Estão sendo “injustos” com Zelaya, ele não quer reeleição ininterrupta, pretendia apenas voltar ao Poder em 2014. Ué, a Constituição PROÍBE REEELEIÇÃO, mas permite nova eleição. Então qual a razão do R-E-F-E-R-E-N-D-O?

Essa questão de Honduras provavelmente não acabará em nenhum tribunal. Muito menos na OEA, ONU ou o famoso Tribunal de Haya. É tanta irresponsabilidade, tanta leviandade, tanta falta de credibilidade que não há tribunal que possa julgar qualquer coisa ou até mesmo saber o que há para julgar.

Minha satisfação é enorme, pela qualidade dos comentários recebidos. E não pelos elogios e sim pela participação. Na verdade, das centenas de comunicações que temos recebido, se formos colocar lado a lado, metade (talvez exata) é CONTRA Zelaya, metade a FAVOR de Zelaya.

E minha satisfação é total precisamente pela participação, não pela concordância ou discordância, e sim pela manifestação, pela reflexão, pela vontade de encontrar a solução. Os que ficam em silêncio, que logicamente têm opinião mas se escondem, não se manifestam, amanhã não poderão se queixar.

Paulo Solon, do alto da sua cultura, vivência, títulos e currículo, afirmou magnificamente: “Esse assunto de Honduras já está ficando cansativo”. É verdade, outros já têm dito o mesmo aqui, mudando as palavras, mas atingindo o mesmo tom de perplexidade.

Defensores de Zelaya têm dito, (não apenas aqui), nos mais diversos órgãos impressos ou não, mas como “descobriram” o fato à última hora não evitam a contradição e o conflito com eles mesmos.

Agora, a defesa das intenções de Zelaya se baseia no seguinte: “O presidente Zelaya não queria reeeleição, ele sabia que era proibida pela Constituição”.

E continuam numa “defesa” incompreensível: “Junto com a eleição do seu sucessor, Zelaya queria que o povo decidisse, através de REFERENDO, se poderia haver reeleição”. Confuso, razoável, inócuo, inútil e sem que ninguém entenda ou entendesse.

Pelo exposto, Zelaya daria posse ao presidente eleito, e se candidataria a um novo mandato no fim desse presidente eleito no mês que vem. Então para que o REFERENDO? Com o povo votando contra ou a favor dessa proposta, Zelaya poderia ser candidato novamente dentro de 4 ou 5 anos, pois o que a Constituição PROÍBE é a REEELEIÇÃO  ININTERRUPTA ,(royalties para Chávez que comanda o espetáculo, como Lula como simples coadjuvante) e não nova eleição com outro presidente no meio.

Então Zelaya está sendo injustiçado, ele não quer nenhuma REEELEIÇÃO, e sim outro mandato, depois daquele que será eleito em novembro?

Portanto os “defensores” de Zelaya precisam explicar o seguinte: para que eleição no mesmo dia de um novo presidente, e o REFERENDO que daria a Zelaya o direito que ele tem que voltar ao Poder, depois do mandato do próximo? Zelaya criou todo esse tumulto para CONQUISTAR O DIREITO QUE JÁ TEM? Inacreditável.

* * *

PS- Nos EUA os mandatos eram ININTERRUPTOS. Washington, Jefferson, Madison, Monroe e outros não quiseram o terceiro. Quando Roosevelt foi eleito 4 vezes, mudaram a Constituição, deixaram apenas 2 mandatos e mais nada. Eisenhower, Reagan Clinton, Bush, ficaram 8 anos, e têm que assistir os acontecimentos.

PS2- Nunca um embaixador dos EUA (na OEA) foi tão preciso, tão conciso, elucidativo e definitivo: “A volta de Zelaya a Honduras foi total I-R-R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E”. Estava falando de Chávez, Lula, Amorim e Marco Aurélio Garcia?

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