EUA tem condições de espionar 99% das comunicações na América Latina

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Do site WikiLeaks

De acordo com novas revelações feitas pelo ex-agente norte-americano Edward Snowden ao site WikiLeaks, a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos tem condições de espionar quase 99% das comunicações na América Latina.

De acordo com o WikiLleaks, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) viola os direitos internacionais, ao desconhecer a soberania dos países da América Latina. O escândalo surgiu em 6 de junho, depois do ex-técnico da NSA ter denunciado vários segredos que revelam um projeto de vigilância dos EUA, com os serviços de inteligência americanos obtendo acesso a comunicações privadas mantidas em Facebook, Google, Skype e outros serviços online em toda a América Latina, com destaque para o Brasil.

As revelações de Snowden à organização fundada por Julian Assange também denunciam que o governo dos EUA tem enviados pedidos à Venezuela, Bolívia, Islândia, Hong Kong e Irlanda para que entreguem o ex-técnico da NSA a Washington.

O ex-agente Snowden, que atualmente se encontra confinado à área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, solicitou um pedido de asilo temporário à Rússia, para depois viajar legalmente para a América Latina, onde Bolívia, Nicarágua, Uruguai e Venezuela oferecem-lhe asilo.

Como a situação está se prolongando, o advogado de Snowden, o russo Anatoly Kucherena, declarou nesta quarta-feira (17) que seu cliente poderia pedir a cidadania russa.

(Tradução de Valter Xéu, site Pátria Latina)

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2 thoughts on “EUA tem condições de espionar 99% das comunicações na América Latina

  1. Evo, o travesso
    O Estado de S. Paulo – 18/07/2013

    A diplomacia companheira trata a Bolívia como aquele irmão menor que, por mais inconveniente que seja, deve sempre ser perdoado por suas traquinagens. Resultado: Evo Morales, o menino travesso, sente-se cada vez mais à vontade para afrontar o Brasil. Em sua última pirraça, o governo boliviano mandou seus agentes vistoriarem três aviões da Força Aérea Brasileira que estavam no aeroporto de La Paz – uma das aeronaves estava a serviço do ministro da Defesa, Celso Amorim, em viagem oficial .Todos os casos ocorreram em 2011 – dois em outubro e um em novembro – e só agora vieram a público. Em nenhum desses episódios os agentes bolivianos pediram autorização a representantes do governo brasileiro. Simplesmente invadiram os aviões, em busca sabe-se lá de quê – os agentes eram da divisão antinarcóticos, mas há suspeitas de que as autoridades bolivianas estivessem à procura do senador Roger Pinto Molina, opositor que há mais de um ano está refugiado na Embaixada do Brasil em La Paz.
    Tais atos de violência teriam tido uma resposta à altura se o país ofendido fosse governado por dirigentes cientes de suas atribuições primárias. Mas o Brasil sob o lulopetismo é um país prisioneiro da fantasia ideológica bolivariana, que manda fechar os olhos para o comportamento irresponsável autoritário e errático de governantes como Evo Morales e o venezuelano Nicolás Maduro, para ficar somente nos personagens latino-americanos que mais amiúde frequentam o noticiário por seus atentados contra a democracia e as boas relações internacionais.
    A diplomacia nacional limitou-se a advertir a Bolívia, em dezembro de 2011, de que poderia adotar o “princípio da reciprocidade” caso houvesse nova vistoria em aviões brasileiros. Foram necessárias nada menos que três violações de soberania – porque é disso que se trata – para que o Brasil governado por Dilma Rousseff afinal se abalasse a reagir.
    Quando o fez, porém, usou o mesmo tom complacente adotado nas crises anteriores, nas quais Evo Morales, de peito estufado, bradou que suas decisões, mesmo as flagrantemente ilegais, só diziam respeito à Bolívia.
    Os exemplos dessa assimetria se multiplicam, Em 2006, pouco tempo depois de ter assistido à ocupação militar boliviana de uma instalação da Petrobrás, e ainda ouvir Evo acusar a empresa de “atividades ilegais”, sendo esta apenas uma entre tantas bravatas anti-brasileiras na ocasião, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em vez de reagir com firmeza à humilhação pública, pediu orações à Bolívia, “um país muito pobre, que precisa de ajuda”.
    A genuflexão do Brasil não comoveu Evo. Ao contrário: estimulou-o a acreditar que teria sempre o respaldo do “irmão mais velho”. No caso do senador Molina, o presidente Evo Morales negou permissão para que o opositor saia do país e ainda acusou o embaixador brasileiro, Marcel Biato, de trabalhar para a oposição boliviana.
    Em vez de reagir, o governo brasileiro trocou de embaixador, segundo informa o jornal Valor. Além disso, o mesmo Evo que não pede permissão de ninguém para inspecionar aviões oficiais brasileiros foi objeto de ruidosa solidariedade do Mercosul por ter tido seu avião oficial retido na Europa, por suspeita de que estivesse transportando Edward Snowden, procurado nos Estados Unidos após vazar informações confidenciais.
    A imagem altiva da diplomacia lulopetista – aquela que vive a dizer que seus diplomatas não se submetem a revistas nos aeroportos dos Estados Unidos – não condiz com a humilhação de ver cães farejadores bolivianos fuçando num avião oficial do governo brasileiro.
    Agora que a imprensa revelou o caso, Amorim disse que foi um procedimento “lamentável”, mas o entrevero estava sendo mantido em sigilo certamente para não expor em público mais um exemplo do mau comportamento do presidente boliviano, aquele que é um dos símbolos da chamada “revolução bolivariana”

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