Ex-ministro Antonio Palocci é preso na 35ª fase da Operação Lava-Jato

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Charge do Erasmo, reprodução do Arquivo Google

Deu em O Globo

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palloci foi preso na manhã desta segunda-feira por policiais federais que cumprem mandados de prisão pela 35ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de “Omertà”. A prisão de Palocci aconteceu em São Paulo. Foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Aproximadamente 180 policiais participam da operação.

A atual fase investiga indícios de uma relação criminosa entre Palocci com o comando da principal empreiteira do país, a Odebrecht, de acordo com a Polícia Federal. Segundo a PF, o investigado principal teria atuado diretamente como intermediário do grupo político do qual faz parte, gerando benefícios “vultosos” em valores ilícitos.

Uma das linhas de investigação apura as tratativas entre o Grupo Odebrecht e o ex-ministro para a tentativa de aprovação do projeto de lei de conversão da MP 460/2009 (que resultaria em imensos benefícios fiscais), aumento da linha de crédito junto ao BNDES para país africano com a qual a empresa tinha relações comerciais, além de interferência no procedimento licitatório da PETROBRAS para aquisição de 21 navios sonda para exploração da camada pré sal.

SETOR DE PROPINAS

Outro núcleo da investigação apura pagamentos efetuados pelo chamado “setor de operações estruturadas” do Grupo Odebrecht para diversos beneficiários que estão sendo alvo de medidas de busca e condução coercitiva.

Palocci é o segundo ex-ministro do governos Lula e Dilma a ser preso pelos agentes na operação. Na última semana, Guido Mantega foi detido na 34ª fase da Lava-Jato, batizada de Arquivo X.

3 thoughts on “Ex-ministro Antonio Palocci é preso na 35ª fase da Operação Lava-Jato

  1. virgilio tamberlini
    setembro 25, 2016 at 7:04 pm

    O Kinder Ovo podia dar menos bandeira…
    Ribeirão Preto – O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sinalizou neste domingo, em Ribeirão Preto (SP), que uma nova etapa da Operação Lava Jato vai ser deflagrada nesta semana. Em uma conversa com representantes do Movimento Brasil Limpo (MBL), acompanhada pelo Broadcast, sobre o futuro da investigação e da ação conjuntas entre Ministério Público Federal e Polícia Federal (PF), Moraes disse que a Lava Jato prosseguiria e emendou: “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”,—— disse o ministro em um evento de campanha do deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), candidato a prefeito no município paulista.

    virgilio tamberlini
    setembro 25, 2016 at 7:18 pm
    Brasil bem limpo, né ministro ?
    http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/executivo-diz-que-fernando-capez-e-duarte-nogueira-receberam-propina-de-10/

    virgilio tamberlini
    setembro 25, 2016 at 7:32 pm
    O ministro está fazendo um programa social, campanha para cotistas…rsrsrsr
    ” Chebabi disse que Duarte Nogueira tinha uma cota da propina “porque havia sido secretário da Agricultura do Governo de São Paulo”. “E cuja Pasta ainda permanece sob sua influência”. Capez, segundo o presidente da Coaf, recebia ‘porque mantinha relação de proximidade com Marcel’.

    • Vejam no comício de quem o ministro da justiça foi dizer ao Movemento Brasil Limpo, que haveria uma nova operação da Lava Jato…. Do São Duarte Nogueira….

      O secretário de Logística e Transportes de São Paulo, Duarte Nogueira (PSDB), a prefeita de Ribeirão Preto (SP), Dárcy Vera (PSD), e o ex-prefeito de São Carlos (SP) Oswaldo Baptista Duarte Filho (PT) estão entre os 200 políticos citados nas planilhas apreendidas pela Polícia Federal na 23ª fase da Operação Lava Jato.
      Em nota, Nogueira e Oswaldo Barba negam ter recebido doações de forma ilícita e alegam que as doações recebidas durante as campanhas eleitorais foram devidamente declaradas à Justiça.

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