Faz sucesso na internet um artigo de Helio Fernandes sobre divida interna e externa, que continuam aumentando.

Carlos Newton

Desde que foi lançado o Blog da Tribuna, muitos artigos de Helio Fernandes tiveram extraordinária repercussão. Um deles, sobre a Copa do Mundo, recebeu mais de 700 comentários. Outro texto, sobre a evolução da dívida interna, postado quando o total atingiu R$ 1,5 trilhão, também motivou centenas de comentários, que não param de chegar.

A maioria dos internautas se surpreende ao saber que a dívida externa não foi paga pelo governo Lula. Realmente e infelizmente, é verdade. O que o governo Lula fez – esclareça-se definitivamente – foi acumular reservas em dólar e euro mais do que suficientes para pagar a parte relativa ao governo federal na dívida externa (cerca de US$ 100 bilhões).

O que o governo Lula pagou adiantado foi uma dívida que tinha com o Fundo Monetário Internacional, que, se não me engano, era no valor de US$ 10 bilhões, e depois até emprestou dinheiro ao FMI, vejam só como os brasileiros são perdulários.

Agora, o comentarista Carlo Germani nos envia uma reportagem de Anne Warth, da Agência Estado, sobre o Jurômetro criado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mostrando que o governo brasileiro pagou este ano o equivalente a R$ 216,82 bilhões em juros da dívida pública.

Quando Helio Fernandes escreveu o artigo, a dívida interna estava por volta de R$ 1,5 trilhão, enquanto a dívida externa alcançava cerca de US$ 300 bilhões, dos quais US$ 100 bilhões de responsabilidade do governo federal. Agora, nosso colunista Pedro do Coutto informa que a dívida interna chegou à espantosa cifra de R$ 2,2 trilhões, o que confirma os juros de R$ 216,82 apontados pelo Jurômetro.

Na página da internet, a Fiesp dá o valor gasto em juros e exemplos de como seria sua aplicação em outras áreas do governo, como educação, habitação, transporte e renda, o que Helio Fernandes preconizava. De acordo com a entidade, se o volume de R$ 216,82 bilhões fosse aplicado em educação, o valor seria suficiente para construir 234.542 escolas de ensino fundamental, considerando a Campanha Nacional para o Direito à Educação.

Os recursos, se aplicados em habitação, seriam suficientes para construir 64,22 milhões de ligações de esgoto, considerando o Plano Plurianual 2012-2015 do Ministério das Cidades. O dinheiro também serviria para inaugurar 332 novos aeroportos com o padrão do Aeroporto de Natal (RN).

Em seus artigos, Helio Fernandes denunciava que os juros da dívida são desprezados pela grande imprensa, que está a serviço dos bancos. Nenhum jornal ou revista realmente publica reportagens sobre o perigo que esse endividamento representa para o Brasil.

Pode ser que agora, com a existência do Jurômetro, os jornalistas finalmente despertem para a importância do tema.

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