Estamos caminhando para a destruição de nossa economia

Wagner Pires

O caminho que estamos trilhando agora nos levará à perda das reservas cambiais, à hiperinflação e, por fim, à destruição do Real, com a consequente descaracterização do Banco Central como guardião da nossa moeda. O descontrole da política monetária trará de volta todas as características dos anos 80 superadas com a implantação do real.

Todo o esforço da sociedade para adquirir o equilíbrio monetário na época de Itamar e FHC será perdido. O PT e a guerra política que estamos vivendo jogarão o país no limbo, e toda a sociedade pagará o imposto inflacionário que o governo cobrará pela emissão descontrolada da moeda que está por vir para financiar o descontrole fiscal. Todos pagaremos pelo retorno da hiperinflação.

Esta é a verdadeira desgraça que está em curso e foi o PT que jogou toda a economia no buraco em função da política.

OS CULPADOS

Se hoje o país se encontra travado economicamente por conta da política,não há outro culpado disso que não sejam a Dilma e o PT, que usaram toda a estrutura econômica do país para dar sustentação política à sua agremiação.

Vê-se assim que o país inteiro se tornou um mero instrumento de dominação política do partido dos trabalhadores.

A única coisa que separa a frágil democracia do país de uma ditadura petista é a guerra política estrelada agora entre o PT e o PMDB.

Se não fosse o forte compromisso de Joaquim Levy com o banco que lhe ordenou assumir o papel de Ministro da Fazenda, ele já teria abandonado o cargo há muito tempo, quando se viu isolado e escanteado no governo de Dilma.

Não sei se Levy continuará sustentando esta situação com as investidas de Lula com intenção de sua queda e substituição.

 

 

16 thoughts on “Estamos caminhando para a destruição de nossa economia

  1. De inicio esclareco que nao sou chegado ao Levy e nem ao seu banco.
    Porem parece que a idiocracia petista nao se tocou que , a essa altura , tira-lo do cargo afunda o pais de vez.
    O Levy so esta aguentando pois os maiores devedores do Bradesco sao o Estado e as estatais , sem contar com o nova aliada petista Rede Globo.
    E o governo Dilma que atualmente sustenta a ‘ poderosa ‘ com o nosso dinheiro , pois alem dos patrocinios oficiais , a Perdigao patrocina o Jornal Nacional e o Faustao.
    Isso ajuda o Bradesco receber um pouco do que a Globo lhe deve.

    • Mais ou menos , ela suga o que pode ate a vespera dele cair.
      Jogam tao sujo que por duas vezes censuraram o que escrevi no G 1 e logo depois recebi um e-mail de uma reporter da Epoca chamada Nathalia pedindo permissao para publicar o que haviam censurado…

  2. Corretíssima a análise, Walter.
    E ainda temos que ouvir o Lula defendendo com unhas e dentes o retorno ao modelo econômico que causou essa desgraça toda, dizendo que será a única maneira de retomarmos o crescimento.
    Os de nós que vivemos a hiperinflação, quando a inflação foi de três dígitos, sabemos (ou deveríamos saber) o que nos aguarda se não corrigirmos o rumo enquanto ainda é tempo.
    E onde está o corte dos três mil cargos comissionados que Dilma anunciou? Já estão todos sendo distribuidos no feirão que o governo está fazendo para tentar reagrupar uma base que só ele não sabe que já deixou de existir.
    Seria importante ao menos com exemplo, embora não resolva nada cortar três mil cargos em comissão frente aos trinta mil que foram criados nos governos petistas.

      • Tenho a impressão, sr. Wilson, que o Lula só está querendo fazer uma jogada política, como sempre. Explico: é que queimando o Levy em público ele finge ao público que toda a desgraça econômica e social que Dilma e seu partido trouxeram para o Brasil foi criada pela suposta incompetência no Ministro da Fazenda.

        Fazendo isso ele tenta queimar o sr. Levy para tentar salvaguardar Dilma, o PT e a própria imagem. Ele está , simplesmente, jogando para a platéia.

        Levy deveria dar uma banana para esse povo, mostrando ao público que quem o está impedindo de agir é Dilma e a sua trupe, com o tal ministro do planejamento como porta voz, o Barbosa.

  3. Economista Paul Krugman, Prêmio Nobel de 2008, diz em entrevista que o Brasil, apesar da “bagunça política”, tem fundamentos econômicos que não estão “nem perto” das condições em que estiveram em outras crises vividas pelo país; “As pessoas estão exagerando”, diz; “A situação fiscal não é desesperadora e o país está longe de um momento em que precisaria imprimir dinheiro para pagar suas contas”, avaliou Krugman

      • O Sr. Krugman é economista da linha heterodoxa, defende, em linhas gerais, a intervenção do governo no livre mercado, além de utilizar a máquina estatal como principal motor de crescimento. Exatamente as políticas intervencionistas e mal fadadas que Dilma se utilizou para nos trazer até aqui neste estado de coisas em que impera a crise econômica com reflexos no aumento da inflação, diminuição do crédito, aumento do desemprego e recessão.

        Não me admira que o Sr. Krugman, prêmio nobel de economia, venha neste momento demonstrar o seu interesse em botar panos quentes para tentar defender a política intervencionista que nos trouxe até aqui.

        De qualquer forma, o Sr. Krugman foi até bem realista e verdadeiro dizendo que a crise atual é humilhante! Principalmente para ele que a defende.

        Por outro lado, o fator determinante para o início do descontrole monetário, isto é, do momento em que o país passará a emitir moeda de maneira descontrolada, vai depender do ajuste fiscal. Se o ajuste fiscal não ocorrer já para o próximo ano, a estabilidade monetária já estará comprometida, pois, nenhum agente econômico se arriscará com títulos podres do governo.

        Sem a capacidade de gerar empréstimo via emissão de títulos, só restará uma alternativa para o governo vencer suas crescentes despesas que é retomar a emissão descontrolada de moeda tributando o imposto inflacionário de toda a população. Principalmente a mais pobre, que será a mais atingida.

        Dilma não termina a sua gestão sem que isso aconteça, caso o ajuste fiscal não se torne uma realidade.

        E aí, o fato está próximo ou não?!

  4. Artigo realista de nosso ilustre Sr. WAGNER PIRES, mostrando o que deve acontecer, caso o Governo Federal ( Legislativo, Executivo e Judiciário ) não tome as medidas CORRETIVAS necessárias.
    Tudo passa pela retomada da CONFIANÇA do POVO e Agentes Econômicos. O POVO sabendo e entendendo que o “período de aperto de Ajuste Fiscal” de +- 2 anos é o Preço a pagar depois dos excessos de gastos, para voltarmos a crescer. E os Agentes Econômicos vendo a Diminuição dos Deficits Público e do Balanço de Pagamentos, voltar a INVESTIR. Abrs.

    • Sr. Bortolotto, o ajuste fiscal não levará menos do que quatro anos para ser devidamente calibrado. Isso assim, se contarmos com o progressivo corte das despesas correntes da União.

      Não estamos vendo tal ajuste, entretanto, por parte da administração de Dilma. Além da disputa política que está prejudicando o aumento das receitas por falta de apoio do Congresso.

      Toda esta conjuntura está dificultando muito a fixação de perspectivas para o nosso futuro de curto e médio prazos.

      Não está fácil visualizar o nosso horizonte nos próximos cinco anos.

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  6. Prezado Sr. WAGNER PIRES,
    A meu ver, o senhor está muito pessimista com relação a aprovação integral do Plano de Ajuste Fiscal do Ministro LEVY, por parte do Congresso Nacional. Prevejo que até o final do ano os vetos da Presidenta DILMA serão mantidos, novos Cortes de gastos Correntes serão feitos, e novos Impostos serão aprovados pelo Congresso, até mais do que o ministro LEVY está imaginando. Um razoável SUPERAVIT PRIMÁRIO será conseguido em 2016.
    Com mais um ano de desendividamento das Empresas, e principalmente das Famílias, já se poderá atuar novamente na expansão do CRÉDITO que ativará a DEMANDA. A Economia começará a andar para frente novamente. Esperemos para ver. Abraços.

  7. Qual é a economia existente em Cuba? Ou para onde vai a economia da Venezuela? Nossos governantes são do mesmo clube, tocam a mesma música, o resultado final não será diferente.

    • É para isso aí que estamos rumando céleres, sr. Tarciso. Ipso facto. O tamanho do nosso déficit nominal – já em quase 9% do nosso PIB – não me deixa mentir. Podemos antecipar, sem muita margem de erro que tudo isso aí já é impagável, tendo em vista a conjuntura econômica que estamos vivendo de um círculo vicioso recessivo.

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