Falta o torpedo final para destruir o PT

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Charge do PW (pwdesenhos.com.br)

Carlos Chagas

Cada vez que a Operação Lava Jato manda prender um dos marechais do PT, quantos companheiros desistem e se desligam da legenda, formal ou informalmente? Centenas ou milhares? A degola de Antônio Palocci constitui-se numa explosão de  profundas consequências para  o partido, menos porque o ex-ministro será condenado à  prisão por longo período, mais porque, depois dele, só resta mesmo disparar o torpedo final sobre  o Lula. Nessa hora, estará acabado  o PT. Esse golpe de graça ou petardo definitivo, porém, exige tornar o ex-presidente  inelegível  por via  judicial.

Por enquanto, a sobrevivência do PT liga-se à sorte do Lula. Procuradores, Polícia Federal, Ministério Público e Receita atuam para levar o combate às últimas consequências, ou seja, ao afastamento do Lula da vida política. É o embate derradeiro, ainda de resultado inconcluso.

ACUSAÇÕES – Afinal, as acusações contra o primeiro-companheiro, por enquanto costeando  o alambrado, restringem-se a um apartamento triplex cuja propriedade ele nega,  e ao armazenamento de presentes recebidos durante seus dois mandatos na presidência da República. Crimes, é claro, mas nada parecido com os  praticados por Antônio Palocci, orçados em mais de uma centena de milhões carreados para  seu bolso e para o partido. Daí para trás, até chegar a José Dirceu, há munição capaz de implodir o Partido dos Trabalhadores, desde que disparado o último torpedo.

Os petistas aferram-se à possibilidade de blindar seu chefe maior para levá-lo até a próxima sucessão presidencial.  Difícil é, mas impossível, não será.

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