Era só que faltava: Renan Calheiros foi um dos astros do programa do PMDB na TV

Carlos Newton

Em matéria de desfaçatez, poucos se igualam ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Com a maior cara-de-pau, ele usou a propaganda partidária do PMDB, veiculada anteontem no rádio e na TV, para se projetar e elogiar a si próprio, dizendo que “nada é maior” do que a vontade dele de acertar.

Como se sabe, o peemedebista tem um currículo marcado por denúncias de irregularidades, que o levaram a deixar a presidência da Casa em 2007, para evitar ter o mandato cassado. Apesar disso, conseguiu o apoio do PT e do governo para voltar a presidir o Senado.

Agora, a maior piada foi vê-lo defender a liberdade de expressão nas redes sociais, porque desde que assumiu o cargo, uma campanha pede para que ele renuncie. Uma petição na internet já reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas com esse fim, mas ele finge que não se incomoda.

Além de Renan, outros 15 peemedebistas estrelaram os dez minutos de propaganda. Houve pelo menos uma ausência importante: a do deputado Gabriel Chalita, que, no ano passado, foi o candidato da sigla à Prefeitura de São Paulo.

Nesta semana, Chalita foi acusado de receber propina quando era secretário estadual da Educação. Por conta das denúncias, o deputado teria sido descartado pelo Planalto de assumir uma pasta no governo federal.

Traduzindo tudo isso: ao contrário de Renan, pelo menos Chalita mostra ter algum pudor.

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