Felipão e Parreira, diante dos holofotes: ‘Queremos a Espanha’. Vão enfrentá-la, injustiça dos famosos deuses do futebol.

O espanhol Sergio Ramos puxa os colegas da equipe espanhola após vitória nos pênaltis sobre a Itália Foto: Eugene Hoshiko / AP

Hélio Fernandes

O Brasil jogou sua pior partida contra o Uruguai. Paulo Vinicius Coelho falou e escreveu: “Esse jogo foi um show de horrores”. E não exagerou o mínimo que fosse. Fernando Calazans preferiu ironizar o próprio Felipão, que disse assim que assumiu, protegido por José Maria Marin: “Quem gosta de volante que faz gol é a imprensa. Devia ter dito “jornalistas”, que é “pessoal”,“imprensa” é impessoal, não gosta ou desgosta de coisa alguma.

Tostão, logo na primeira linha de seu comentário, textualmente: “O Brasil não jogou bem”. E não jogou mesmo, não jogou nada, ficou em campo quase que assistindo. Ganhou com esse gol do volante, e o outro do Fred, de canela. Tão desconjuntado, apesar da maravilha que foi o lance de Neymar, “matando” a bola no peito e deixando que ficasse ao alcance do artilheiro.

Mas apesar de tudo isso, passou à final, apesar de Forlan ter perdido o pênalti, que Júlio César pegou com a habitual “andadinha” de todos os goleiros, como ressaltou muito bem Juca Kfuri. Surpreendente vendo o jogo num quarto de hospital em BH. Felizmente, um pequeno problema isquêmico, que ele mesmo revelou na coluna, já está indo para casa.

ESPANHA E ITÁLIA, 120 MINUTOS
CHATÍSSIMOS, SALVOS POR 12 PENALTIS MAGNÍFICOS,
DESPERDIÇADOS PELO 13º, LÓGICO, DA ITÁLIA.

Não desliguei a televisão, queria o resultado na hora e assistir a “vitória que consideravam garantida” pela tão badalada seleção. Mas, na verdade, foram 90 minutos de péssimo futebol, 30 minutos de irritante prorrogação e pelo menos os pênaltis, sempre emocionantes. Estava decepcionado, frustrado, mas não podia torcer contra a Espanha, meu pai era espanhol, nasceu em Barcelona, cidade que adoro, apesar dele ter morrido quando eu tinha 7 anos, estava entrando na escola primária. (Mas minha avó era italiana, morreu aos 90 anos, no Brasil, que adorava).

Como não podia haver outra prorrogação, foram para os pênaltis. Bem que Buffon tentou fugir dos pênaltis, e dando a vitória à Espanha, quando faltavam 4 minutos para acabar a fraude futebolística. “Bateu roupa” para o alto, primariamente, a bola bateu na trave e foi embora, como iria poucos minutos depois, a própria Itália. E a Espanha, tão glorificada, continuaria para satisfação dos “carreiristas” que comandam (?) a seleção.

PS: 12 penaltis batidos de forma exemplar, nenhum risco da bola não entrar. Mas o italiano (repetindo o passado), batendo o 13º, jogou lá no alto.

PS2: Agora a final no domingo. Apesar do primarismo ou dos métodos ultrapassados dos dois, se repetir a situação contra a Itália, a Espanha não ganha. Precisa melhorar muito.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

One thought on “Felipão e Parreira, diante dos holofotes: ‘Queremos a Espanha’. Vão enfrentá-la, injustiça dos famosos deuses do futebol.

  1. Nós, que vimos os grandes astros do futebol, hoje só podemos lamentar os “espetáculos” como estes que nos oferecem.
    “Entra em campo o saudosismo!” … Pois é.
    Mas … eu vi Didi jogar. Era um cara tão diferenciado, que o Nelson Rodrigues disse, sobre ele: ” Didi é tão monumental, que, caminhando pelas ruas, com aquele jeito dele, as pessoas comentam; ” olha, eu não sei quem é, mas da maneira como anda, esse cara é troço pra caramba!” Era um Rei Zulu!
    Foi o inventor da Folha Seca. Certa vez, com uma atadura no pé, por estar com uma lesão, bateu uma falta contra o Peru, usando apenas três dedos. A bola encobriu a barreira … bailando no ar, como uma “folha seca”; GOL DO BRASIL!!!
    Vi Dequinha, meio campo do Flamengo, matar uma bola que veio lá do alto … e a bola escorrer pela perna e colar no seu pé. Vi Jair da Rosa Pinto, o Jajá, bater uma falta da intermediária – uma “bomba”!, e fazer um gol para o Flamengo. Depois ele foi para o Palmeiras. Ao se preparar para cobrar uma falta “lá do meio da rua”, apontou (o estádio todo viu) para o nosso goleiro (Sinforiano Garcia, um paraguaio que veio para o Flamengo): “Vou bater ali”. Soltou o petardo e … gol do Palmeiras.
    Não vi Zizinho jogar. Sei que foi um dos maiores, em todos os tempos. Dele, no entanto, conheço duas coisas;
    1) Pelé disse que aprendeu a driblar olhando o Mestre Ziza
    2) Chegando no Uruguai vitorioso, com a Jules Rimet embaixo do braço, Obdulio Varela disse: “Eu seria capaz de bater nos jogadores do Brasil. Em todos eles! Menos naquele número oito (Zizinho). Se eu batesse nele, ele me encheria de porrada”.
    Vi o Fred Astaire do futebol, Nílton Santos, A Enciclopédia!!! Que artista!!!
    Sobre Pelé e Garrincha … seriam necessárias mil noites e dias … para falar apenas um pouquinho sobre estes Deuses!!!
    Olhem … no dia em que o Helio escrever o que viu (eu já li!!!) sobre futebol … nos encantará a todos. Falará sobre Heleno de Freitas … e outros e outros gênios mais.
    Então … fiquemos com estes mesmos, que temos.
    Mas … que tempos, aqueles!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *