Esses servidores com salários de até R$ 51 são fascistões incrustados no Estado.

Paulo Solon

O problema do capitalismo para ganhar apoio do povo é que você não cria uma empresa para gerar empregos, mas sim para ganhar dinheiro. É onde entra a função redistribuidora do Estado, com sua atuação reguladora.

Alguns Estados fazem isso corretamente, mas outros ainda estão infestados pelo vírus fedorento dos capitalistas, verdadeiros microgametas ensandecidos, e pelo espírito anacrônico e maldito dos senhores de escravos, “serpens antique, immundissime spiritus, omnis incursio adversarii”, como diziam os exorcistas sobre o hipotético demônio na Idade Média.

O Estado moderno e socialista permite, e até incentiva, a iniciativa privada, mas fiscalizando-a estreitamente e dela cobrando também forte contribuição social. Assim mesmo, quid pro quod. Mas não se exime de exercer, ele próprio, primordial e efetiva função produtiva, reservando-se o direito de ser o mais forte em benefício da integridade nacional e da defesa do povo. Defesa econômica, social, armada e nuclear. A defesa de uma nação precisa conter uma forte conotação ideológica.

Existem os que desejam um Estado forte para melhor poderem roubá-lo.
Quando os burgueses putrefactos percebem um Estado forte e poderoso, atiram-se a ele como um bando de bacantes, gritando pela boca de seus demônios que é preciso enfraquecer o Estado, roubando, evidentemente, o patrimônio público. Eis a necessidade vital de uma KGB nacional com seu patíbulo, com seu cadafalso.

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