Está em marcha uma tentativa de acabar com os direitos dos trabalhadores

Ofelia Alvarenga

A Confederação Nacional da Indústria propõe 80 horas semanais para o trabalhador na indústria. Aqui na Brasil chamam de flexibilização do trabalho, mas lá na França o pau comeu por causa dessa proposta trabalhista. Não é flexibilização. É a extrema-direita se posicionando, reivindicando o que é seu. Estão querendo tirar os direitos conquistados do trabalhador. Quem vai aceitar turno de trabalho de quase 12 horas diárias? Será uma semiescravidão.

A chamada “negociação” vai botar o trabalhador na parede. Ou aceita ou tchau! Mais verdadeiro ainda é que se trata de uma luta de classes.

Fernanda Montenegro, em entrevista ao Roberto d’Avila, disse que o público virou o nariz para a novela em que ela fazia uma homossexual, não porque ela vivia com outra mulher, mas por causa da ascensão social da comunidade, da favela, que era o mote especial do enredo.

PRIVILÉGIOS – Não vamos mentir, enfeitar a realidade. Ninguém quer perder privilégios. É uma luta de classes, sim. O que não aconteceria se tivéssemos leis justas, que contemplassem a todos.

Mas ou embarcamos na ideologia do PT ou na do Temer, que pede prioridade no emprego para os formados no exterior. Não quero nem uma coisa nem outra. Meu sobrinho e afilhado fez mestrado e doutorado nos EUA. O irmão dele fez aqui os dois cursos. Ambos estão muito bem colocados, na mesma empresa.

Não vamos permitir que nos usem, a nós, o povo, que nos joguem uns contra os outros.

UNIÃO DOS TRABALHADORES – Devemos preservar a união, para reivindicar o que é melhor para todos. Impossível não é. Basta cada um ceder um pouquinho, como no casamento.

Somos brasileiros. Não somos PT, não somos Temer. A geração de empregos é a desculpa, por trás do desemprego. Querem é pagar menos, ter liberdade para explorar o empregado. O que, diante de uma lei fixa, dura, ainda não podem fazer.

Hoje, grande parte das empresas de comunicação, entre outras, contrata jornalistas como “pessoas jurídicas”, para escapar dos compromissos celetistas.
Imagina com a flexibilização…

FORMAÇÃO NO EXTERIOR – Essa novela de que a formação no exterior vai agregar valor ao trabalho, trazer conhecimento que aqui não se tem, é outro embuste. Não tiro o mérito do meu sobrinho que se formou lá fora. Mas ambos trabalham para a mesma empresa e são bem colocados.

É uma temeridade o que vem por aí.

57 thoughts on “Está em marcha uma tentativa de acabar com os direitos dos trabalhadores

  1. Como eu sempre disse um Darwinismo social total. O Temer está refém do sistema financeiro e do famigerado grupo Delta, que tem como papagaio de plantão o Skaf, a quem conheço bem.
    Quanto a contratar mão de obra formada no exterior, além de ser uma confissão de que ele e o senhor de engenho da educação, não estão muito preocupados com a questão, é de uma burrice cavalar, pois os empresários sempre buscam os melhores qualificados, portanto não precisam do Conselheiro Acácio do Planalto.

  2. O salário mínimo brasileiro deveria ser instituído por unidade de hora trabalhada, exatamente como ocorre nos Estados Unidos.

    Não adianta brigar com a lógica: sem ganhos de escala na produtividade a economia não se sustenta, o mercado de trabalho não se sustenta, ao contrário, míngua, como está ocorrendo agora.

    Se não fizesse diferença a questão educacional no ganho de produtividade os gringos não estariam produzindo quatro vezes mais do que o trabalhador brasileiro. É óbvio que é uma questão de formação e nossa educação e formação profissional está a anos-luz atrás dos gringos.

    Não há meritocracia em se aumentar a remuneração do trabalhador brasileiro se esse trabalhador não aumenta sua produtividade. Querer desatrelar uma coisa da outra é de uma burrice cavalar.

    É não entender justamente o que está acontecendo com a economia brasileira, com o fenômeno da desindustrialização do país.

    O resto é conversa fiada para toupeiras concordes.

    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkaaaaaaaaaaaaaaaaaaasssssss
      Deve ser um contador de segunda.kkkkk
      O “comunista’ Henry Ford diminuiu a jornada de trabalha de seus funcionários. Higienista social.

      • Virgílio, Ford não era comunista , ao contrário, era anti-semita e anti-comunista. E o que ele fez não foi reduzir a jornada, foi dobrar o salário de seus empregados, o que provocou forte oposição dos outros fabricantes. Mas não fez isso por bondade – a justificativa dele foi: “agora meus empregados também podem comprar os automóveis que produzem.”
        Com isso ele aumentou enormemente as vendas e consolidou a posição da sua empresa no mercado,como os outros fabricantes tiveram também que aumentar os salários, a indústria automobilística como um todo se consolidou também.

    • Wagner, desci da minha burrice cavalar para perguntar a você se você acredita mesmo que é a tal da produtividade que arrebenta com a indústria brasileira. Ou se são produtos como os chineses que aqui chegam a preço de banana e com os quais ninguém pode competir?

      Lá na China, sim, os trabalhadores são escravos. Aqui ainda não.

        • São dois fatores que destroem a nossa indústria, sr. Ofélia: a falta de produtividade e o Custo Brasil.

          Ou se muda isso, ou vamos continuar comendo capim e achando maravilhosos governos que aumentam salários na marra durante os seus voos de galinha como ocorreu com o governo petista.

          Mas, será possível que nem vivenciando esta realidade a gente não aprende?!

          • Eu não entendo essa gente que diante de uma massa de onze milhões e quatrocentas e quarenta mil pessoas desempregadas ainda defende uma legislação trabalhista anacrônica e que vai ajudar a aprofundar a crise econômica brasileira e o quadro de desemprego.

            E falam como se estivessem firmemente defendendo o interesse do país… mas, qual….

      • Ofélia, atualmente os EUA vivem praticamente de licenças e patentes, pegue tudo o que te cerca, TV,s, computadores, celulares, são todos feitos em outros países. Eles tem esse ‘conforto’ pois são os detentores do ‘equivalente mundial de trocas’.

          • Seu ridículo, vai ser mais um ‘cucaracho” lá na casa do seu tio sam. Aqui está se achando, mas lá não vai passar de mais um pobre latino( ou latindo). Vergonha de ver maus elementos que prezam mais os países que nos roubam do que o seu própio país (kalabar?).

  3. Getúlio Vargas acabou com a escravização do trabalhador brasileiro, agora os empresários com a ajuda do governo interino está querendo ressuscitar o período de escravização do trabalhador brasileiro, tentando acompanhar a tentativa frustrada da Europa, não vamos nos enganar, a anos tentam tirar direitos conquistados do trabalhador, cadê as centrais sindicais, caso este projeto for aprovado, teremos uma reviravolta nunca vista na situação já desgastada da política e do poder judiciário brasileiro.

    • Prezado Sr.ROBERTO,
      O grande Presidente GETÚLIO VARGAS universalizou dentro do Brasil as LEIS TRABALHISTAS nos anos 30´e 40´ do Século XX, +- 70/80 anos atrás, quando a Economia não era GLOBALIZADA.
      Quando os Países tinham boa Autonomia dentro de suas Fronteiras. Hoje mudou tudo na Economia.
      Empresários Brasileiros montam Fábricas no Exterior onde for mais conveniente, com a maior tranquilidade.
      Excetuado os DIREITOS TRABALHISTAS BÁSICOS, temos que Flexibilizar para criar Empregos AQUI. Abrs.

      • Perfeito, Bortolotto. Senão vai acontecer como nos Estados Unidos, que perderam seus empregos industriais para o estrangeiro e hoje vêem uma série de cidades, como Detroit, em decadência. A tal ponto que toda uma região antigamente próspera passou a ser chamada de “rust belt”, pelos galpões de antigas fábricas que vão se transformando em relíquias enferrujadas.

      • O tempo dirá se este caminho é o melhor, são técnicos que virão para cá com melhor formação que os brasileiros, continuaremos a ter desemprego em massa devido a educação e qualificação.

  4. Leis trabalhistas anacrônicas com mais de 70 anos tem que ser reformadas urgentemente. Tribunais do Trabalho brincando de faz de conta e gastando bilhões. Sindicatos peleguistas mordendo salários dos trabalhadores. VADE RETRO.

  5. O Capitalismo não tem interesse em “miserabilizar” os Proletários, ( os que vivem de Salário ), sob pena de acabar com os estratégicos Mercados de Massa. O Sr.HENRY FORD, protótipo do Capitalista autêntico, mostrou isso na prática elevando o Salário Médio de seus milhares de Empregados da FORD LTD de +- US$ 1/Dia, para média de +- US$ 5/Dia, para que eles pudessem comprar seu FORD T que custava na época +- US$ 600 ou 120 dias de Trabalho, 4 1/2 meses levando em conta os Domingos/Feriados não remunerados. Todas as outras Empresas fizeram a mesma coisa.

    Infelizmente a LEI não tem poder para elevar o Padrão de Vida do POVO. Ainda mais num Mundo Globalizado cada vez mais. Os Investimentos vão para onde o Retorno é maior.

    Assim, a meu ver a “Flexibilização das Leis Trabalhistas”, aqui como na França, e qualquer lugar, não vão diminuir o Padrão de Vida do Povo, a não ser de uma minoria que tem ESTABILIDADE NO EMPREGO, e que tende a perder esta ESTABILIDADE a curto Prazo.

  6. Engraçado,não sou um defensor do Temer,mas acho de uma incoerência brutal as pessoas falarem só agora em perdas de direito ,isso já vinha ocorrendo de forma constante no governo anterior.É muito difícil compreender quem defende o PT.Eles nunca admitem seus erros.

  7. Artigo superficial. Enquanto ficamos discutindo leis trabalhistas os orientais abocanham todos os mercados, o nosso inclusive. Sem inovação e produtividade logo estaremos discutindo quem merece mais o vale alimentação.

  8. Ofelia, essa notícia de que a CNI está propondo 80 horas semanais é conversa fiada, uma declaração em que o presidente dela se enganou, que foi tirada fora de contexto e transformada em desinformação pela esquerda.
    O Robson quis se referir a uma proposta francesa, que aliás era de 60 horas e não 80, e em nenhum momento propôs a adoção disso pelo Brasil. Um jornal pegou isso, publicou fora de contexto e imediatamente foi replicado por vários outros, e aí os blogs de esquerda fizeram a festa.

  9. O setor público tem de diminuir para diminuir o Custo Brasil e, a partir daí, abrir espaço para a iniciativa privada ter a chance de aumentar a sua produtividade e competitividade, aumentando, também, a remuneração dos trabalhadores da iniciativa privada, tudo dentro do conceito lógico da meritocracia!!!

    Enquanto o setor público agir como sugador dos recursos da iniciativa privada (60% do faturamento da iniciativa privada), não haverá espaço para mudanças estruturais na nossa economia.

    Nossos problemas são problemas estruturais com raízes profundas fincadas no peso estatal sobre a inciativa privada.

    • Estamos justamente vendo isso ocorrer neste momento no nosso país!

      FAZER O NECESSÁRIO AJUSTE FISCAL É – EXATAMENTE – DIMINUIR O TAMANHO DA MÁQUINA ESTATAL QUE ESTÁ SUGANDO TODOS OS RECURSOS DO PAÍS PARA SE MANTER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. Prezada Sra. OFÉLIA,
    Parabéns pelo seu belo Artigo, sobre a tentativa de Flexibilização de nossas Leis Trabalhistas, ora no Congresso Nacional.
    A meu ver, a senhora escreveu sob o ponto de vista HUMANISTA, grande Humanista e Pessoa sensível que a senhora é.
    Criou um belo Debate.
    Pelas Razões citadas acima, por muitos Colegas, resguardados os DIREITOS TRABALHISTAS BÁSICOS, a Teoria Econômica hoje, nos mostra que a Flexibilização não diminuiria o Padrão de Vida dos Assalariados, mas sim criaria EMPREGOS AQUI. Abrs.

  11. Era apenas um comentário, Bortolotto, que o Newton, com seu faro de jornalista, pressentiu explosivo por causa da minha troca de idéias com você. Ele estava certo. Rendeu.

    Obrigada a todos, especialmente a você, Bortolotto, pelo carinho com que se referiu a mim.

    Fiquei mais confusa, devo admitir. Gosto muito do Virgílio, do que ele diz, mas hoje foi uma troca de tiros pesada. Ora era o Wilson que dizia uma coisa interessante, ora o Wagner, ora você, Bortolotto e os demais.

    Acho que o país foi mal administrado pela presidente Dilma. Também acho que vamos sofrer e sentir saudade das ilusões que tivemos bem lá atrás.

    Não sei se o Brasil nasceu para dar certo, é grande demais, tem gente demais e não é rico. Ou não soubemos transformar em riqueza o que possuímos, ou não deixaram que isto acontecesse.

    Estivemos sempre sob um jugo inexplicável (ou bem explicável) dos mais poderosos, que ambicionam o que possuímos. Nem por isso deixo de gostar dos EUA. Cresci vendo seus filmes, cantando suas músicas, admirando seus artistas, assim como admiro Obama.

    Não são perfeitos. Nem eles conseguem dar jeito nas divisões internas do seu povo, como ocorre com essa infeliz matança de negros e revide dos brancos.

    Se nem eles resolvem tais problemas, nós também temos direito a ter nossas questões insolúveis.

    É uma pena? É. porque acho que unidos conseguiríamos que o Brasil fosse grande, e não apenas em extensão territorial.

    Mas, como dizia o Millôr, ‘quando dois homens de negócios chegam a um acordo, um deles foi passado pra trás’.

    Obrigada a todos. Fiquei honrada com o debate.

    • Dona Ofélia, veja a senhora como são as armadilhas da linguagem. Até a senhora e os comentaristas que são contra chamam de “flexibilização” uma coisa que pelo conteúdo deveria ser chamada de DESTRUIÇÃO das leis trabalhistas.

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