Ex-corregedor da PM do RJ pede que não haja greve e sim Operação Tolerância Zero

O coronel reformado Paulo Henrique Paúl, ex-corregedor da PM do Estado do Rio de Janeiro, está usando seu blog para pedir que não seja declarada greve amanhã, mas aproveita para denunciar os constrangimentos e ameaças que estão sofrendo os PMs e Bombeiros do RJ, que são os que recebem os piores salários de todo o País, acredite se quiser.

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CONSTRANGIMENTOS E AMEAÇAS

Paulo Henrique Paúl

Prezados Policiais Militares e Bombeiros, diante da gravíssima crise que se abateu sobre a área da segurança pública no Brasil e especiamente, no Rio de Janeiro, onde são pagos os piores salários do país para PMs e BMs, nada mais natural de que os Comandos Gerais, os Comandantes, os Chefes e os Diretores, façam reuniões com os efetivos de suas IOPMs (OBMs), para orientarem os subordinados.

Infelizmente, as orientações às vezes evoluem para verdadeiras ameaças, autênticos constrangimentos, o que constituem ilegalidades.

Em 2008, após a primeira marcha democrática realizado no Rio de Janeiro por PMs e BMs no dia 27 de janeiro, circulou na PMERJ uma orientação de várias folhas incluindo crimes militares que não guardavam qualquer relação com os fatos, isso para impedir a participação na segunda marcha, que foi realizada no dia 17 FEV 2008.

Hoje pipocaram notícias de todos os lados informando que estavam sendo realizadas reuniões nos batalhões e nas UPPs para orientar a tropa. Soube que ameaças e constrangimentos teriam ocorrido aqui e ali, inclusive até ameaças de expulsão teriam aparecido no curso dessas orientações.

Bombeiros e Policiais Militares, todos sabem a minha opinião sobre a deflagração de uma greve e a minha opção pela realização de uma operação tolerância zero, mas nesse momento quero ratificar o que escrevi em artigos anteriores, quanto à enorme diferença entre a reunião do dia 9 (esta quinta) e a greve que pode ser iniciada no dia 10 (esta sexta).

Deflagrada a greve, os comandos poderão agir como a legislação determina, mas a situação é diferente quanto a impedir a participação no ato cívico-democrático previsto para quinta. Participar de um ato ordeiro e pacífico, estando de folga, em trajes civis e desarmado, é um direito de todos e de todas.

Penso que os organizadores do ato devem orientar o quanto antes os representantes de cada OPM e OBM quanto aos direitos e deveres dos PMs e BMs, inclusive com relação aos procedimentos a serem adotados em caso de qualquer abuso que restrinja a liberdade de locomoção ou qualquer outro direito. Devem ainda ter um link com os órgãos da mídia para divulgação de qualquer demora no encerramento do expediente ou de qualquer prontidão, injustificáveis.

É hora de saber muito bem o que se está fazendo. Amadorismo é sinônimo de fracasso.

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