Ex-advogado de Bolsonaro alega que o delator é um “míssil teleguiado” usado para atingi-lo

Queiroz foi preso em imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro | CNN Brasil

Wassef foi denunciado pelo ex-presidente da Fecomércio

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

Alvo de busca e apreensão em operação da Lava-Jato nesta quarta-feira (9/9), o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), disse que o delator Orlando Diniz “está deliberadamente mentindo” a seu respeito.

“[Está mentindo] a mando de advogados inescrupulosos que estão usando-o como míssil teleguiado para me atingir visando atender o interesse de um outro cliente em comum. Denunciei no ano passado a uma autoridade pública o esquema e uma engenharia criminosa que estava sendo montada para usar o delator para me atingir e já existe uma investigação em curso apurando tais fatos”, frisou em nota.

LAVAGEM DE DINHEIRO – O caso é relativo à Operação E$quema S, deflagrada pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Receita Federal. Wassef não está entre as 26 pessoas denunciadas –  dentre elas, muitos advogados famosos do país, como o defensor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin –, mas foi alvo de busca e apreensão.

Investigação aponta que Wassef teria recebido com o objetivo de ocultar a sua origem recursos oriundos da Fecomércio. A suspeita contra ele é de lavagem de dinheiro.

Orlando Diniz é ex-presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), e o delator do caso investigado pela Lava-Jato. A denúncia do MPF aponta possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de R$ 355 milhões do Serviço Social do Comércio (Sesc) do Ri, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-RJ) e da Fecomércio-RJ.

BUSCA E APREENSÃO – Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Wassef, em São Paulo, e no escritório de advocacia em Atibaia (SP), local onde o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, foi preso em junho deste ano. Após prisão de Queiroz, Wassef deixou a defesa do senador no caso das ‘rachadinhas’ (desvio de salário dos servidores) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

“Nenhuma irregularidade foi encontrada e, por consequência, não houve a apreensão de nada. O mesmo se sucedeu em meu escritório de advocacia: nada foi apreendido. Não fui denunciado como os demais advogados e nada tenho que ver com nenhum esquema de Fecomércio. Jamais fui contratado pela Fecomércio ou recebi pagamentos desta entidade”, disse o advogado.

FOI CONTRATADO – Wassef alega ter sido contratado por um “renomado escritório de advocacia criminal de São Paulo que tem como dona uma conhecida procuradora do Ministério Público de SP e que sua biografia é um exemplo de integridade, retidão e honestidade, além de ter dedicado sua vida no combate ao crime como atuante promotora e procuradora de justiça que foi”.

“Todos os meus serviços, de todos os clientes, foram prestados. Meus honorários foram declarados à Receita Federal e todos os impostos pagos na totalidade. Após dois anos e meio de investigação não fui denunciado. Jamais em minha vida pratiquei qualquer irregularidade e nunca fui investigado ou respondi a qualquer processo. Sou aprovado pelo rigoroso compliance de todos os Bancos e de meus clientes”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quer dizer que o delator foi contratado para atingir o advogado Frederick  Wassef? Na minha inocência, eu pensava que o objetivo seria atingir Bolsonaro. Wassef é fichinha, mas acha que é importante, o que já é outra Piada do Ano. (C.N.)

5 thoughts on “Ex-advogado de Bolsonaro alega que o delator é um “míssil teleguiado” usado para atingi-lo

  1. Deixa eu entender uma coisa, para que serviço jurídico, a Fecomércio pagaria 150 milhões a três advogados que, nem padrão Kakay são? Embora, por mera coincidência, fossem ligados, profissionalmente a governador e presidentes. Isso que é sorte, serem escolhidos entre um milhão, duzentos e noventa mil advogados habilitados no país.
    Vejam bem, é sorte mesmo, nunca tráfico de influência nem laranjal de corruptos.

  2. Este é um affair onde a regra policial investigativa “siga o dinheiro” levaria dois emblemáticos políticos brasileiros a dividir uma cela e fazer a tão esperada aliança eleitoral do “fim do mundo”

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