Excesso de consumo é a ameaça cada vez maior à sobrevivência da humanidade

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Pedro A. Ribeiro de Oliveira
Blog do Leonardo Boff

Trago uma visão estrutural dos acontecimentos porque assim se coloca em evidência a lógica do processo histórico em que esses acontecimentos estão inseridos. É claro que toda previsão vem carregada de incertezas, mas acredito que uma previsão assentada em análise estrutural é mais confiável do que aquela que se fia apenas em informações desconectadas entre si.

Distingo três planos estruturais: o sistema de vida da Terra, o sistema-mundo com seu modo de produção e consumo capitalista, e o sistema – social, político, cultural e econômico – que chamamos Brasil. É claro que nos interessa especificamente o último sistema, mas não podemos esquecer que ele está subordinadamente integrado nos dois outros. Por isso, farei breve menção das mudanças conjunturais em cada um deles. Na conclusão indico algumas implicações práticas para quem se identifica com as lutas das classes trabalhadoras, dos povos originários e dos grupos socialmente discriminados.

VIDA NA TERRA – Tornaram-se frequentes os sinais de mudanças estruturais no sistema Terra. Ano passado, ao abrir a reunião da COP-24, em Katowice, Polônia, disse o secretário-geral da ONU: “Estamos em apuros. Estamos em grandes apuros com as mudanças climáticas”. Sua visão global, como a do Papa, lhe permite avaliar o que seja uma catástrofe climático-ambiental. E sabe que ela poderá acontecer ainda antes de 2050, se não forem tomadas as medidas recomendadas pela comunidade científica internacional – medidas que as megacorporações não aceitam porque prejudicam seus lucros (como vimos agora em Brumadinho).

A situação se agrava porque os Estados nacionais dão mais importância ao crescimento da economia do que ao equilíbrio ecológico. O caso dos atuais presidentes dos EUA e do Brasil é emblemático, mas muitos outros governantes também se curvam diante das imposições das forças econômicas que dominam o mercado capitalista.

QUESTÃO POLÍTICA – Ainda não nos habituamos a entender a questão ambiental como uma questão política, e isso reduz muito nosso campo de visão. É preciso ampliar nossas categorias de pensamento para deixar de considerar a Terra como coisa e perceber nosso Planeta e comunidade de vida como sujeito histórico e detentor de Direitos próprios. Entender que a Terra está sofrendo e que esse sofrimento atinge também a espécie humana.

Tudo se passa como se a espécie homo sapiens esteja a pressentir sua extinção e por isso dá vazão a comportamentos irracionais como o ódio aos semelhantes, a voracidade do consumo, o livre trânsito da pós-verdade, o refúgio no mundo virtual e outras práticas que destroem a própria comunidade humana.

Mas esse mesmo pressentimento tem seu lado positivo: favorece a tomada de consciência de ser a Terra sujeito de direitos e ser vivo do qual a espécie humana faz parte.

CARTA DA TERRA – Essa consciência se expressou na Carta da Terra, elaborada por um grupo que falava em nome dos Povos da Terra e que foi publicada em 2000. Essa consciência de sermos Terra “que pensa, dança, ama e venera”, como diz L. Boff, nos ajuda a recuperar concepções ancestrais como o Sumak Kawsay (Bem-Viver) e a descortinar novos horizontes de uma sociedade planetária.

Esses dois tipos de atitude frente ao pressentimento da catástrofe estão presentes na atualidade e não podem ser ignorados, embora não sejam perceptíveis ao senso-comum nem se tornem notícias de impacto na vida cotidiana.

DESTRUIR E CONSTRUIR – Cruel para a Terra e para os pobres, é que as forças de destruição são mais potentes do que as forças de construção: é muito mais fácil e rápido destruir o que existe, do que construir algo novo. Esta é a realidade de 2019.

Atenção: Essa realidade de âmbito planetário deve ser tomada a sério porque ainda é possível ao menos amenizar a catástrofe ambiental que se anuncia. No mínimo, ela precisa ser vista como um obstáculo intransponível ao crescimento econômico de médio e longo prazo, como o projeto chinês da nova rota da seda, que prevê investimentos estimados em US$5 trilhões em 30 anos. Por isso, falar do assunto pode ser incômodo, mas é tarefa de toda pessoa que toma consciência dessa catástrofe que se aproxima.

11 thoughts on “Excesso de consumo é a ameaça cada vez maior à sobrevivência da humanidade

  1. Vamos falar sério:

    Ipojuca Pontes

    Iria escrever sobre a cultura oficial levada para trás pelo ministro Osmar Terra, conivente com o nocivo aparelhamento burocrático esquerdista dentro do setor, mas faço uma pausa, conforme prometido, para tratar das ponderações do leitor Julio Maciel sobre o “aquecimento Global”.

    O leitor considera que “o aquecimento global não é uma balela: temos o lixo ordinário de cada dia (…) e se não mantermos ermos a casa ou o meio ambiente o menos sujo possível (…), haverá consequências”. Ele lembra a poluição desordenada da atmosfera de Cubatão, os problemas ambientais causados pela chuva ácida na industrializada Europa, o ar irrespirável de Pequim etc. etc. No final, lucidamente, pondera: “O planeta é a nossa casa, estruturada em leis naturais. Rompidas tais leis, tais princípios, será o desastre”. Por fim, antes de enveredar por questões gerais a serem enfrentadas pelo novo governo, observa: “Nem tudo é gramsciano ou distorção ideológica”.

    Concordo com muitas considerações do leitor. Concordo e tento cumprir minha parte. Por exemplo: no prédio onde moro (habitado por inúmeros ecologistas) eu sou, segundo o porteiro, o único morador que recolhe o lixo seco, o lixo orgânico e as garrafas de plástico e de vidro, tudo em separado, para coleta e reciclagem do pessoal da Comlurb. Dá trabalho, mas vale a pena.

    O problema é que esse tipo de precaução, que impede a poluição criminosa de rios e dos oceanos, em nada tem a ver com o “aquecimento global”, fenômeno climático que, segundo a facciosidade ambientalista, seria provocado pela emissão do CO2, gás carbônico capaz de aumentar a retenção dos raios solares na atmosfera, o que elevaria a temperatura do planeta – a gerar, assim. tempestades, inundações, furacões e a degradação do meio ambiente.

    Pura mistificação. Como sabe qualquer estudioso isento, o CO2 (dióxido de carbono) não contribui em nada para o aquecimento global: não é gás poluente, não é gás tóxico nem, muito menos, gás venenoso. De fato, o CO2 preserva as plantas e a vegetação ajudando, por extensão, a produtividade agrícola.

    Só para lembrar: em março de 2012, se insurgindo contra o que chamavam de “a grande farsa do aquecimento global”, cinquenta cientistas especializados em climatologia, gente de idoneidade comprovada e representante de instituições científicas renomadas, enviaram carta aberta ao administrador da NASA, o honorável Charlie Bolden, solicitando que a Agência Espacial Americana se abstivesse de incluir observações não comprovadas em suas publicações. em especial as que se reportavam ao CO2 como causa principal das mudanças climáticas – de resto, no entendimento dos cientistas, uma falácia nunca comprovada e cuja divulgação só causava dano à NASA, aos seus funcionários e à reputação da própria ciência.

    Por sua vez, o Professor Luiz Carlos Molion, representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial, apoiado em dados concretos e navegando contra a onda ambientalista, declarou no UOL Ciência que não é o CO2 que comanda o clima global, mas, sim, o sol, fonte principal de energia para todo o sistema climático. Diz o PHD em Meteorologia Luiz Carlos Molion:

    – Se eu pegar os oceanos, os polos e mais a vegetação do planeta, isto soma a emissão de 200 bilhões de toneladas de carbono irradiadas por ano. O homem coloca no ar apenas seis bilhões, 3% do que os ambientalistas chamam de aquecimento global. Atualmente, ao contrário do que se diz, o sol, em baixa atividade, está contribuindo para o esfriamento da terra e não para o seu aquecimento. E quando aumenta a concentração de CO2, a temperatura tem se mantido estável.

    Já o cientista britânico Phil Jones, tido como ambientalista fervoroso e diretor da Universidade da Anglia Oriental, braço direito do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (órgão da ONU), revelou a um colega ter se escorado num “truque” para esconder do relatório enviado ao Painel nada menos que o “real declínio da temperatura global” – fato que gerou em 2009 o rumoroso “Climagate”, escândalo que levou ao total descrédito a Cúpula de Copenhague, uma edição Europeia da falida Rio-20.

    Baseado em tais fatos, o Dr. Roy Spencer, outro membro da NASA, ofereceu uma pertinente explicação: “Os cientistas climáticos e as ONGS ambientalistas descobriram um ‘problema’ para angariar fundos bilionários”. Para Spencer, a criminosa manipulação de dados científicos tornou-se uma prática corriqueira entre ambientalistas “tendo por objetivo apontar o homem como responsável pelo aquecimento global”. Tem muita grana nesse negócio.

    Faz sentido. Na Rio+20, que testemunhei, além dos ambientalistas, políticos, cientistas sociais, gays, lésbicas, maconheiros e representantes de outras minorias, prevaleceu o debate sobre o mercado de carbono, as compensações pela exploração da biodiversidade e os mecanismos de emissões do gás. Em suma, numa agenda marcada por interesses econômicos, o circo ambientalista queria levantar dos paises inscritos cerca de US$ 30 bilhões para continuar espargindo o catastrofismo ecológico.

    Não foi por outra razão, aliás, que o Chefe-Geral da Embrapa Territorial, Evaristo Miranda, com centenas de trabalhos publicados no Brasil e no exterior, denunciou que 70% das terras brasileiras (um território de 871.576.705 KM2) nunca pertenceram ao agronegócio. De fato, 30% delas são áreas de proteção ambiental controladas pela ONU; 18%, são ocupadas por 600 áreas indígenas nas mãos da Funai Vermelha; 18%, estão nas mãos do Incra manobrado pelo terrorista João Pedro Stédile e congêneres, arauto da reforma agrária que o tornou o maior latifundiário do planeta (informa o Incra que são 9. 500 assentamentos). Há ainda espaços considerados terras devolutas, outras tomadas pelos quilombolas (que começaram com 8 assentamentos e agora são 296) etc. etc.

    O Chefe da Embrapa presta ainda informação valiosa: na Europa e nos Estados Unidos, em meio à crise mundial de alimentos, as associações de produtores agrícolas investem milhões
    de dólares para impedir a expansão da agricultura brasileira através da sistemática atuação das Ongs, que, por aqui, ultrapassam a casa das 820 mil – um número espantoso. Uma delas, a de plantadores de milho dos EUA, ao recusar subsídios ofertados pelo Tio Sam, promoveu o programa “Farms here, Forests there”, ou seja, em tradução livre: nós queremos aqui fazendas produtivas; as florestas, deixem por lá.

    Em suma, com apoio da mídia esquerdista, a hegemonia ambientalista avança furiosa, mas, como se diz, em ciência não há consenso. Os climatólogos, devido às correntes oceânicas, avaliam que há ciclos de esfriamento e ciclos de aquecimento de 30 em 30 anos. No momento, admitem que estamos caminhando para uma nova era glacial – o que é péssimo para vegetação e a sociedade.

    Bem, o que tem Gramsci com tudo isso?

    Tudo. Il Gobbo, pai da “filosofia da práxis”, insistia na criação de um novo “senso comum” para subverter todo o sistema de relações intelectuais e morais. Para o comunista italiano, todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, só na medida em que serve – ou não – para aumentar o poder do moderno Príncipe (o PC). Roubar, matar, aterrorizar e mentir (na área ambiental, também) faz parte da agenda criminosa.

    (*) Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos.

  2. COMENSALISMO NA SUPERPOPULAÇÃO

    Damião e Cosme são irmãos gêmeos. Ambos contraíram matrimônio quase que simultaneamente. Devido à obra do acaso, os dois casaram com mulheres estéreis. Sentindo-se desconfortados por não terem um filho, Damião e a esposa decidiram adotar uma criança. Secundando o exemplo do primeiro, o casal Cosme também resolveu aderir ao processo de adoção. Mas com uma diferença: como a renda familiar do segundo casal era cinco vezes superior à do primeiro, assim, Cosme tomou cinco guris; todos com a mesma idade do pupilo de Damião.
    DEDUÇÃO ERRÔNEA:
    Certa ocasião, em conversa com Damião, Cosme ouviu o seu mano dizer que o dispêndio com o único filho adotado era de R$ 120,00 ao mês. Cosme, por seu turno, fez uma rápida regra de três direta, através da qual projetou em R$ 600,00 (120 x 5) mensais a despesa com sua meia dezena de pimpolhos. Dali, então, passou a monitorar o gasto médio, mensal, com os seus cinco; chegando a R$ 900,00 (50% além do previsto). Perplexo diante do resultado, Cosme tentou, em vão, contrair os números. Observando, examinando, descobriu o porquê da sua falsa estimativa: ocorre que, quando se trata de um grupo disputando os mesmos interesses, aí entra em cena uma competição predatória (uma forma de esperteza preventiva) entre os indivíduos, cuja conseqüência principal é a oneração no bolso do provedor. O mesmo fenômeno não se verificava com Damião, porque ele era mantenedor de apenas um dependente, concorrente de si mesmo.
    Agora, comparemos o pobre Cosme à mãe natureza; superlotada com mais de 7.500.000.000 “humanóides”, distribuídos em famílias diferentes, travando uma luta de vale-tudo para sobreviverem e/ou acumularem bens. E à medida que incha o número de competidores, as oportunidades ficam mais escassas. Tal paranóia sugere a cada elemento a constatação de que, valores como: solidariedade, ética, pudor, senso ecológico etc., passam a representar freios àqueles maratonistas, cuja obsessão maior, nesta corrida tresloucada, é deixar o seu concorrente para trás. Apenas para ilustrar: quando dois cavaleiros disputam o primeiro lugar, a princípio, os grandes perdedores são os cavalos (a natureza), as vítimas de chibatadas e açoites dos seus montadores. Todavia, a “vingança” dos cavalos é, quase sempre, certa. Pois, ao serem superexcitados a competir, muitas vezes, acabam tropeçando e lançando seus cavaleiros algozes (os homens) por terra.
    Isso nos leva à seguinte inferência: as grandes mazelas contemporâneas caminham sobre o tripé constituído pela superpopulação (a causa), pelo consumismo (a concausa) e pela degradação ambiental ou entropia (a conseqüência).
    Aliás, a ocupação da terra pelos seres humanos não deveria ser mensurada na razão: habitantes por quilômetro quadrado. Passamos a viver o colapso a partir do momento em que as fontes vitais perderam a capacidade de suprir a nossa demanda, de forma in natura. Para satisfazer a ganância de quem produz; e a necessidade de quem consome, o homem passou a recorrer ao milagre da química, por exemplo. E isso trouxe um preço pernicioso à harmonia ambiental, incluindo os elementos dos três reinos. Porquanto, mesmo que não haja mais nenhuma medida capaz de reparar os estragos já perpetrados, ainda assim, controlar drasticamente a taxa de natalidade global (entre humanos) seria uma forma de evitar o pior (como haviam preconizado Thomas Malthus, Friedrich Nietzsch e Jeremy Nifkin). Este último defende, para o planeta terra, um contingente ideal de no máximo 2.000.000.000 de pessoas; cerca de 5/19 ou 26,3% da população atual (7,6 bilhões). Embora saibamos que tal castração possa-nos parecer inexequível. Pois ela iria entrar em rota de colisão com o próprio instinto de multiplicação da espécie. Ademais, ora, os governos usam seus quantitativos populacionais como trunfos para obter vantagens nas negociações internacionais. Quem gostaria de perder um negócio com a China? Mas, sobretudo, uma redução de tamanha magnitude, iria enfrentar a sabotagem das forças que movem o mundo: megaempreendimentos, religiões e política. Para essa trindade dominante, cada indivíduo que nasce é um potencial consumidor, crendeiro e eleitor respectivamente. Coincidentemente, são estas três vertentes o financiador daquela que se autoproclama a formadora ou manipuladora das opiniões – A GRANDE MÍDIA. Alfim: minimizar a preferência por produtos de origem estadunidense, já que é a única nação a negar-se sistematicamente a assinar quaisquer protocolos que tratem de reduzir a emissão de poluentes, ao contrário: os EUA fomentam o consumismo insano.
    Por outro lado, apesar de os eventuais entraves sobrecitados, resta à geração vigente aliar-se, em defesa da sua própria causa existencial, com a lei que revoga as demais – A LEI DA SOBREVIVÊNCIA. Porque, do jeito que a coexistência cosmopolita vem-se arruinando, não vai demorar muito para quem ficar vivo comemorar a morte de mais um que se foi. Ou, na pior das hipóteses, torcer para que a própria antropocidade provoque as catástrofes reguladoras, naturais, da densidade demográfica, como: pandemias, tsunamis, furacões, inundações, secas etc., ocorram com maior frequência e intensidade. Assim, mais do que sempre, a vida passará a ser o acaso duma “roleta russa”.

    O nome COSME significa COSMO, MUNDO, UNIVERSO…

    • “Passamos a viver o colapso a partir do momento em que as fontes vitais perderam a capacidade de suprir a nossa demanda, de forma in natura. Para satisfazer a ganância de quem produz; e a necessidade de quem consome, o homem passou a recorrer ao milagre da química, por exemplo. ”

      -Verdade.
      -Hoje as vacas não dão leite como no tempo dos nossos avos!
      -Hoje o leite é extraído com máquinas sugadoras e a custa de hormônios!

      Mas fazer controle de natalidade é blasfêmia em uma sociedade que adora um curral eleitoral.

  3. Se não fosse o consumismo americano e seu cristianismo verdadeiro, os povos miseráveis da África andariam nus ou quase.
    São milhões de toneladas de roupas doadas pelos americanos para aquele continente. E não são roupas velhas, muitas vezes até sem uso, devido ao grande consumismo que ocorre nos EUA, graças a Deus.
    Hoje até no Brasil sobra objetos de consumo , até novos, que são doados aos carentes.

    O negócio de Boff é sabotar Cristo e ponto final.

  4. Boff deveria escrever sobre o Lula. Um dia o admirei e achei que realmente o discurso de preocupação com os pobres era verdadeiro. Hoje sei que da mesma forma que Lula, seu discurso é vazio e mentiroso. Lamentável e triste.

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