Falta de liderança competente na Câmara preocupa Dilma

Bancada do PT é um deserto de homens e ideias

Hédio Ferreira Jr.
Correio Braziliense

Enquanto a oposição entra em 2016 articulada e disposta a não facilitar a vida da presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment em tramitação na Câmara dos Deputados, o PT sinaliza mais uma vez que o governo deverá enfrentar dificuldades com a falta de uma liderança aguerrida e capaz de barrar o movimento dos seus adversários.

A menos de um mês para a escolha dos novos líderes das bancadas, falta consenso no Partido dos Trabalhadores para a definição de quem será seu representante — em um ano que tende a ser o mais difícil para o Palácio do Planalto. Somente em 2 de fevereiro, os petistas se reunirão para eleger o novo representante da bancada, enquanto o PSDB fechou 2015 com Antônio Imbassahy (BA) à frente dos tucanos na volta do recesso parlamentar.

No PT, o acertado era que a corrente Mensagem ao Partido faria a próxima indicação, que no ano passado foi exercida por Sibá Machado (AC). Mas, como os próximos meses deverão ser de enfrentamento e de grande resistência do governo frente à oposição, deputados da legenda defendem nos bastidores a quebra desse acordo e a construção de um nome com real poder de articulação entre a própria bancada, o Palácio do Planalto e, principalmente, os movimentos sociais. Tudo isso na tentativa de minar a força da oposição focada em aniquilar o PT do poder do país. Mas o problema é: quem?

TUDO TRANQUILO?

“Temos bons nomes e não estamos retardados na escolha desse articulador, está tudo tranquilo”, desconversa o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), um dos parlamentares cotados para disputar a vaga de líder. Além dele, são citados Reginaldo Lopes (MG) e Afonso Florence (BA).

Serão os novos líderes os responsáveis por apresentar os nomes que vão compor a comissão especial do impeachment — daí a importância de o governo estar bem articulado na sua base para impedir que o processo vá para a frente e chegue aprovado ao Senado. Além do PSDB, que passou por um processo apertado de eleição do novo líder no fim de dezembro, o PR decidiu, por unanimidade, na bancada, reconduzir Maurício Quintella (AL) ao cargo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como diria o grande ministro Oswaldo Aranha (grande mesmo, inclusive na estatura), a bancada do PT na Câmara tornou-se um deserto de homens e ideias. O líder do PT hoje é o acriano Sibá Machado, um parlamentar inexpressivo e despreparado, e o líder do Governo é o cearense José Guimarães, que ficou nacionalmente conhecido como o deputado dos dólares na cueca. Sem comentários. (C.N.)

9 thoughts on “Falta de liderança competente na Câmara preocupa Dilma

  1. Que injustiça !
    Falta de respeito com o GRANDE LÍDER Sibá Machado. Um dos políticos mais cultos,inteligentes e brilhantes da História do Brasil ! Comparado a ele Rui Barbosa é um analfabeto !

  2. Coisa que petista nunca teve ideias. Quanto comparar a um deserto discordo desta afirmativa. Pois, tem muitos desertos são ricos em biodiversidade. Eu comparo o pt mais a um lixão.

  3. O grande problema de Dillma é escalar alguém que não será, em seguida, preso. Como os mais espertos não querem segurar a bomba, muitos são ruins de demais e outros idiotas demais, talvez ella tenha de “adquirir” algum de outro partido da base.
    Também acho que, no nível do governo, dos aliados e pelo haverão de passar nos próximos meses, meu voto vai também para SIBÁ MACHADO, o poliglota. Fala várias línguas: a nacional, a acreana e o dilmês.

  4. Sibá Machado, deputado pelo Estado do Acre, não é acreano, mas piauiense da cidade de União, centro-norte do estado.
    Não que isso infulencie em suas desastrosa atuação como parlamentar e líder do governo, pois esta é fruto de seu petismo sem limites, origem de toda a sua idiotice.

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