Fachin não acatou a prisão de Aécio, mas mandou prender a irmão e o primo

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Fachin tomou a decisão na própria quarta-feira

Rafael Moraes Moura
Estadão

Ao afastar Aécio Neves (PSDB-MG) da função parlamentar ou “de qualquer outra função pública”, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs outras duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS; e a proibição de se ausentar do País, devendo entregar seu passaporte.

O Broadcast Político teve acesso a trecho da decisão de Fachin que somente afastou Aécio Neves do mandato de senador e determinou a prisão de sua irmã, Andrea Neves; de Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador; e de Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG)

MÁXIMA DISCRIÇÃO – O ministro também determinou que os mandados ocorressem com a “máxima discrição” e com a “menor ostensividade”.

“Deverá a autoridade policial responsável pelo cumprimento das medidas tomar as cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública. Não se tratando as pessoas em desfavor de quem se impõe a presente medida, de indivíduos perigosos, no sentido físico, deve ser evitado o uso de algemas”, ressaltou o ministro em sua decisão.

Fachin também pediu que o plenário do STF analise “no tempo mais breve possível” a deliberação da matéria.

RECURSO – “Determino, desde logo, que o Gabinete proceda à inclusão incontinenti em pauta, à luz do calendário como definido pela Presidência, eventual recurso em face desta decisão, a fim de que, no tempo mais breve possível, seja ao exame e à deliberação do colegiado do tribunal pleno submetida a matéria em tela, assim que instruída, se necessário for, a irresignação recursal respectiva”, escreveu Fachin.

“Após a execução das medidas cautelares aqui estabelecidas, deverá a autoridade policial e/ou Ministério Público Federal comunicar a este Relator, quando será apreciado o pedido de levantamento de sigilo dos autos”, afirmou Fachin.

 

O ministro encerrou o despacho citando o jurista romano Ulpiano: “Esses são os preceitos do direito: viver honestamente, não causar dano a outrem e dar a cada um o que é seu”.

11 thoughts on “Fachin não acatou a prisão de Aécio, mas mandou prender a irmão e o primo

  1. “Esses são os preceitos do direito: viver honestamente, não causar dano a outrem e dar a cada um o que é seu”.

    -Deveria existir um alto-falante em cada gabinete do STF para repetir, interruptamente, esses preceitos.

  2. O ministro Fachin citou o jurista romano Ulpino, para tomar medidas corretas. Sugiro que ele ouça um famoso e conceituado jurista Aopiano e depois leia suas magnificas teses publicadas aqui na TI

  3. A meu ver, Francisco Vieira Brasília- DF foi direto no ponto principal dos escândalos que estamos assistindo, desolados, com a ganância dos homens públicos quando no exercício do poder.

    Inclusive, esquecidos que não levam nada no caixão quando se despedem da vida, momento tão rápido que nos é concedido sem prazo de validade anunciado…

  4. URGENTE! URGENTÍSSIMO!!!
    DO SITE DO CLÁUDIO HUMBERTO, ABSOLUTAMENTE BOMBÁSTICO!!!!

    ÁUDIOS DA JBS
    TRANSCRIÇÃO DE CONVERSAS MOSTRA TENTATIVA DE AÉCIO DE BARRAR LAVA JATO
    ANISTIA A CAIXA 2 TAMBÉM FOI TEMA DA CONVERSA DE AÉCIO E JOESLEY
    Publicado: 18 de maio de 2017 às 18:36 – Atualizado às 18:37
    Redação

    ANISTIA A CRIMES RELATIVOS À PRÁTICA DE CAIXA 2 TAMBÉM FOI TEMA DA CONVERSA
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    Parte da conversa entre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o empresário delator Joesley Batista, da JBS, mostram articulação para anistiar de vez os crimes relativos à prática de caixa 2 em campanhas eleitorais, tanto para os políticos quanto para os doadores, segundo transcrição divulgada pelo site BuzzFeed. A iniciativa seria incluir “na marra” a anistia nas Dez Medidas contra a corrupção.
    No texto, Aécio faz críticas aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e ao ministro da Justiça, Osmar Serraglio. Confira abaixo os trechos divulgados.

    Aécio — Esses vazamentos, essa porra toda, é uma ilegalidade.

    Joesley — Não vai parar com essa merda?

    Aécio — Cara, nós tamos vendo (…) Primeiro temos dois caras frágeis pra caralho nessa história é o Eunício [Oliveira, presidente do Senado] e o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara], o Rodrigo especialmente também, tinha que dar uma apertada nele que nós tamos vendo o texto (…) na terça-feira.

    Joesley — Texto do quê?

    Aécio — Não… São duas coisas, primeiro cortar o pra trás (…) de quem doa e de quem recebeu.

    Joesley — E de quem recebeu.

    Aécio — Tudo. Acabar com tudo esses crimes de falsidade ideológica, papapá, que é que na, na, na mão [dupla], texto pronto nãnã. O Eunício afirmando que tá com colhão pra votar, nós tamo (sic). Porque o negócio agora não dá para ser mais na surdina, tem que ser o seguinte: todo mundo assinar, o PSDB vai assinar, o PT vai assinar, o PMDB vai assinar, tá montada. A ideia é votar na… Porque o Rodrigo devolveu aquela tal das Dez Medidas, a gente vai votar naquelas dez… Naquela merda das Dez Medidas toda essa porra. O que eu tô sentindo? Trabalhando nisso igual um louco.

    Joesley — Lógico.

    Aécio — O Rodrigo enquanto não chega nele essa merda direto, né?

    Joesley — Todo mundo fica com essa. Não…

    Aécio — E, meio de lado, não, meio de leve, meio de raspão, né, não vou morrer. O cara, cê tinha que mandar um, um, cê tem ajudado esses caras pra caralho, tinha que mandar um recado pro Rodrigo, alguém seu, tem que votar essa merda de qualquer maneira, assustar um pouco, eu tô assustando ele, entendeu? Se falar coisa sua aí… forte. Não que isso? Resolvido isso tem que entrar no abuso de autoridade… O que esse Congresso tem que fazer. Agora tá uma zona por quê? O Eunício não é o Renan.

    Joesley — Já andaram batendo no Eunício aí, né? Já andaram batendo nas coisas do Eunício, negócio da empresa dele, não sei o quê.

    Aécio — Ontem até… Eu voltei com o Michel ontem, só eu e o Michel, pra saber também se o cara vai bancar, entendeu? Diz que banca, porque tem que sancionar essa merda, imagina bota cara.

    Joesley — E aí ele chega lá e amarela.

    Aécio — Aí o povo vai pra rua e ele amarela. Apesar que a turma no torno dele, o Moreira [Franco], esse povo, o próprio [Eliseu] Padilha não vai deixar escapulir. Então chegando finalmente a porra do texto, tá na mão do Eunício.

    Em outro trecho, o empresário questiona a capacidade do ministro Osmar Serraglio (Justiça).

    Joesley — Esse é bom?

    Aécio — Tá na cadeira (…). O ministro é um bosta de um caralho, que não dá um alô, peba, está passando mal de saúde pede pra sair. Michel tá doido. Veio só eu e ele ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio, porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (…). Porque aí mexia na PF. O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João.

    Joesley — Pro João.

    Aécio — É. O Aécio vai pro Zé (…)

    [Vozes intercaladas]

    Aécio — Tem que tirar esse cara.

    Joesley — É, pô. Esse cara já era. Tá doido.

    Aécio — E o motivo igual a esse?

    Joesley — Claro. Criou o clima.

    Aécio — É ele próprio já estava até preparado para sair.

    Joesley — Claro. Criou o clima.

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