Escândalo das licitações: deputado pede atas dos últimos 5 anos ao TCE-RJ

Reportagem de Maria Luisa de Melo, no Jornal do Brasil On Line, mostra que depois da fraude descoberta em licitações envolvendo as empresas Toesa, Rufolo, Bella Vista e Locanty para vencer a disputa pela prestação de serviços no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o deputado estadual Paulo Ramos (PDT) se reuniu com o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas Lopes de Carvalho Junior, na semana passada.

O intuito do encontro, segundo Ramos, foi buscar documentos e detectar novas fraudes, que, segundo ele, envolvem muitas outras empresas em todo o Rio. “Não dá para conviver com este jogo de cartas marcadas nas licitações”, diz o deputado.

 Um requerimento pedindo informações sobre as licitações já realizadas no período mencionado foi enviado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Depois, segundo trâmite da Casa, o documento deve seguir para o Tribunal de Contas.

“Ao analisarmos os dados das últimas licitações vamos detectar se houve ou não formação de cartéis. Há muitas empresas que dominam os contratos de prestação de serviço ao governo estadual. Só por isso já devemos analisar algumas atas e contratos. Não dá para conviver com este jogo de cartas marcadas nas licitações. É absurdo demais”, expôs Ramos.

Depois da reportagem do Fantástico, da TV Globo, que flagrou um esquema de pagamento de propinas por empresas interessadas em fraudar e vencer licitações em departamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Paulo Ramos tenta instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito desde o dia 19 de março, um dia depois da veiculação da reportagem. O resultado, por enquanto, é insatisfatório.

Dos 70 deputados estaduais, apenas 18 assinaram um requerimento que prevê a instalação da CPI. O número mínimo para que a investigação tenha início é de 24. Para não perder tempo, Ramos tenta iniciar a investigação também por meio de uma resolução. Neste caso, o pedido de CPI é remetido ao plenário – o que ainda não aconteceu em duas semanas.

“Há uma resistência muito grande da base do governo na Alerj. Muitos deputados não querem que se investigue os contratos de licitação. Por que será, né? Pretendo ir a fundo nesta história”, prometeu Ramos.

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