Há fabulosas riquezas a serem distribuídas, mas com esses juros altos…

Welinton Naveira e Silva

Por conta do imenso egoísmo do homem, junto com boa dose de burrice e insanidade, o maravilhoso planeta que Deus nos presenteou, passou a ser um lugar injusto, perigoso, violento, poluído e inseguro. Sem darmos conta da tragédia da política econômica capitalista mundial, já engatilhamos a chegada da derradeira hora a ser anunciada pelo clarão das bombas nucleares.

Nessa evidente insanidade, sequer atingimos o mínimo nível de compreensão que se poderia evitar o “juízo final”, simplesmente percebendo que o único responsável pela previsível catástrofe, é a miséria evidenciada em quase 4 bilhões de excluídos. As questões econômicas são mãe e o pai dos excluídos, e da violência, de todas as formas e dimensões, inclusive, das revoltas, revoluções e guerras.

Como não poderia deixar de ser, a economia brasileira está interligada nesse alucinado cenário econômico mundial, além disso, somos uma nação capitalista desarmada (sem poder de fogo nuclear). E Lula, homem simples, de poucos estudos, possuidor de boa dose de nacionalismo e de grande inteligência, percebeu que a economia brasileira deveria ser irrigada com bastante capital de baixo para cima. Não de cima para baixo, como sempre foi, ao gosto das elites. Nesse sentido, providenciou e/ou reforçou diversos expedientes e mecanismos, inclusive, a ampliação da Bolsa Família, humano e hábil. Deu bons resultados.

Dilma segue a mesma rota, com ampliações, ajustagens e correções. Por conta desse modo simples, as classes, “C” e “D”, passaram a ter melhor poder de consumo. Juntas, já ultrapassaram o poder de consumo das classes “A” e “B”.

Apesar dos “milagres” alcançados, continuamos com uma fantástica demanda reprimida, muito além da capacidade dos meios de produção de riquezas existentes no Brasil. Sem medo de errar, cerca de 160 milhões de consumidores estão carecendo de quase tudo, dos mais simples aos mais sofisticados produtos, mercadorias, bens e serviços, passando pela alimentação, vestuário, comunicação, transporte, eletrodomésticos, higiene, habitação, educação, saúde, beleza, lazer, turismo, segurança etc.

Na outra ponta da sociedade de consumo, situam-se os meios de produção, indústria, comércio e serviços, querendo produzir e vender milhares de produtos, bens e serviços, de todos os tipos e natureza. Mas a sociedade de consumo só pode tornar-se viável, forte e estável, se tiver uma significativa massa de trabalhadores empregados e com poder de compra. Essa é a essência e o fundamento da sociedade de consumo.

Não bastasse a crise externa, perigosa e ampla, justo numa hora dessas, ficou complicado fortalecer o nosso poder de consumo, seguindo as regras do capitalismo, principalmente pelas características do modelo econômico vigente, implantado por FHC/PSDB.

Pelo fato deste modelo ter sido estruturado com base na natureza de juros altos, tem resultado nas mais altas taxas existentes na economia mundial, há anos, inviabilizando a nossa indústria, comércio e consumo. Impossibilitando o nosso acelerado crescimento econômico, a invejáveis níveis da China. Além desse enorme desastre, possibilita brutal transferência de nossas riquezas para as mãos dos banqueiros.

Juros altos produzem arrocho econômico, desemprego, redução da oferta de produtos e de serviços, sob o antigo e desgastado pretexto de conter a inflação. A cada aumento de poder de consumo da população, o velho fantasma da inflação retorna, pelo aumento da demanda sem a existência da corresponde oferta de produtos e bens. Aí, novamente o governo aumenta os juros, freando o incipiente crescimento de nossa economia, voltando tudo atrás. Loucura total. Sair desse círculo vicioso, dentro das regras do sistema capitalista, eis o maior desafio da presidente Dilma. Mas tem saída. Claro que tem. Basta nacionalismo, competência e muita coragem.

 

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