Evento imperdível: funcionários do BNDES chamam Carlos Lessa para falar sobre a recuperação do banco, feita por ele em 2003/2004

Carlos Newton

Vai ser um evento extraordinário. No próximo dia 28, o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES e ex-reitor da UFRJ, vai estar de volta à sede do banco que ele presidiu por dois anos, comandando uma gestão considerada  a melhor de todos os tempos, por ter recuperado a capacidade de o BNDES influir na economia brasileira.

Quando assumiu a presidência do banco, em 2003, no início do governo Lula, Lessa encontrou o BNDES arrasado pela Era FHC. Ao invés de continuar operando como banco de desenvolvimento, a instituição passara a atuar como mero banco de investimento, apenas mais um no mercado, sem o compromisso de fomentar a industrialização e o crescimento socioeconômico do país.

No período de dois anos em que esteve à frente do BNDES, Lessa promoveu uma verdadeira revolução, fazendo com que o banco voltasse a cumprir sua missão original de defesa dos interesses nacionais. Enfrentou os banqueiros, reduziu os juros nas operações diretas do BNDES, fez uma dupla com o vice-presidente José Alencar na defesa da indústria e do agronegócio genuinamente nacional, movendo uma incessante campanha para baixar a taxa Selic e possibilitar a retomada do desenvolvimento.

Uma das modificações mais importantes foi o apoio à pequena e media empresa, através do Cartão BNDES, que começou a circular em sua gestão.

Se Lessa contar nessa palestra suas divergências com os ministros Palocci (Fazenda), Mantega (Planejamento) e Furlan (Desenvolvimento), e também as brigas com o então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é capaz de abalar as estruturas do prédio.

Sem dúvida, são verdades históricas que precisam ser divulgadas intensamente, para que se tornem conhecidas pela opinião pública, possibilitando que se faça distinção entre aqueles que defendem os interesses nacionais e os que fazem exatamente o contrário.

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4 thoughts on “Evento imperdível: funcionários do BNDES chamam Carlos Lessa para falar sobre a recuperação do banco, feita por ele em 2003/2004

  1. Numa entrevista, há alguns anos, na revista Caros Amigos, na presidência do BNDES ou recèm demitido dela por Lula, Carlos Lessa informou que tinha tentado modificar as garantias dado aos empréstimos do Banco.

    Ocorria ou ocorre assim: Tomemos como exemplo uma pavimentadora quer entrar no ramo de mineração ou petróleo.

    Para formar capital a nova empresa vai buscar recursos no BNDES e as garantias dadas ao empréstimo são avais da persaonalidade jurídica da pavimentadora.

    Lessa queria que os avais fossem das pessoas físicas detentora do controle da mineradora. No caso de calote seria penhorado as mansões, os iates, os haras dessas pessoas físicas.

    No caso de calote a penhora de cotas da pavimentadora não leva a nada e os patrimônios pessoais dos beneficiários do empréstimo ficam salvos.

    É esse o procedimento de garantia no sistema bancário.

    Por essas e outras no interesse do patrimônio público foi que Carlos Lessa foi demitido por…..Lula.

    O Doutor Luciano Coutinho que se gaba quase em toda entrevista que foram concedido tantos bilhões às empresas teria que ser arguido pelo Congresso para informar que tipo de garantia foi dado pelo Eike Batista, por exemplo.

  2. TODO AQUELE QUE TENTAR FAZER A COISA CORRETA NOS GOVERNOS DE PLANTÃO LOGO SERÁ EXTERMINADO,POIS OS COMPROMISSOS COM OS DOADORES DE CAMPANHA TEM QUE SER HORRADO E O POVO QUE PAGUE A CONTA.

  3. Ocorre que medias, pequenas e micro empresas não poderiam ter acesso ao crédito. Como Lula falou: pobre não dá calote, quem dá calote são as grandes corporações que tem um departamento jurídico muito bem relacionado. Exemplos? Globo, Grupo X, Banco Nacional, E muitos outros. Para afirmar que o BNDES está levando calote é necessário estudar seus balanços e confirmar ou não os acertos na concessão dos empréstimos.

  4. eu li que um dos motivos da queda do Dr. Carlos Lessa foi o fato de que a TJLP tem juros de 6%a.a, nessa leva os bancos intermediarios levavam/ganhavam 4% e o BNDES só 2 %

    dentre outras coisas

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