Farra dos passaportes diplomáticos nos Três Poderes continua a ser tradição

Procuradoria dá aval ao passaporte diplomático de Edir Macedo ...

Principais pastores da “fé” só viajam com passaporte diplomático

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Enquanto o Ministério da Economia tenta aprovar medidas de arrocho fiscal e segue com o planejamento da agenda reformista, os demais Poderes continuam gastando com privilégios e regalias. Uma delas é o passaporte diplomático, oferecido como cortesia aos parlamentares em exercício e a seus familiares.

Com 513 cadeiras ocupadas, a Câmara dos Deputados bancou a emissão de 1.028 documentos, segundo levantamento do Ranking dos Políticos, mais que o dobro do estritamente necessário.

DECRETO DE LULA – O decreto 5.978/2006, do primeiro governo de Lula, prevê a possibilidade de filhos e cônjuges de parlamentares terem o acesso ao item, ainda que, em sua essência mais purista, o documento seja direcionado às pessoas que fazem representação oficial do Brasil no exterior.

Um passaporte diplomático tem validade de três anos e confere ao portador uma série de benefícios, como guichês especiais em aeroportos internacionais, filas separadas em serviços de imigração, facilitação na obtenção de vistos — sendo isento em alguns países que têm acordos com o Brasil — e gratuidade na emissão de documentos.

O custo de um passaporte comum é de R$ 257, valor equivalente ao do passaporte oficial, ou diplomático, como também é conhecida a peça. Tomando esse valor como base, o custo efetivo foi de R$ 264.196.

MAIA É RECORDISTA – Como não há limite para o número de passaportes diplomáticos que cada parlamentar pode ter, alguns exageros acabam sendo permitidos. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) é o recordista no acúmulo de documentos, com sete registros de concessão de passaporte.

Em seguida, aparecem Celso Sabino (PSDB-PA), Josias da Vitória (Cidadania-ES), Julian Lemos (PSL-PB), Genecias Noronha (Solidariedade-CE), Newton Cardoso (MDB-MG), Paula Belmonte (Cidadania-DF) e Paulo José Guedes (PT-MG), com cinco cada.

Segundo levantamento recente, o governo Bolsonaro emitiu 1.686 passaportes diplomáticos, sendo, assim, o recordista na concessão de benefícios nos últimos três anos. A Câmara, sozinha, foi responsável por utilizar quase dois terços deste total, que inclui senadores, integrantes de tribunais e até líderes religiosos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Fica valendo n política o velho ditado: “Os cavalos mudam, mas a manjedoura é a mesma”. (C.N.)

3 thoughts on “Farra dos passaportes diplomáticos nos Três Poderes continua a ser tradição

  1. Enquanto existir cavalo, o São Jorge nunca andará a pé, estará sempre montado.
    A esculhambação no Brasil é total, ainda mais agora com o presidente milico/evangélico. Acho que até Deus já nos abandonou.

  2. Nunca havia lido um artigo, neste Blog, carregado de tamanha injustiça e ingratidão.
    -Você tem noção, Carlos Newton: quantos milhões de passaportes, para ingresso na Mansão Divina, o sacrossanto, Edir Macedo, já expediu aqui na terra?

  3. Então vou emendar outra caro C.N., os porcos mudam mas o chiqueiro continua o mesmo. Insisto, até o fim de 2022 o boçal estará chamando os aloprados bajuladores de companheiros, igualzinho àquele outro demagogo.

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