Era só o que faltava: Renan agora tenta ser nomeado para o ministério de Temer

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Charge do Clayton, reprodução de O Povo/CE

Carlos Newton

Têm sido publicados na grande mídia artigos e reportagens especulando que Renan Calheiros (PMDB-AL) estaria demonstrando preocupação diante da articulação de ministros de Alagoas para disputar as duas vagas de senador em 2018, quando o cacique peemedebista pretende se reeleger, para manter o foro privilegiado e continuar livre do juiz Sérgio Moro. Como se sabe, Renan responde a um processo penal e a 11 inquéritos no Supremo e conta com a proteção de sempre. Por isso, está cercando sua reeleição pelos sete lados, porque não pode correr riscos.

Os dois ministros alagoanos são deputados federais e tiveram aval de Renan para serem alçados ao Ministério – Maurício Quintella, do PR, está nos Transportes, e Marx Beltrão, do PMDB, comanda o Turismo. Recentemente, Renan soube que Quintella pretende disputar uma das vagas de senador, fortalecido pelas obras que vem fazendo em Alagoas, como a duplicação da BR-301 e a pavimentação de área sem asfalto da BR-316, além de dragagem e melhorias no terminal de passageiros do Porto de Maceió.

ESTÁ DIFÍCIL – Quintella é a maior preocupação de Renan, porque o ministro Marx Beltrão é um zero à esquerda. Pode até sonhar em ser candidato a senador, mas não terá legenda. Renan e o filho dominam com mão de ferro o Diretório Regional do PMDB, e estamos conversados.

A estratégia é tentar que o PMDB faça coalizão com o PR em apoio a Renan Filho, que disputará a reeleição como governador. Mas está muito difícil. O ministro Maurício Quintella apoia o governo Temer, mas em Alagoas integra o grupo político adversário do presidente do Senado, que tem como líderes o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), e o senador Benedito de Lira (PP), cujo mandato também termina em 2018.

Segundo apurou o Estadão, Renan cobra que o governo faça o ministro desistir da candidatura. Já reclamou de Quintella ao presidente Michel Temer e à cúpula do PR. Mas está difícil.

 

ATRÁS DOS HOLOFOTES – O fato concreto é que Renan que está incomodado com a perda da presidência do Senado e tenta se reposicionar, para ganhar visibilidade e se reeleger senador. Como serão duas vagas e seu filho é governador, as chances de Renan são grandes, mas nunca se sabe. Na eleição de 2010, por exemplo, o pepista Benedito de Lira chegou na frente dele, com 904 mil votos a 840 mil.

Renan não quer correr riscos e as informações que circularam em Brasília revelam que ele agora está pressionando o presidente Temer a lhe oferecer um cargo no Ministério. Pretende ocupar a cobiçada Secretaria do Governo, que cuida da articulação política, distribui cargos e libera verbas, um cargo estratégico que está vago desde a demissão de Geddel Vieira Lima e não tem interino.

Temer prometeu nomear o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) logo no início de fevereiro, depois das eleições para as presidências da Câmara e do Senado, mas pode mudar de ideia repentinamente, atendendo a insistentes pedidos, como se dizia outrora. Como todos sabem, Temer é refém dos caciques do PMDB e Renan ainda é o principal deles.

 

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