proclamar que a criminalização das ONGs é uma “injustiça” e que é preciso “conhecer o Brasil a fundo” para se ter uma ideia da “importância do trabalho” prestado por essas instituições.

A inacreditável declaração do ministro, que no Planalto funciona simultaneamente como olheiro e porta-voz do ex-presidente Lula, foi uma resposta ao discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que disse que há uma “moda” de ONGs arrecadarem dinheiro para corrupção.

“Eu entendo a fala do ex-presidente Fernando Henrique porque de fato houve a incidência de problemas. Agora, nós acreditamos que esses problemas são exceções que estão recebendo o devido combate”, afirmou Carvalho. “Cada centavo do dinheiro público deve ser fiscalizado, mas isso não quer dizer que nós tenhamos que abrir mão dessa relação [com as ONGs]”, finalizou.

O ministro não quis comentar a situação de seu colega, Carlos Lupi, titular da pasta do Trabalho, que enfrenta uma crise após acusações de corrupção no ministério envolvendo ONGs ligadas ao seu partido, o PDT. Nem também os casos escabrosos ocorridos também nos ministérios do Turismo e do Esporte, cujos titulares (Pedro Novais e Orlando Silva) foram demitidos justamente por causa de favorecimento a ONGs fajutas. Portanto, Gilberto Carvalho perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. De boca fechada, não há dúvida, o ministro é um verdadeiro sábio.

 

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