Esquerda? Que esquerda? A do PDT?

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Charge do Chico Caruso, reprodução de O Globo

Marcelo Câmara

Alguns internautas receberam o primeiro artigo desta série, dedicado ao PT, como uma intenção deliberada deste jornalista de livrar uma suposta Esquerda do partido da responsabilidade pelos males causados ao País. Não. Absolutamente. Nada disso. Três foram os objetivos daquele artigo: procurar demonstrar que as ações dos governos do PT não se coadunam, em tese, com os valores e a ética de uma doutrina socialista democrática; que os verdadeiros socialistas que estiveram no PT o deixaram a partir das condutas iniciais do primeiro governo Lula; e que, como se comprovará ao final da série, os verdadeiros socialistas, com as suas naturais virtudes, pecados e erros, não habitam os partidos ditos “de Esquerda” no País, estão distantes do processo político-partidário, ocupados em outros ofícios e missões, ideológicas ou não.

Aqui, numa segunda reflexão, perguntamos: Há Trabalhistas de Esquerda no atual PDT? Evidentemente que não. Talvez, uns poucos, franciscana e saudosamente, em desconforto, sem ter para onde ir, que, ao agirem, de acordo com as suas convicções, estão sendo marginalizados ou processados para a expulsão do partido.

Há exceções. Alguns intelectuais de Esquerda, incrivelmente, permanecem no PDT, ainda integram o partido, como o brilhante jornalista e historiador José Augusto Ribeiro, autor dos três volumes esgotadíssimos de A Era Vargas. Há alguns outros valorosos trabalhistas-socialistas, aqui e acolá, com a carteirinha do partido, frequentando-o.

SUMIÇO – Mas, onde está a maciça, a expressiva Esquerda Trabalhista, Brizolista, do PDT? A maioria está fora da vida político-partidária, votando, consciente e responsavelmente “nulo” ou “em branco” a cada eleição, desde a partida de Brizola. “Se, no Brasil, o Trabalhismo é uma ideologia na gaveta e se não existe partido trabalhista, não há em quem e porque votar” – argumentam.

Em 1980, o PDT foi a alternativa de Leonel de Moura Brizola, após perder a histórica sigla PTB para Ivete Vargas, numa complexa e maquiavélica manobra do General Golbery do Couto e Silva, o mesmo que ajudou a inventar Lula. No ano anterior, em Portugal, Brizola e mais 125 Trabalhistas, gente de várias latitudes sociais e diversos talentos, como Darcy Ribeiro, Francisco Julião, Doutel de Andrade e Herbert de Souza, o Betinho, elaboram e assinam a Carta de Lisboa, manifesto político, documento social, econômico e cultural, socialista e nacionalista, que marcaria o renascimento do velho PTB, mas acabou sendo o “registro de nascimento” do PDT, “um partido nacional, popular e democrático”.

Essa Carta transformou-se no ideário e no programa básico do PDT. Nela, Brizola prega uma “solução trabalhista para o País, despida de soluções importadas” e convoca para a participação e o debate todas as forças populares, democráticas e progressistas visando à “construção de uma sociedade socialista, fraterna e solidária, em Democracia e Liberdade”.

TOLERANTE E FRATERNO – Após prever um partido que deve praticar a tolerância, a fraternidade, o pluralismo e condenar a manipulação de sindicatos e organizações populares, Brizola diz que deseja “recuperar o papel renovador que desempenhava os trabalhistas antes de 64”.

Além de condenar todas as formas de censura, defender os direitos dos trabalhadores e, indiscriminadamente, os direitos humanos, a Carta enumera quatro missões então urgentes do novo partido, diante o drama social que a Nação vivia, sob a Ditadura Militar:

1) salvar as crianças do abandono e da fome, e, da delinqüência, os jovens “analfabetos e descrentes da sua Pátria”; 2) viabilizar o exercício dos direitos dos negros e índios, fazendo-lhes justiça; 3) dar a mais séria atenção às mulheres brasileiras, espoliadas em sua cidadania e no seu trabalho; 4) assumir a Nação a causa do Povo Trabalhador do Norte e Nordeste, vítimas de cruel e permanente “colonialismo interno”. Brizola coloca o Povo Brasileiro como “sujeito e criador do seu próprio futuro”, sublinhando “o caráter coletivo, comunitário e não individualista da visão Trabalhista”.

E encerra a Carta, asseverando que, com a organização do PTB – sonhava ele – “continuaremos firmemente, sob a inspiração da Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas, a caminhada junto ao povo que nos levará à emancipação da Pátria”.

O PDT ATUAL – Tomemos a ideologia Trabalhista que tem no Trabalho e nos Trabalhadores os valores primaciais de uma Nação, para a construção do Estado e suas instituições, a evolução política, o desenvolvimento socioeconômico e cultural de um país. Em seguida, viajemos pela História do Trabalhismo Brasileiro cuja semente está na Revolução Farroupilha, na luta pela República e sua afirmação, no Governo gaúcho positivista de Júlio de Castilhos. Depois, com Getúlio Vargas, Alberto Pasqualini pensou e sistematizou a doutrina. Marcondes Filho organizou o sindicalismo e ajudou a dar face trabalhista a um partido, liderado por Vargas. Vieram Jango e Brizola para consolidar a ideologia definitivamente.

Meditemos sobre os percursos político-ideológicos de Vargas, o Estadista do Século XX, que fundou e estruturou o Estado Brasileiro, praticou, efetivamente, o Trabalhismo em suas decisões e feitos, em toda a sua dimensão humana e social, estabeleceu os alicerces da economia nacional; de Jango com as Reformas de Base, seu governo nacionalista e popular, o golpe que, por isto, sofreu e por causa dele morreu.

CONCLUSÃO – Reflitamos sobre a Carta de Lisboa, seus fundamentos, sua crítica, seus objetivos, o que o PDT nela buscou e dela cumpriu. Analisemos, por último (e nada aconteceu depois) a brilhante, coerente e vitoriosa caminhada de Brizola como líder político, nacional e trabalhista, prefeito, deputado estadual e federal, o único brasileiro governador em dois Estados, sua conduta de estadista, seus extraordinários feitos como administrador, sua rica biografia, bem como as vitórias e derrotas do PDT.

Então, estamos prontos para questionar: Esse PDT que sobreviveu após a partida do “Doutor Leonel”, e que está aí, flagelado, raquítico, canhestro, manco, contraditório, vendido, desfigurado, aliado ao PT, com o liliputiano Carlos Lupi no leme e o patético Ciro Gomes na proa, fazendo composições esdrúxulas regionalmente, tem algo a ver com o Trabalhismo Brasileiro? Com o Trabalhismo Socialista? Com a Esquerda? Deixo as perguntas aos leitores.

44 thoughts on “Esquerda? Que esquerda? A do PDT?

  1. Os brasileiros perderam a oportunidade do trabalhismo fazer um Brasil melhor, quando elegeram Collor, FHC e Lula, após a morte de Brizola, o partido foi entregue a Carlos Lupi, não tem identidade com o trabalhismo de Brizola, suas ideologias, infelizmente o PDT virou mais um nanico comandado por Carlos Lupi, é uma pena que o povo brasileiro se deixou levar pela mídia comandada pelo rede globo, sobrou o que temos hoje nesta política nefasta que arrasa o país.

  2. Vivemos uma sociedade dominada completamente pelo setor financeiro. A dívida pública é o principal problema do país, como já dizia o saudoso Leonel Brizola. Desde que ele disse isso esse problema se multiplicou várias vezes. Inclusive não conseguimos hoje sequer pagar os juros dessa dívida, pois estamos em déficit primário. Não existe espaço para qualquer ideologia ou perspectivas de um futuro melhor com base na realidade que vivemos no Brasil. Caminhamos para nos tornar um país de emigrantes. Consultem os números de nossa economia e verão que não é nenhum exagero.

  3. prezado Marcelo Câmara ,

    Você fez , ao mesmo tempo , uma homenagem histórica justa aos grandes líderes Brizola , Jango e Getúlio. Brizola se estivesse vivo , iria expulsar a ponta-pés estes parasitas que ultrajam a sigla PDT , antigo PTB que Golbery vergonhosamente roubou dos trabalhistas e deu à deplorável Ivete Vargas.

    Todavia , não há razão para que os desiludidos pedetistas mais sinceros votem em branco ou votem nulo , por causa da deterioração do PDT. Há ainda uma luz acesa e muito atuante no campo da Esquerda Democrática , o Partido Popular Socialista , que não é comunista e muito menos estalinista , cujos ideários são próximos daqueles que Leonel Brizola legou. Tenho certeza que lá das alturas onde se encontra , Leonel Brizola há de estar olhando com carinho para o PPS.

    Sugiro aos pedetistas que sufraguem os candidatos a vereador do PPS e os candidatos a prefeito desta mesma sigla , nas cidades onde se apresentam. É fácil consultar quem é o candidato a vereador ou o candidato a prefeito pelo PPS em cada uma das cidades brasileiras.

    Aqui na cidade do Rio de Janeiro sugiro uma candidata de peso e ideais sólidos , candidata a Vereadora , cujo nome é Georgette Vidor e seu número a ser digitado na cédula eleitoral é muito fácil de guardar : 23456

    Calorosos Abraços,

    Ednei J. Dutra de Freitas

    • Ednei, como não tenho candidato a vereador, votarei nela, mais pelo partido, pois não a conheço.
      Meu candidato seria o Pedro Porfírio, foi um dos poucos que não traiu o Brizola, mas como vai sair candidato pelo PDT, não votarei nele.
      O difícil aqui no Rio é escolher o candidato a prefeito, uma coisa é certa, não votarei em candidatos do PSOL, PC do B, REDE e representante de religião, principalmente os defenderam e defendem o governo do PT e consequentemente a corrupção que levou o país a está tremenda crise.

      • Prezado Nélio Jacob ,

        Fiquei comovido com a sua sensibilidade política e feliz porque você votará 23456 na urna para vereador. Pode ter certeza que é a melhor escolha.

        Devo apenas confessar aos demais tribunários : em minha vida , jamais votei nulo , muitas vezes tampando o nariz para votar no menos pior. Já agora , ao chegar aos 70 anos, pela primeira vez em minha vida , não vejo opção para votar em um menos pior para prefeito e, com lágrima nos olhos , para prefeito votarei nulo.

  4. Faz tempo, muito tempo, que não leio uma resenha do Trabalhismo neste nível tão elevado, tão verdadeiro, que faz jus à história dos líderes trabalhistas do passado, apesar de um registro sintético, repito!

    Meus elogios, portanto, ao autor do texto, Marcelo Câmara.

    EVIDENTE que o PDT atual está desfigurado, não representa nem de longe a essência do PTB, a origem partidária trabalhista de Brizola.

    A estratégia encontrada pelos seus próceres à sobrevivência do partido – que não analisaram as razões pelas quais o PDT vinha perdendo cadeiras no Parlamento e eleitores, em consequência -, de aliar-se a agremiações exatamente opostas à sua proposta social e política, decretou o partido se tornar minúsculo e não mais representar os anseios trabalhistas como ideais, como lema, como objetivos do trabalhador!

    Exatamente um dos combates do trabalhismo contra a manipulação dos sindicatos e organizações populares, o PDT se associa ao PT, o partido que atuava frontalmente contra a ideologia trabalhista, alegando, surpreendentemente, que assim estava agindo em nome da sua sobrevivência política!

    Lupi – Dilma, eu te amo! – e dirigentes partidários, escolheram muito mal a aliança com os petistas, e hoje se ressentem desta junção porque o PT lhes levou para o desterro político, para o esquecimento, pois esta agremiação corrupta e desonesta jamais agiu de acordo com seus princípios, mas apenas e tão somente para roubar o Brasil e explorar o povo, prejudicando inexoravelmente o PDT, que hoje poderia estar sendo uma importante e interessante opção para o eleitorado brasileiro!

    No entanto, esta aliança que perdura até hoje, inacreditavelmente, então não mais como sobrevivência política, que foi a intenção desta união, agora se mostra como suicídio político, e com resultados que serão constatados nas urnas nessas eleições municipais, onde no RS, estado que o PDT sempre figurou como uma das forças políticas e de seu surgimento, também colherá resultados pífios!

    Não vem ao caso a fidelidade partidária de Lupi, uma pessoa que Brizola confiava, não é este o problema.

    A questão é que Lupi e seus dirigentes partidários se mostraram incompetentes, aquém da inteligência de Brizola, de suas visões de futuro, do seu empreendedorismo e, PRINCIPALMENTE, porque o PDT de Lupi – Dilma, eu te amo! – JAMAIS exigiu que a menina dos olhos do grande líder trabalhista, A EDUCAÇÃO, fosse considerada pelo PT!

    Este o pecado mortal de Lupi; este o erro crasso do presidente do partido; este o engano que os próceres do PDT cometeram, quando não exigiram em troca do apoio amplo, geral e irrestrito ao PT, que, pelo menos, a escola em tempo integral fosse implantada no País!

    Desta forma, o PDT renunciou aos princípios do trabalhismo e, a sua sigla, atualmente, trata-se de uma ponta solta no meio político abjeto, nocivo, nefasto, pernicioso, a ponto de escolher um candidato à presidência da República mais antagonista que o PT foi com Brizola(!), Ciro Gomes, o prostituto da política, aquele que jamais foi fiel a partido algum, que já transitou por todas as agremiações, que se vende a troco de qualquer vaga para disputar uma cadeira parlamentar ou uma vaga no Executivo!

    Este é o PDT de hoje.

    Não é de direita, não é de esquerda, não é de centro, não tem lado porque redondo, então rola de um lado para outro sem saber quando e onde vai parar!

    Brizola deve estar assim no túmulo, em alta rotação no seu caixão pelo que fizeram do seu ideal político, de suas ideias, da sua intenção de um Brasil muito melhor que imaginaram os dirigentes atuais do seu partido ao se juntarem com uma quadrilha, pensando que somente o nome de Dilma bastaria para isentar o PDT dos crimes praticados pela agremiação, esquecendo-se da daqueles que a presidente cometeu, comprovados pelo desemprego, inadimplência, juros extorsivos, recessão econômica, crise política, roubos infindáveis do patrimônio nacional, prejuízos imensos com a compra de PASADENA, EUA, maquiagem dos números da economia para sua reeleição, e responsabilidade direta de Dilma, a musa de Lupi, a sua paixão irrefreável!

    Na razão direta desta aliança tão poderosamente estabelecida e indestrutível com o PT, o PDT cai inexoravelmente como partido que um dia representou verdadeiramente o trabalhador brasileiro, e hoje é apenas lembrança de um passado promissor, sepultado por dirigentes incompetentes, obtusos, absolutamente divorciados dos pensamentos do gaúcho Brizola, um brasileiro legítimo!

  5. Ednei e Bendl, Marcelo Câmara, ainda quando jovem (16,17…anos) já se revelava exímio articulista e excelente aluno justamente no colégio da Congregação onde Bendl estudou em Brasília e Ednei tem hoje seu filho, também de nome Edney, de 16 anos, estudando em Recife: os Salesianos.

    Marcelo e eu éramos alunos do Colégio Salesiano de Niterói. Foi lá onde tudo começou. Cresceu. Foi para Brasília trabalhar no Senado e hoje, de Ipanema, no Rio, nos brinda que seus textos incontestáveis, para o Brasil e para o mundo.

    São aulas de História da política brasileira, que Marcelo vivenciou desde a tenra idade, em casa, colado ao Pai, de quem muito aprendeu e herdou. Tudo que consta neste artigo é pura verdade, sem paixão e exposto de forma metódica e isenta. E aguardem que vem mais, muito mais.

    Marcelo nos está presenteando com uma série de artigos

  6. Dr.Béja,

    Sem eu saber que o autor do artigo era seu conhecido, elogiei o texto de Marcelo Câmara porque o considerei verdadeiro, uma resenha irrepreensível do Trabalhismo como há muito tempo eu não lia algo parecido!

    E foi em razão desses fatores que decidi comentar o artigo, opinando como eleitor – e não poderia ser diferente – e vítima dessa política ignóbil atual, onde os inimigos do povo são aqueles que ele escolhe como seu representante junto ao Legislativo, por mais paradoxal e contraditoriamente possa acontecer!

    Obrigado pela informação sobre Marcelo, e me alegro que tenha sido aluno salesiano, um ex-colega, portanto, que contribui sobremaneira para o esclarecimento ao povo desta política nacional rasteira, abjeta, indefinida quanto aos seus propósitos políticos, mas decidida sobre suas intenções em roubar o quanto pode o Brasil e seus cidadãos!

    Um forte abraço, Dr.Béja.
    Saúde e paz!

    • E não se esqueçam, Bendl e Marcelo Câmara, que o 2º Domingo de Outubro é sempre o Dia dos Ex-Alunos Salesianos. Na minha época, quando estudei interno, um ex-aluno do Colegio Salesiano de São Paulo, mas residente no Rio, sempre comparecia à festa em Niterói. Ele era a festa. Ele fazia a festa e era o centro das atenções: Grande Otelo.

      • Também um outro ex-aluno que entrou para História, mas que jamais compareceu à festa do Dia do Ex-Aluno, foi Mussolini. Quando era convidado, respondia: “se se for o dia dos ex-alunos expulsos. Como não existe esse dia e eu fui expulso, não compareço”.

      • Dr.Béja,

        Então, no segundo domingo de outubro, eu lhe enviarei uma mensagem de felicitações pela lembrança que fomos ex-alunos salesianos.

        Outro abraço.
        Mais saúde e mais paz!

      • Jorge e Bendl, lembremos de outros ex-alunos do Colégio Salesiano Santa Rosa, além de Grande Otello: o compositor André Filho (criador do hino Cidade Maravilhosa), o grande maestro Lyrio Panicalli, o cantor Cauby Peixoto, o internacional músico Sérgio Mendes, o cantor José Leão (contemporâneo meu e do Jorge Beja), Sérgio Petersen, (odontólogo, mestre e doutor, respeitado internacionalmente), o escritor Marco Lucchesi, membro da Academia Brasileira de Letras, entre outros.

  7. Carlos Lupi, um pigmeu, entra para história como o coveiro do PDT. Não do Trabalhismo, claro, que é muito maior do que a sigla que se fez infame. O PDT, sob a batuta mixuruca de Carlos Lupi vai desaparecer nestes eleições. Com a adoção da cláusula de desempenho que inevitavelmente será adotada, a sigla PDT irá para o brejo. Pena, pois Brizola e outros notáveis homens que o acompanhava, muito lutaram para a criação de um partido que desse abrigo à causa do Trabalhismo. O trabalhismo, todavia, sobreviverá, com homens de envergadura e sem o semi alfabetizado político do Carlos Lupi,

  8. Um texto que reproduz com muita fidelidade uma época que marcou a história política brasileira com personagens na maioria, inesquecíveis.
    Na minha modesta opinião, com tantas sopas de letras representado partidos, sem dizer para o que vieram, me parece que vivemos tempos de retrocesso em termos de homens e ideais.
    Sei não..
    Hoje, é como se tentássemos reinventar um novo Brasil. do jeito que todos os brasileiros merecem, sem saber como e com quem começar. .

  9. Da ditadura para cá, o maior projeto de nação foi a criação dos CIEPs, que se o Brizola chagasse a Presidência da República seria feito no Brasil todo.
    As escola de tempo integral seria muito mais importante que a Bolsa Família, pelo fato de salvar primeiro as crianças que são as maiores vítimas inocentes da miséria, da fome, do trabalho escravo infantil e da ignorância, além de combater a criminalidade na raiz e projetar um futuro melhor para o país.

  10. Marcelo Camara: Reclamo veementemente por afirmares a orígem do Trabalhismo brasileiro tendo origem na Revolução Farroupilha como se fosse tua. Em 66 anos, lendo, vivendo e pesquizando o trabalhismo brasileiro. Eu, somente eu, que já escrevi aqui no Blog da Tribuna da Internet e da Tribuna da Imprensa, mais de cinco seis veses é que fiz essa afirmação. Ninguém e nem um escritor mergulhou tão fundo na historia do Trabalhismo como eu. Podes escrever o que quizeres. Mas a afirmação da orígem do trabalhismo de Vargas, Jango e Brizola é minha. Quanto ao resto. Estás jogando conversa fora. O QUE SERIA DE ADMIRAR E SE ELOGIASSES O PDT. Sou democrata e respeito o que escreves. Mas para mim que tenho 85 anos formei meu caráter quando entrei na Marinha em 1950 e Getúlio foi eleito nada dizes. Tentas com tuas afirmações MASCARAR TEUS PRECONCEITOS E DISCRIMINAÇÔES. “Os cães ladram e a caravana passa” (O.I. Ibraim El Kayan). Sai da frente que os trabalhistas do PDT querem passar. Temos mais o que fazer.

  11. Não sei até que ponto uma verdade histórica pode ter dono, e escrevo respeitosamente, sem a intenção de polemizar – aliás, se esta declaração gerar respostas indevidas não haverá desdobramentos!

    Dito isso, não posso dizer que se a Segunda Guerra Mundial desencadeou a entrada da França e Inglaterra dois dias após os alemães invadirem a Polônia, que os autores de livros a respeito copiaram uns aos outros, claro que não!

    Assim como o suicídio de Vargas, em 24 de agosto de 54. Quem escrever e repetir esta data não estará plagiando a ideia de ninguém porque uma data histórica, sem dono, sem autor.

    Como o próprio Hélio Fernandes escreveu e se dirigiu a mim diretamente, na Tribuna da Imprensa, quando um historiador lhe dissera que se o célebre jornalista quisesse conhecer a História do Brasil, ela começaria pelo Rio Grande do Sul!

    Ora, a revolução mais importante que registramos é a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, iniciada em 20 de setembro de 1.835 e tendo o seu término através do Tratado de Ponche Verde, localidade onde hoje é o município de Dom Pedrito, na Região Campanha do Rio Grande, em 01 de março de 1.845, após quase dez anos de conflitos.

    Dito isso, o Trabalhismo como ideologia, simbolizado por Getúlio, Jango e Brizola NÃO SE ORIGINOU NAQUELE MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO, pois sequer éramos República, devo lembrar!

    A título de TRADIÇÃO GAÚCHA, cultuada pelos líderes gaúchos, a Revolução Farroupilha sempre esteve presente na memória dos gaúchos, INDEPENDENTE do partido ou ideologia que estivesse no governo DEPOIS DE O PTB TER SIDO CRIADO POR GETÚLIO!

    Neste particular, ressalto trechos do livro escrito por Ângela de Castro Gomes, intitulado Brizola e o Trabalhismo, apresentado em Mesa Redonda pela autora em 19 de junho de 2004, no Encontro Regional da ANPUH-RJ.

    “Quero dizer, com isso, que o trabalhismo, como ideologia, foi “inventado” em momento e circunstância bem precisos, não tendo origens remotas, nem imemorias, muito pelo contrário.
    Envolvendo um conjunto de idéias, valores, vocabulário e também práticas festivas (como um certo tipo de comemoração do Dia do Trabalho), o trabalhismo, como ideologia, foi um produto do Estado Novo em seu segundo movimento. Isso significa que tal ideologia foi articulada e difundida através de uma série de modernos e sofisticados procedimentos e atos comunicativos, a partir do ano de 1942, possuindo como base operacional o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, então comandado por Alexandre Marcondes Filho.
    Desde então, passou a ser propagada e fortemente vinculada à figura pessoal do então Chefe de Estado, Getúlio Vargas, além de traduzir a idéia capital de responder aos interesses dos trabalhadores, por meio do acesso a uma legislação trabalhista, previdenciária e sindical.
    Portanto, a ideologia trabalhista nasceu vinculada ao getulismo, ao nacionalismo e ao intervencionismo de um Estado protetivo que Vargas então encarnava. Do mesmo modo, a ideologia trabalhista nasceu vinculada a um modelo de organização sindical de extração corporativista, o que, naquele contexto político, significava uma forma de representação de interesses profissionais e não de idéias políticas, religiosas etc.
    A ideologia trabalhista e o sindicalismo corporativista compunham o que se designava “democracia autoritária” brasileira, vale dizer, uma forma de democracia que consagrava os direitos sociais e criticava e desprezava a democracia política e, por conseguinte, o voto, os partidos, as eleições, o parlamento etc. Como ideologia política (e não uso a categoria como significando deformação de idéias), o trabalhismo caracterizou-se por um projeto que se vinculou ao nacionalismo e à promessa de justiça social, centrada nos direitos do trabalho.
    Antes de 1945, utilizou-se dos direitos sociais, desvinculando-os dos políticos e, por isso, pouco contribuiu para o estabelecimento de uma sociedade democrática. No pós-1945, isso se alterou, havendo outra relação entre os direitos de cidadania que integrariam a idéia de justiça social, embora ela ainda permanecesse sendo afiançada pelo Estado.”

    Evidente que os estudiosos do Trabalhismo podem desenvolver suas teorias livremente, mas não podem se dar ao luxo de desvincular a realidade histórica de suas imaginações, de conclusões apressadas e desconectadas com os fatos relacionados ao surgimento desse movimento ideológico, pois menos político, social e religioso.

    Assim, o texto de Câmara não pode ser acusado de usurpar teses alheias sobre o nascimento do Trabalhismo, tanto pela inexistência de datas como de local, revoluções ou movimentos, mas da necessidade de o trabalhador se identificar com uma proposta de governo que criara tanto o Trabalhismo quanto o partido que abrigaria a elite brasileira, o PSD, aqueles que eram os mais conservadores no Getulismo, os proprietários rurais e altos funcionários do governo!

    Enfatiza a escritora, ainda:

    “É evidente que, como ideologia e projeto políticos, o trabalhismo lançou raízes na experiência do movimento operário e sindical da Primeira República, no sentido thompsoniano.
    Logo, se essa ideologia foi inventada no pós-1930, não o foi de modo fortuito, arbitrário e a partir do nada. Seu poder de significação e mobilização (a “comunidade de sentidos” que logrou estabelecer) veio da releitura que as elites políticas do pós-1930 realizaram daquilo que ocorreu no terreno das lutas dos trabalhadores antes de 1930. Dizer isso não é admitir que houve trabalhismo ou trabalhistas no pré-1930.
    Por conseguinte, quando, em 1945, iniciou-se, ainda sob o Estado Novo, um movimento de organização de partidos políticos, os ideólogos do trabalhismo realizaram um certo esforço para criar um partido capaz de abrigar tal ideologia, que conviveria com eleições, voto etc.
    Contudo, é bom remarcar, isso não foi nada extremamente difícil, sobretudo com a bênção de Vargas e o suporte do aparelho sindical já razoavelmente estruturado. Foi assim que nasceu o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) ou o trabalhismo em seu primeiro tempo, constituindo-se numa desejada e clara alternativa aos apelos do Partido Comunista junto aos trabalhadores.
    Esse tempo primordial foi o da República de 1945-64, quando, por meio dos sindicatos e do PTB, o trabalhismo seria relido e apropriado por trabalhadores e por lideranças políticas e sindicais, ganhando novos sentidos, forças e possibilidades. Foi então, a meu juízo e de outros analistas, que o trabalhismo transformou-se efetivamente em um instrumento de inclusão social e de alargamento da participação política, mesmo que se considere a existência de limites e constrangimentos a tal operação e também sua vinculação a práticas demagógicas e assistencialistas.”

    Portanto, não percebi em nenhum momento no artigo em tela, que o autor tenha sido preconceituoso e discriminatório, pois escreveu os fatos que estão mencionados na História com as suas palavras, mas não as deturpando por teorias ou devaneios obtidos de conclusões meramente pessoais e divorciadas da realidade, da verdade, do que é incontestável, indiscutível.

    Sobre as ideias que expandem o início do Trabalhismo no tempo e espaço, respeitosamente elas devem ser comprovadas, e não apenas afirmadas mediante observações pessoais ou deduções aleatórias!

    Antes que eu esqueça, e complementando as diferenças irreconciliáveis que não deveriam aproximar o PDT de Brizola ao PT de Lula, em 1950 elege-se senador pelo Rio Grande do Sul, Alberto Pasqualini, na eleição que levou pela primeira vez um trabalhista ao governo do estado, Ernesto Dornelles, e que marcou o retorno de Getúlio Vargas ao Palácio do Catete, agora pelas mãos do povo.

    No Senado, Pasqualini teve destacada atuação durante os debates sobre o projeto da criação da Petrobras, enviado ao Congresso em dezembro de 1951 por Vargas.

    Escolhido relator do projeto na Comissão de Economia do Senado, Pasqualini defendeu o conjunto da proposta do Executivo e obteve aprovação para uma emenda de sua autoria, que aplicava diferentes pesos ao critério tríplice de distribuição do imposto único sobre combustíveis e lubrificantes.

    No decorrer das discussões, engajou-se na campanha pela implantação do monopólio estatal da exploração do petróleo, não previsto na proposta original e alvo de intensa crítica dos setores que, dentro e fora do Congresso, defendiam a participação da iniciativa privada nesse setor.

    Incorporando 21 emendas propostas por parlamentares, o projeto seria aprovado em outubro de 1953.

    Meio século depois, o partido que o antigo PTB iria se aliar, DESTRÓI A PETROBRAS, arrasa com a estatal, aniquila com seus projetos de crescimento, e o presidente do PDT sequer se dá conta de tantas afrontas contra o Trabalhismo, Brizola, Jango e Getúlio, certamente embalado pela sua declaração em passado recente:
    – Dilma, eu te amo!

  12. Caro Luiz Emílio,

    Muito obrigado, chê!

    Na verdade, o prazer de lermos bons textos, não os meus, pois são frutos de esforços pessoais imensos, mas de outros comentaristas inteligentes e capazes, advém de termos à disposição A Tribuna da Internet!

    Graças aos esforços do nosso Mediador, Carlos Newton, que temos acesso às informações, a editoriais bem feitos, a artigos excelentes postados pelos articulistas, e a pessoas como tu, que enaltecem este espaço democrático porque educadas, reconhecidas, e exigem qualidade!

    Um forte abraço, Luiz.
    Saúde e Paz!

  13. CONTINUANDO:Isso você sonhou. Nunca Brizola esteve falando com com alguém sobre tema que em nenhum livro existe. Nem na entrevista que deu no exílio durante 15 dias a Moniz Bandeira abordou isso. Brizola era econômico em falar sobre o Trabalhismo. Quando se referia ao Trabalhismo falava em Getúlio. Em todas as palestra que fez nas faculdades em todo o Brasil nunca abordou esse assunto. Não sei se desculpa cabe.Mas, me desculpe você jogou a imágem do Brizola sobre mim para me assustar, mas não assustou. Eu sou trabalhista ideológico. Nunca tive cargo e nunca me propus a ser candidato. Você dizer que em uma sala reservada Brizola falou isso com você? É de estarrecer. Brizola era de uma rigidez moral que não tinha como lhe confidenciar uma coisa que nunca falou com ninguém. Porquê ele iria negar isso a sua militância e falar reservadamente a você? Eu não vou lhe ofender. Mas não tem como eu acreditar em você. A única coisa que falo e repito; Você esconde com essa lorota TEUS PRECONCEITOS E DISCRIMINAÇÕES. Isso salta aos olhos. Digo mais: Ser culto ter estudado em academias feito mestrado e mais e mais. Não significa ser inteligente.(Ler e estudar a história nada significa se não interpretá-la). Muito menos poder subestimar a inteligência de outras pessoas mostrando um diploma. Você há dois mêses escreveu sobre esse tema. Nada falou. Eu respondi falando sobre a orígem do trabalhismo brasileiro. Você agora vem dizendo que Brizola te falou isso reservadamente. Eu poderia dizer então que ele falou primeiro comigo. Mas não sou mentiroso. Nunca conversei com Brizola por mais de 20 minutos e sempre na presença de outras pessoas. Prézo minha moral e dignidade. Sentimentos inferiores nunca me assolaram. Não minto, não aprendí a mentir em toda minha vida. E tenho horror a mentira. Citas algumas pessoas e eu poderia falar alguma coisa sobre elas, mas perdi o entusiasmo. NB Tenho o fax simile da Carta de Lisbôa. Um filho de um dos assinantes é candidato a vereador aqui no Rio/RJ.

    • Aquino, respeite-se (você já é um ancião, mas, julgo que ainda não é portador de demência senil) e respeite quem você não conhece. Pare de insultar e inventar. Você nada sabe sobre mim e as minhas relações com o Trabalhismo, com o PDT, com Brizola, Darcy e outros ilustres trabalhistas com quem convivi e trabalhei. Não tenho, nem devo satisfações a lhe dar, a prestar a pessoas que praticam o espasmo, o deboche, a ignomínia. A minha carreira de servidor público foi percorrida por concursos públicos de provas e títulos. Não fale sobre o que não sabe e sobre quem não conhece. Recolha-se ao seu mundinho de ódios, desistências e frustrações. Não aborreça os outros com os seus sentimentos baixos, pueris. Brizola não me confidenciou, nem falou reservadamente comigo coisa alguma. Você delira, inventa. E nem haveria motivo para isto. O fato de nos reunirmos eu, ele e um Senador, numa sala reservada a autoridades no Aeroporto de Brasília, não significa “segredo”, “confidência”, “reserva”. Apenas, a sala foi destinada ao Governador do RJ. Vá tomar o seu remedinho e descansar. Lamentavelmente, você não merece nenhum respeito, qualquer consideração, nem leitura. Ao contrário dos outros comentaristas, todos sensatos, críticos, equilibrados.

  14. CONTINUANDO: Tem profetas para tudo. se a manada passar correndo para o norte eles acompanham. Para o Sul também acompanham. Pregam, pregam e não passam nenhuma mensagem. Se você falar em Cunhãbebe amanhã eles dizem que falaram com o próprio Cunhãbebe. São fanatícos por aplaudir e serem aplaudidos. Dão datas que está em todos os livros e nada mais. História é coisa séria. Os perdedores de sempre. Perdem até quando ganham. Se alimentam de ódio represado porque não entendem nada. Políticamente insuficientes vivem se agarrando nos mais cultos como a rêmola ao tubarão nada mais. Esquecem até o Barão de Caxias: Luis Alves de Lima e Silva, Bento Gonçalves, Antonio de Sousa Neto. Canabarro, Vasconcelos Jardim. A paz foi assinada no Rio de Janeiro e concedida uma ampla anistia aos Farrapos. Sou muito forte nessa matéria. Já debati muito na Rádio Bandeirantes sobre história e sempre saí bem. Ficar na Internet vasculhando para aprender quebra a cara. A Internet é a maior enganação. Dá alguma luz e só. Não sou dono da verdade. E não incriticável. Jogo o jogo. Se é leve sou leve, se é pesado é comigo mesmo.

    • Aquino, respeite-se (você já é um ancião, mas, julgo que ainda não é portador de demência senil) e respeite quem você não conhece. Pare de insultar e inventar. Você nada sabe sobre mim e as minhas relações com o Trabalhismo, com o PDT, com Brizola, Darcy e outros ilustres trabalhistas com quem convivi e trabalhei. Não tenho, nem devo satisfações a lhe dar, a prestar a pessoas que praticam o espasmo, o deboche, a ignomínia. A minha carreira de servidor público foi percorrida por concursos públicos de provas e títulos. Não fale sobre o que não sabe e sobre quem não conhece. Recolha-se ao seu mundinho de ódios, desistências e frustrações. Não aborreça os outros com os seus sentimentos baixos, pueris. Brizola não me confidenciou, nem falou reservadamente comigo coisa alguma. Você delira, inventa. E nem haveria motivo para isto. O fato de nos reunirmos eu, ele e um Senador, numa sala reservada a autoridades no Aeroporto de Brasília, não significa “segredo”, “confidência”, “reserva”. Apenas, a sala foi destinada ao Governador do RJ. Vá tomar o seu remedinho e descansar. Lamentavelmente, você não merece nenhum respeito, qualquer consideração, nem leitura. Ao contrário dos outros comentaristas, todos sensatos, críticos, equilibrados.

  15. Trabalhismo Marcos, generalizou-se em todo mundo. Só o termo trabalhismo. Nenhum trabalhismo no mundo seguiu o inglês. Nem o israelense. O Nosso Trabalhismo é autoctone. É uma seqüencia de fatos e idéias que vem da Revolução Farroupilha, passando pela Guerra do Paraguai, os propagandistas da República em 1870, desaguando na Proclamação da República com os republicanos positivistas, passando pelos governos positivistas no Rio Grande do Sul, a revolução de 1930 e chegando a maioridade em 1946 quando recebeu a sigla PTB. Divide-se em três fases: Gênese, Período Embrionário e Saga que vem de 1946 até hoje. Escrevo o que pesquisei, o que estudei o que li, o que comparei. Ninguém é obrigado a concordar. Podem discordar à vontade, gritar, espernear, ofender, se sentir ofendido. Isso não me faz deixar de tomar um bom uisque e me preparar para mais 20 anos de vida e saude. Quem quer é Deus.

  16. Continuando: Câmara você criou um termo que eu vou registrar e usar. “Segredo de Aeroporto”. Não se acanhe diga o que lhe vier na alma. Se eu sou narciso. Sou sim. Tenho orgulho de nunca ter mentido. Tenho coragem de dizer o que penso. Não corro atrás de manada. Você não será o primeiro nem o último a apelar para minha idade como defeito, deficiência. Mas enquanto esse Blog for um “oásis de liberdade” a injustiça, a mentira, o exagero e o despropósito, não terão o meu aplauso. Para que fabular? Qual a vantagem? Nenhuma. Já superei tudo de mal que me aconteceu. Durante dois anos estive em uma cama. Hoje estou firme. Meu médico diz que estou muito bem. Acho que sou forte por nunca ter mentido. Ninguém me vê falando do PMDB, PSDB, PT, PP, PSB e outros. Não existe partido sem militância. Quando você ataca um partido ataca a militância também. Sendo possivelmente um dos trabalhistas mais antigos vou ficar calado quando alguém procura desmerecer o PDT? Lógico que não. Se alguém de outro partido merece ser criticado eu digo o nome do político. A militância não deve e não pode ser ofendida. Nem direta e nem indiretamente. Lamento que você tenha a personalidade muito fraca. Se desespera, no primeiro senão. Fica cheio de dodoi. “Mamãe esse velho decrépito, narcisista, em estado avançado de demência está me ofendendo. Chama o papai. Chama o papai. Que vergonha. Vou registra: “Segredo de Aeroporto”. Quando alguém fabular, em vez de chamá-lo de mentiroso digo: “Isso é segredo de aeroporto”. Vou falar com meus netos para se quiserem lançar nas redes sociais. Seu nome está fora disso. Seu pecado não foi grave, foi venial. Foi um escorregão. Não foi um tombo. Você, diferentemente de mim está com saude, não toma remédio, dorme bem, come bem, vai viver muito, nunca ficará senil. Se minha família concordar vou escrever um livro com o título: “Segredo de Aeroporto”, teu nome não vai aparecer.

  17. Esclarecimento:

    Não discuto conhecimentos sobre o Trabalhismo conforme alegados, mas preciso estabelecer a verdade com relação a enganos cometidos a respeito da Revolução Farroupilha, que sobre este assunto faço questão de opinar!

    A paz entre farrapos e o Império NÃO FOI SELADA NO RIO DE JANEIRO!

    Antônio Vicente da Fontoura meses antes de haver um acordo de paz, tinha rumado ao Rio para se encontrar com D.Pedro II.

    No dia 18 de dezembro de 1.844, o Imperador concede anistia aos revolucionários que depuseram as armas.

    Em 2 de janeiro de 1.845, Vicente da Fontoura se encontra com o Barão de Caxias em Piratini, RS.

    O acerto AINDA DEPENDE do aval de Bento Gonçalves, que David Canabarro solicita por escrito a manifestação do Comandante dos Farrapos, que assim escreveu, pois não estava presente na assinatura do Tratado de Ponche Verde porque doente:

    “A paz é indispensável fazer-se; o país altamente a reclama, pois infelizmente, vítima de nossos desacertos, nada tem a lucrar com os azares da guerra.
    Nada sei das condições em que se tenha a paz lavrado e menos das instruções que conduziu o comissionado da Corte do Brasil. Sendo tudo para mim misterioso, me abalanço a lembrar-vos que uma das primeiras condições deve ser o pleno conhecimento de todos os atos que, individual ou coletivamente, tenham praticado os republicanos durante a luta.
    Tendo emitido a minha opinião, resta-me pedir-vos: a paz é absolutamente necessária, que os meios de prosseguir a guerra se escasseiam e o espírito público está contra qualquer idéia que tenda a prolongar seu sofrimento”.

    A carta de Bento Gonçalves é datada de 22 de fevereiro de 1.845.

    No dia 28 de fevereiro de 1.845, no acampamento de Ponche Verde, os remanescentes das tropas farroupilhas aprovam as condições estabelecidas para a pacificação do Rio Grande.

    Portanto, a paz foi assinada em solo gaúcho, no dia 1º de março de 1.845, e não na cidade do Rio de Janeiro, onde houve ajustes prévios sobre a forma como iria ser estabelecido o acordo, mas não a assinatura do mesmo, que dependia de outras autorizações!

    Quanto às bobagens que são escritas com a intenção de desqualificar informações que contestem as fornecidas por comentaristas que se julgam donos da verdade, acusando seus oponentes de buscarem subsídios na Internet, como se fosse algo imperdoável a consulta rápida sobre datas ou detalhes para não haver erros nas respostas, saliento que os dados acima não foram extraídos da Wipipédia.

  18. É muito melhor assim. Respeitar a história. A mim ninguém precisa respeitar. O respeito que se exige é a história. Quanto mais próximos da verdade sintética chegarmos. Estaremos prestando um serviço a nós mesmos. e aos que freqüentam o Blog. Desmerecimentos, paixões, prevenções, ódios infantis, desnecessários; fabulagens. Nada disso constroi; só acirra ânimos. “Nenhum dos participantes tem sangue de barata”. Se nesse Blog fosse exigido que todos seguisem um mesmo caminho e pensassem da mesma maneira eu não o freqüentaria. Deixaria de ser um Blog para ser uma “seita”. Voltaire dizia com muita propriedade: “A ironia tem têmpera divina”. Hoje a ironia quase sempre é entendida como ofensa. Os cariocas criaram um modo de viver, uma cultura que tinha na ironia uma de seus pilares. A cultura carioca depois da mudança da capital foi se perdendo lamentavelmente.

    • Concordo plenamente com esta observação, de se respeitar a História!

      Porém, discordo da outra, de não se respeitar o oponente!

      Por quê?

      Da maneira nenhuma um debate poderá ser levado a serio sem respeito entre os contendores, pois a própria história que um deles ou ambos estariam lançando mão, ficaria prejudicada pela falta de credibilidade dos antagonistas!

      O respeito é fundamental em quaisquer ocasiões, e depois da última encrenca que tive, jurei que não mais acalentaria novos enredos desnecessários!

      Na razão direta que não fui desacatado, ao contrário, pois estou até mesmo admitindo e aceitando a observação feita, a busca pela verdade histórica se faz mais aprofundada, isenta, sem qualquer tendência a dificultar a sua transparência.

      Posso até mesmo afirmar que não houve ANISTIA para os revolucionários farroupilhas porque se trata de uma palavra usada para pessoas de outros países, e não entre os compatriotas, termo que levou Canabarro a tremer diante da possibilidade que Bento Gonçalves repudiasse o acordo alinhavado no Rio por Vicente da Fontoura e D.Pedro II, exatamente pela “anistia” prometida e que era ao mesmo tempo ambígua essa questão!

      O Tratado de Ponche Verde esteve por um fio até a véspera de sua assinatura, razão pela qual se não fosse assinado em solo gaúcho, a guerra correria sérios riscos de continuar, apesar de as forças gaúchas estarem mesmo em farrapos!

      E pertence a Caxias a célebre resposta a um capelão, quando este convida o Comandante das tropas imperiais a participar do TE DEUM pela vitória do seu exército.

      Caxias fulmina-o com uma frase, que ajudaria a cicatrizar as feridas durante a década do período da revolução, exclamando:
      – Convide-me para um RÉQUIEM pela alma dos mortos e eu comparecerei à missa com todos os meus oficiais. Os que morreram nesta guerra eram todos irmãos!

  19. Inobstante me tratares tão mal, Sr. Antônio Aquino, tenho-lhe respeito reverencial. Não é qualquer um que chega à sua idade participando ativamente das questões sociais relevantes. Quisera que o brasileiro, analfabeto político que é, tivesse tal responsabilidade. Todavia, Sr. Antônio Aquino, o núcleo das nossas divergências emerge na hora em que o senhor de modo fiel pretende defender o indefensável : Carlos Lupi. O “eterno” presidente do PDT, sabe-se lá com que instrumentos se mantém na presidência daquele que um dia foi realmente um partido político, aliás, um grande e respeitado partido, hoje é uma pálida, uma raquítica imagem esmaecida de instrumento de consecução de política e o grande insofismável responsável atende pelo nome de Lupi. Defender Carlos Lupi e atacar todos, sem exceção, que divergem do famigerado presidente, catalizam a sua antipatia: Critovam Buarque, Reguffe, Lazier Martins, Vivaldo Barbosa, Paulo Ramos, e todos os demais, bastando que haja um desentendimento com o pigmeu do Lupi. Não dá. O senhor, bem sei é um trabalhista. Mas sobretudo é Lupi F.C. O Trabalhismo pode ter adaptações nos diversos países em que possui vida, sem que que descaracterize a sua filosofia que, em verdade, é uma só.

  20. Marcos teu problema é com o Lupi. Você quer eu volte aos velhos temas. Repetirei com minhas palavras os ensinamentos de Brizola, quando questionado por mim e outros companheiros, sobre a entrada de pessoas estranhas no partido: Dizia Brizola quando ia ao partido. Companheiros, nosso partido é democrata, não podemos impedir a entrada de ninguém. A pessoa entra espontâneamente. Temos um ideário, se a pessoa se adaptar fica se não se adaptar, assim como entrou sai. É claro que Ramos nunca se adaptou. Criou casos e mais casos. Ficou anos tentando derrubar Lupi . Inclusive conspirando com Cristovam. Eu é que denunciei ao Lupi. Depois o Barata amigo de Ramos diz no Programa Faixa Livre que a briga de Ramos com Lupi era por causa de 150 mil reais que queia “tomar” de Lupi. Acho que Ramos fez bem em sair. Podia perder o mandato, mas o partido não questionou. Sou justo, saiu de maneira elegante. Não atirou pedras. Vivaldo junto com Ramos depois que Brizola morreu criou um tal de “Movimento Bolivariano Leonel Brizola”, trouxeram até o Chaves aqui e lhe pespegaram uma medalha ao peito. Chamei Lupi e mandei que acabasse com aquela impostura. O Colares no RGS também não gostou da história. Te pergunto: O que o Tabalhismo Brasileiro tem a ver com o Bolivarianismo? Nada. Cristovam é falso moralista. No CCG apareceu uma relação imensa de doações de diversas empresas. Comtribuições pequenas médias e até de 400 mil reais. Agora Eike Batista diz que o único que telefonou agradecendo o “milhão” que recebera foi Cristovam. Lasier é porque disse que Lupi ajudou o PT a destruir a Petrobrás. e que recebia fundo partidário e não prestava conta. Quer dizer acusou Lupi respingando no partido e em sua militância. Eu sou militante. Não defendo Lupi. Defendo minhas convicções. Estou pedindo que prove suas acusações. Se provar são outros “quinhentos”. Já escrevi ao Lupi dizendo para processá-lo. Caso contrário ficará desmoralizado. As coisa deve ser assim. Finalizando: Um partido é uma união de vontades. A pessoa entra por que quer.Se não se adaptar e não se sentir confortável deve sair em vez de ficar anos conspirando em prejuizo do partido. Obrigado pela oportunidade.

  21. Sejamos honesto intelectualmente,se é q, podemos dizer,a revolução farroupilha,foi forjada pelos fazendeiros da maçonaria azul\vermelha, contra o império de Caxias q. diz” somos irmãos”..
    De outra banda,Julio de Castilhos formou-se em Direito,junto com seu cunhado Gaspar Silveira Martins largo do São Francisco-RJ.viajou para Europa e trouxe o legado positivismo Brasil.

  22. Julio De Castilhos,trouxe o legado do positivismo para Brasil.Teve como secretário da fazenda no seu governo,Getúlio Vargas; fiel seguidor,assim como Leonel Brizola. Data vênia, Jango não tinha sangue Castilhista.. Ah, Alberto Pasqualine,passou um verniz às teses Castilhistas, deixando-as novas.

  23. Luiz Fernando Sousa, gaucho de POA. Que vergonha The. Vieste para uma pelea nú. Esqueceste o pala, a adaga e as bombachas? Que vergonha. Devias levar uma surra de arame farpado para não envergonhar gauchos estuprando a história.
    Gaspar Silveira Martins nunca foi cunhado de Castilhos. Cunhado de Castilhos foi Joaquim Francisco de Assis Brasil. (estuda The ),

    Getúlio Vargas Nunca foi secretário de fazenda de Julio de Castilhos. Quando Getúlio entrou na política Castilhos já tinha morrido há 16 anos. Getúlio foi secretário de Borges de Medeiros.

    Esse time é de primeira divisão.Estuda The.

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