Esvaziam-se as esperanças no atual governo

Gelio Fregapani

Observa-se, com tristeza, o esvaziamento das esperanças no governo. Algumas das decisões já causavam contrariedades, mas não haviam lhe abalado a aprovação. Os leilões do Pré-sal e outras privatizações aproximaram a administração do entreguismo tucano e o aumento dos juros, agravando os custos e corroendo a produtividade, isto já era percebido como inútil para conter a inflação apesar da rendição aos rentistas, a aprovação do Governo ainda mantinha-se alta, principalmente em relação aos governos anteriores.

Aí vieram as manifestações. Não eram, em principio, contra a pessoa da presidente, mas contra a corrupção, muito mais em evidência no Legislativo e no Judiciário. Seria o momento ideal para a “faxina”, desejada e pedida nas ruas, mas provavelmente assessorada pelo Lula, a governante, preferiu distribuir benesses para garantir o apoio parlamentar de seus interesseiros aliados políticos e perdeu, em grande parte, a folgada aprovação que tinha.

Os conflitos no campo recrudescem e por pressão dos “aliados” esquerdistas a solução não está a vista. As Forças Armadas, com seu já precário orçamento contigenciado não tem como estar satisfeitas em ver debilitada sua força de dissuasão para que o governo pague mais juros, distribua benesses e mesmo permita os mais descarados  roubos. Pior ainda, assistir a progressiva secessão das áreas indígenas orientadas do estrangeiro. Já se fala até em nova revolução.

Na verdade o que sustenta a Dilma é seu apoio popular (declinante mas ainda grande) e o fato de que todos os postulantes ao cargo são ainda piores.

Estamos mal!

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12 thoughts on “Esvaziam-se as esperanças no atual governo

  1. Tá difícil entender esse tal entreguismo. Claro, já virou religião.
    O fato é que o Brasil não é nenhuma ilha do tesouro e tem que concorrer com outras centenas de países que oferecem muito mais facilidades no que diz respeito à infra-estrutura e impostos baixos. Por isso nosso país está colocada entre os que mais não interessam aos investidores externos. Com isso quem fica desempregado é o povão.
    Mas quem aqui tá ligando para o povão?
    Esse negócio da religião “não entreguista” não é coisa de democracia capitalista. Se parece bastante com o fascismo e o nazismo, que eram nacionalista até o cabelo do…

  2. Se eu entendi do comentário acima, o povo brasileiro tem que depender dos investidores externos p/ ter emprego?
    E tb, para isso, tem que esquecer sua soberania?
    Lembra aqueles discursos de antigamente, tipo o que dizia que o Brasil não tinha que ter uma Petrobrás, pq não tinha petróleo e etc… Já não temos fábrica de celulares, lap tops, tablets, processadores, carros e etc…
    Este discurso está esquisito…

  3. Eu lembro dos discursos que o Brasil não tinha petróleo. Em terra não tem. Ou melhor, tem uma insignificância. Só passou a ter petróleo no mar e mesmo assim ainda importamos. O Japão e a Alemanha não tem petróleo e são dos mais ricos do mundo. Eles tem coisa melhor que o estado brasileiro nunca deu: educação científica e, com ela sim, tem a verdadeira riqueza de um povo.

    Essa gente do atraso acaba a vida do povão.

  4. O tal apoio que Dilma teria no povão não é dela, mas está associado às bolsas isto e mais aquilo. E se outro candidato prometer mais do mesmo, como fica o atual governo? Não esqueçam que o voto partidário é também o voto minoritário.

  5. O que acontece agora com o Brasil, é o velho deja vu: o welfare state indo para as cucuias, entrando agua no navio, e o colapso econômico se aproximando, inexoravelmente.
    A velha formula, os antigos vìcios: (estado pesado corrupto e incompetente, altos impostos, fraca infraestrutura, educacao de péssimo nivel, falta de competitividade, parque industrial obsoleto, encargos sociais altissimos,etc.) tudo isso somado, resulta no fracasso que se aproxima.
    Depois de 19 anos de socialismo nao se poderia se esperar outro final. Foi assim no Leste Europeu, ocorre com a Europa (Euro), e prova que o socialismo é o caminho perfeito para o retrocesso, o rumo certo de se chegar ao buraco.
    Mas os “sàbios socialistas” pedem mais socialismo, como um bêbado que pede mais uma dose, para “melhorar” o porre.
    Triste Brasil, onde os piores chegaram ao poder, munidos da mágica formula de se destruir a econmia: o socialismo.

  6. Esse desgoverno do PT já acabou. Parece Pompéia em chamas. Os mensaleiros serão algemados e presos. Lulla deixará o País e não voltará tão cedo. Dillma, assessorada pelo Collor, vai voltar a Minas. Tradução: quem sair por último, que apague a luz. O PT faliu o Brasil varonil.

  7. Sr. Ariosvaldo N. Mendes:
    Seria muito bom para ser verdade, se Lulla deixasse o pais, e se Dilma voltasse para Minas. Para a “felicidade geral da nacao”, Lula voltara, travestido de “salvador da patria”, vencendo com esmagadora maioria dos votos, e prometendo um “novo mundo possìvel”.
    Simplesmente Lula dira que nao era bem assim que se queria, que este nao foi ainda o socialismo ideal, e que um “novo e eficiente socialismo” nos aguarda no porvenir.
    Cada povo tem o governo que merece, e os brasileiros estao pagando caro pelas escolhas horrendas, a la esquerda.

  8. Senhor Pandolfini, Dus nos livre de sua praga. Mandar Dilma de volta para Minas e demais. Temos que torcer que ela vá para os Quintos do Inferno e não para Minas.

  9. BRASIL SUFOCADO NAS PERDAS INTERNACIONAIS

    Chama atenção a entrevista do economista argentino Claudio Katz, para quem o Brasil não progrediu economicamente nos últimos dez anos e deixou de ajudar na criação do Banco do Sul, que poderia capacitar melhor os recursos para o desenvolvimento da região. “O país não participa de nenhum debate sério sobre a criação de moeda comum no continente e está ausente na discussão de um projeto financeiro regional de manejo comum para uma reserva econômica”, afirma Katz. A atual crise é resultado deste modelo neoliberal que, segundo ele, pré-determina para a América Latina apenas funções de abastecedora de matéria-prima para o mercado mundial: “Os capitais estrangeiros que entram no continente, atualmente, vão direto ao setor extrativista, aos recursos naturais”. É fato que FHC e Lula não admitiam sequer discutir o vespeiro que Leonel Brizola apontava como perdas internacionais e sempre se entenderam bem nos bastidores em busca da atual polarização petucana: disputa de aparências em que dois lados ganham e perde o povo.

    CONTRADITÓRIA ETAPA DO CONTINENTE
    http://www.brasildefato.com.br/node/23843
    A entrevista de CLAUDIO KATZ

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