Ex-ministro Carlos Gabas também foi intimado na operação Custo Brasil

Gabas é aquele que dizia levar Dilma para passear de moto

Fausto Macedo, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Mateus Coutinho
Estadão

O ex-ministro Carlos Gabas foi alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira, 23, na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato. Gabas foi ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC) do Governo Dilma, ministro da Previdência Social e já ocupou o cargo de secretário especial da Previdência Social depois que a Pasta foi unida ao ministério do Trabalho.

O ex-ministro foi um dos arrolados da Operação Custo Brasil, para apurar o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

O ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações no governo Lula), marido da senador Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi preso na mesma operação.

ONZE PRISÕES – Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

De acordo com a PF, há indícios de que o Ministério direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado.

Segundo ficou apurado, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no Ministério por meio de outros contratos – fictícios ou simulados.

INVESTIGAÇÃO EM SÃO PAULO – O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal para que a documentação arrecadada na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco II, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo. As pessoas conduzidas coercitivamente são ouvidas nas instalações da PF mais próximas dos locais em que forem encontradas.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGConforme já explicamos, são dois procedimentos de investigação. Um deles é específico, sobre Bernardo, Gabas e outros envolvidos no esquema de corrupção do Ministério do Planejmanto. Este inquérito corre na Justiça Federal de São Paulo, o juiz Sérgio Moro não tem nada a ver, e a prisão de Bernardo mostra que há outros grande juízes federais, como o que conduz a Operação Zelotes. Quanto à mulher de Bernardo, senadora Gleisi Hoffmann, seu inquérito corre no Supremo, devagar, quase parando. Por fim, quando a Carlo Gabas, é aquele ministro que se dizia íntimo de Dilma e a teria levado para passear de moto, mas depois se descobriu que era tudo conversa fiada.  (C.N.)

10 thoughts on “Ex-ministro Carlos Gabas também foi intimado na operação Custo Brasil

  1. A nota é muito pertinente, pois a grande mídia está colocando todas as operações da lava-jato no mesmo saco. A massa, quase analfabeta funcional, fica gritando que o Moro não prende a gleisi, não prende o cunha, acha que a nova novela da rede Janoblo, “As delações do machado”, são obra do Moro, e o bolo de rolo vai crescendo. Tudo para confundir.

  2. Para variar os grandes são blindados…

    Deputados usam Lulinha para blindar bancos na CPI do CARF
    Leandro Mazzini
    23/06/2016 06:12
    Um velado acordo de deputados da base e oposição na CPI do CARF, na Câmara, está blindando de convocação os grandes industriais e banqueiros alvos da Polícia Federal na Operação Zelotes.
    Funciona assim: deputados da base do atual Governo apresentam requerimentos de convocação de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula e alvo da Zelotes, em todas as sessões da comissão, e o PT e aliados derrubam.
    Como são muitos pedidos, a fila não anda, e há seis sessões a pauta trava. A reunião termina antes da análise de outras convocações.
    Na sessão de terça-feira, a CPI novamente não avaliou as convocações de André Gerdau, Luiz Trabuco (Bradesco), Joseph Safra, entre outros citados pela PF na Zelotes.
    Completa o rol de enrolados protegidos os executivos de empresas alvo da investigação como TIM, Hipermarcas, Santander, Hyundai-CAOA, Ford e BR Foods.
    Os generais da tropa que blinda os enrolados banqueiros e empresários são Heráclito Fortes (PSB-PI), Arlindo Chinaglia (PT-SP), Aleluia (DEM-BA), Baldy (PTN-GO) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) . Em tempo, Sampaio está de licença médica e não vota há quatro sessões.
    O Blog no Twitter e no Facebook

  3. Esse já foi tarde…

    ” Por sua vez, Nelson Luiz de Oliveira Freitas já estava na mira dos investigadores por suposto recebimento de propina em contrato da Postal Saúde, responsável por gerenciar o plano de assistência médica dos funcionários dos Correios. O empresário Dércio de Souza e sua empresa, a JD2, já haviam sido alvo de busca e apreensão na Pixuleco por terem sido destinatários da propina da Consist.” ( OPESP ).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *