Está bom, mas nem tanto

Tostão (O Tempo)

Um leitor me perguntou se tenho assistido aos jogos pela TV ou nos estádios. Por minha opção, vejo pela TV. Na Copa do Mundo, pretendo estar nos estádios. É mais emocionante, e posso ver detalhes que não vejo pela TV, como o posicionamento dos zagueiros, quando o time está no ataque, mas posso deduzir, pelos espaços que existem entre os zagueiros e os volantes, quando o time recebe o contra-ataque.

Graças às excepcionais câmeras de TV, que mostram as imagens bem abertas e os detalhes, se foi pênalti falta ou não, vejo coisas que não veria nos estádios, além de ter mais informações e desfrutar de uma confortável preguiça para um sexagenário mais perto dos 70 que dos 60.

De todos os narradores, das TV’s abertas, fechadas e das que não transmitem a Copa das Confederações, gosto mais de Milton Leite, do Sportv. Ele une a descrição precisa do lance com críticas e elogios, no momento e na intensidade certas, além de bom humor. O outro narrador do Sportv, Luís Carlos Júnior, continua chamando a seleção espanhola de Fúria, nada mais ultrapassado.

Dos comentaristas, pelos conhecimentos técnicos e táticos e pelo senso crítico, prefiro os da ESPN Brasil, que não transmitem os jogos da Copa das Confederações. Ronaldo e Casagrande, da TV Globo, não dizem nada mais que o óbvio.

Como se esperava, o Brasil vai enfrentar o Uruguai, e a Espanha, a Itália. A Espanha, contra a Nigéria, mostrou novamente sua deficiência: a falta de bons atacantes. Pedro, Soldado, Villa e Fernando Torres não estão à altura da qualidade do time.

Brasil e Espanha são favoritos, mas não será uma grandíssima zebra se ocorrer o contrário. O Uruguai, além da rivalidade, sabe jogar contra o Brasil. Os quatro gols que a Itália sofreu contra a Espanha, na final da Eurocopa, ocorreram porque a Azzurra ficou com um jogador a menos grande parte do jogo.

Na primeira fase, do meio para frente, só Neymar brilhou, como se previa. Os outros, com bons e maus momentos, não tiveram atuações especiais. Do meio para trás, David Luiz e Thiago Silva foram os destaques.

Apesar de o Brasil ter, do meio para frente, apenas um jogador especial, o time fez nove gols em três jogos, além de criar outras chances. Isso mostra a força coletiva, especialmente a marcação por pressão, recuperando a bola perto do outro gol.

Assim como não podemos achar picuinhas para desmerecer as boas atuações e as vitórias do time brasileiro, não podemos ignorar fatos como deficiências individuais e coletivas ou ainda arbitragens caseiras. A Fifa é uma potência econômica.

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3 thoughts on “Está bom, mas nem tanto

  1. Tostão ; Você tem um passado invejável de competência e, por isso, por todos nós é admirado. De uns anos para cá, é o comentarista preferido de uma multidão de torcedores que usam seus comentários para defender opiniões em debates. Sabia disso ? Por favor não diminua a qualidade do seu texto ( ainda que por educação ) chamando Casagrande e Ronaldo de comentaristas. O primeiro, além de uma péssima dicção, quando alguém consegue entender o que está falando, percebe que ele está vendo outro jogo. Não conheço ninguém que concorda com êle. Quanto ao segundo, ah meu Deus quanta pobreza. Só diz bobagens principalmente quanto foge do assunto futebol. Se ficasse calado e vendesse sua imagem continuaria uma vaidade para todos nós. No momento, você sabe, e alvo de chacotas pelas declarações que é obrigado a fazer pelos patrões. Lamentável …

  2. Como disse o colega acima, dentro da crônica esportiva você é um dos poucos que salva-se…Mas dizer que Milton Leite e Luiz Carlos Junior são narradores, você esta de brincadeira(Respeito a sua opinião)Não consigo assistir a um jogo narrados por estes cidadões… pra quem viu Noriega(Pai), Valter Abrahão e o Cicarelli na cultura estes sim foram verdadeiros narradores…(Narrava o jogo)..No tempo que futebol era futebol…e não um negócio como é hoje….

  3. Caro Tostão, Pe;o licen;a para tratar de assunto que, embora ligado ao futebol, não consta de sua crõnica. O seguinte: Ao festejar os gols feitos pelo Fred no jogo de ontem, o técnico Felipão disse: “eu me apoio muito nele. Antes da partida eu lhe disse: hoje vc não será substituído, salvo se quebrar uma perna”. Convenhamos, tratou-se de extrema grosseria para com o Jõ. Não entendo como um dirigente dispense aos seus comandados tal tratamento.

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