Fim de carreira

54 senadoras acabam o mandato agora em 2010. Digamos que 27 se reelejam, o que farão os outros 27? Os que são da “base”, esperam a vitória de Dona Dilma, Ha! Ha! Ha! Os da “oposição”, acreditam que seus futuros como derrotados estão na vitória de Serra. Ha! Ha! Ha!

Início de carreira

Como há muito tempo digo que não acredito nela ou nele, muitos me perguntam, em quem acredito ou em quem votarei. Por enquanto em ninguém, o jogo para valer ainda não começou.

Só começará quando Lula “desencarnar” da continuação ou continuidade. E ele, para se transformar em presidenciável, pode se manter no cargo, a desincompatibilização não o atinge.

Por enquanto, pela seriedade, responsabilidade, ética e dignidade, escolheria Dona Marina, como escolhi Heloisa Helena em 2006, mas não votei.

O mesmo agora, ninguém se elege sem partido. Coisa que não diria há dois anos, mas digo hoje, conscientemente: votaria em Carlos Minc.

O atual prefeito de Paris, durante muitos anos vereador da capital, respondia aos que perguntavam porque não fazia carreira: “Quero ficar em Paris, é a minha cidade e a razão de viver”. Acabou prefeito, uma revelação.

Carlos Minc a mesma coisa. Dizia, “não quero sair do Rio”. Depois da fase da guerrilha, cumpriu a palavra. Ficou várias vezes como deputado estadual e secretário, até que foi chamado para Ministro. Em Brasília, ninguém conhecia Minc, achavam que Lula não sabia o que fazia.

Logo, logo Ministros, deputados e senadores, compreendiam quem era Minc e porque Lula o nomeara. O presidente faz escolhas medíocres, mas às vezes acerta. Minc mostrou coragem fora do comum, não fez concessões, brigou pelas coisas nas quais acreditava. Com tudo isso, não ganhou um milímetro de espaço eleitoral. Por causa da falência ou inexistência de partidos.

* * *

PS – Voltamos à República velha, à Revolução, (golpe), baseada na frase conceito: “É preciso acabar com o privilégio odioso, dos ocupantes do Catete (na época) escolherem seus sucessores”.

PS 2 – Vargas, que aparentemente era o chefe dessa revolução (golpe), não indicou ninguém, ficou ele mesmo 15 anos. Depois desses 15 anos ditatoriais, sempre houve golpe, vencido ou vencedor.

PS 3 – Finalmente, com tanta exploração eleitoral e política, FHC trilhou uma nova linha: a REEELEIÇÃO para quem estava no Poder, ele mesmo. Tentou continuar, não deu, Lula foi seu “herdeiro”. Ficou 8 anos e também tenta continuar. Que República.

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