Financial Times diz que Brasil é “um doente em estado terminal”

O problema, segundo o jornal, é a desordem nas contas públicas

Deu na Folha

“Se o Brasil fosse um paciente internado, os médicos da UTI já o teriam diagnosticado como doente terminal”, avalia o jornal britânico “Financial Times”, especializado na cobertura de temas econômicos.

“Os rins têm falhado; o coração vai parar em breve. A economia está uma bagunça”, segue o texto da publicação, que avalia que a desordem nas contas públicas, com gastos elevados por parte do governo, é a razão por trás da decisão da agência de risco Standard & Poor’s, que rebaixou a nota de investimento do país, na última semana.

Com o rebaixamento, a nota do país caiu de BBB- para BB+ e o Brasil perdeu o selo de “bom pagador”. Esse selo, que é um reconhecimento de que o país é um lugar seguro para os investidores, costuma ser exigido por fundos de investimento e de pensão bilionários para aplicar em títulos de dívida.

Ainda segundo o “Financial Times”, dado o ambiente externo desfavorável, com a economia da China desacelerando, o colapso nos preços das commodities e altas taxas de juros nos Estados Unidos, o “sofrimento” do Brasil está apenas no começo.

10 thoughts on “Financial Times diz que Brasil é “um doente em estado terminal”

  1. Hitler cometeu um genocídio na segunda guerra. Os petralhas irão cometer um crime maior do que o do Hitler. A destruição de mais de 200 milhões de pessoas.

  2. O PT-BASE ALIADA nos últimos 13 anos Administrou mal o Brasil porque não combateu o Deficit Público Federal, resultado de sempre GASTAR mais do que ARRECADA, que foi aumentando de +- 3% do PIB 2003, para +- 10% do PIB 2014; e o Deficit do Balanço de Pagamentos Internacional ( Soma de todas as Riquezas que entram e saem do Brasil) que foi aumentando de +- US$ 40 Bi em 2003 para +- US$ 100 Bi em 2014, tudo com viés de alta.
    O Deficit Público Federal vai aumentado a Dívida Pública Federal, pressionando Juros e Inflação, e o Deficit do Balanço de Pagamentos vai INTERNACIONALIZANDO a Economia Nacional, tornando o Brasil cada vez mais DEPENDENTE do Capital Internacional. Daí a nossa extrema fragilidade em relação ao Rating das Agências de Rating Internacionais, etc.
    O Financial Times (Londres), representa a voz do Capital Internacional, e em relação aos Deficits Público e do Balanço de Pagamentos do Brasil, até aqui, o Financial Times estava contente com o Governo.

    O que ele, Financial Times, não gostou e por isso nos ataca, é que o PT-BASE ALIADA nesses últimos 13 anos, OPTOU por:
    1- Não se endividar em US$ Dollares, mas em R$ Reais. Uma Dívida em US$ Dollares gera uma crise de Pagamentos Internacionais que para ser acertada exige novos empréstimos em US$ Dollares do FMI ( com as condições por esse Impostas), MAIS DEPENDÊNCIA DIRETA DO CAPITAL INTERNACIONAL. E uma crise de Dívida Federal em R$ Reais,como estamos vivendo, resulta em um AJUSTE FISCAL que Nós mesmos estamos fazendo, e em última análise em INFLAÇÃO. A Inflação ( diferença entre a Inflação real e o Índice Oficial ) é um excelente REDUTOR da Dívida. Numa emergência pode ser “bastante aumentado”, sem depender do FMI ( Capital Internacional). Em outras palavras, o Financial Times gostaria que Nós continuássemos a nos endividar em US$ Dollares.
    2- O PT-BASE ALIADA deu preferência pelo crescimento Econômico via Mercado Interno, mantendo +- fechado o Mercado Brasileiro. Especialmente no Mercado Financeiro, ele reforçou os Bancos Estatais ( BNDES, BB, CEF, BNE, etc, mantendo controle direto de +- 50% do Crédito Nacional, Ex. o antigo BESC-Banco do Estado de SC que normalmente seria comprado por Banco Privado, foi “comprado” pelo Banco do Brasil, etc). Através de nosso Banco Central, sob a habilíssima Presidência do Sr. HENRIQUE MEIRELLES, na época de inflar a Bolha nos EUA, Crise dos Sub-Primes que estourou em 2008, nos livramos da contaminação dos “Derivativos”que nos teria dado um enorme prejuízo, etc. No petróleo do Pré-Sal se decretou que todos os Contratos seriam do tipo “Partilha”, onde no mínimo depois de ressarcir o Investimento, 40% do petróleo é propriedade do Governo Federal e 60% para o Consórcio, sendo obrigatório a Petrobras SA participar de todos os Consórcios com no mínimo 30% de participação. Que todas as Plataformas, Navios-Sondas, navios Auxiliares, Tanques, Rebocadores, Equipamentos Sub-Marinos, etc, tudo seria fabricado no Brasil e com mínimo de 65% de Componentes Nacionais, para ativar a Indústria Brasileira, etc.
    3- Geopoliticamente, o Brasil, sem hostilizar os EUA-Inglaterra, faria uma Política Internacional priorizando seus parceiros dos BRICS, e uma Política Sul-Sul, priorizando América Latina-África-e partes do Oriente Médio e Sul da Ásia.
    Esses a meu ver, os verdadeiros motivos do descontentamento do FINANCIAL TIMES, leia-se CAPITAL INTERNACIONAL, com o Governo PT-BASE ALIADA. Já tivemos crises Econômicas bem piores dessa, e o FINANCIAL TIMES nunca antes nos tinha colocado na UTI Econômica, “em estado terminal”, como agora. Abrs.

  3. Corretíssima a avaliação sucinta do FT, nosso sofrimento está apenas no começo, como já afirmamos aqui no nosso espaço TI.

    Diante de tanta coisa negativa que se pode enxergar, sobressalta um dado positivo, que é o fato de os Estados Unidos não terem conseguido ampliar sua própria inflação de algo em torno de 1,5% a.a. para algo entre 2,0% e 3,0%.

    Portanto, será difícil este ano e provavelmente em 2016 que o FED (Banco Central americano) comece a praticar a elevação de juros por lá.

    Isso traz um pouco mais de conforto para nós, na medida em que, permite ao nosso Banco Central estacionar a nossa taxa básica de juros (selic) no patamar atual e esperar que a inflação comece a recuar, dando-nos esperanças da possibilidade da queda de juros já no final de 2016 ou início de 2017. O que será essencial para a retomada dos investimentos – principalmente privados -, necessários para a retomada, também, do crescimento econômico.

    Isso porque, se o FED resolve aumentar a sua própria taxa básica de juros, aqui no Brasil, forçosamente, seremos obrigados a, também, aumentar a nossa taxa básica, em busca da permanência de um fluxo positivo de dólares em relação ao nosso país, de modo a proteger as nossas reservas e evitar uma desvalorização cambial mais profunda.

    Neste momento, entretanto, acho salutar que o câmbio se desvalorize um pouco mais, indo em direção aos R$4,0 por dólar, de modo a aumentar indiretamente a nossa produtividade e estimular, ainda mais, as nossas exportações. Uma justa compensação à nossa indústria que está se desfazendo frente à concorrência externa e a deterioração da demanda interna.

    É preciso ter em mente que enquanto o governo não começar a cortar os gastos correntes na profundidade exigida para um ajuste fiscal, o Brasil estará na berlinda da recessão, empurrando para a frente a possibilidade de adoção de uma política monetária que permita novo ciclo de crescimento econômico.

    Portanto, como o governo não está se mostrando capaz de executar o saneamento das contas públicas de modo a produzir equilíbrio o necessário equilíbrio fiscal, o Banco Central vai mantendo os juros em duas casas decimais para enxugar o excesso de liquidez (excesso de dinheiro em circulação) decorrente do desequilíbrio fiscal, isto é, do excesso de gastos governamentais.

    Estamos todos pagando por esse desajuste nas contas públicas promovido por Dilma e seu ministro mendaz – o Guido Mantega.

    A questão é: até quando Dilma vai continuar empurrando para frente a necessidade de corte de gastos correntes (de manutenção da máquina estatal)? O processo eleitoral já acabou e a necessidade de enganar a população com pedaladas fiscais, represar os preços públicos e dizer muita mentira paga publicitariamente já não tem efeito. O real descarrilamento do trem econômico está em processo e vai piorar substancialmente até 2018!

    Como o FT disse: “nosso sofrimento está apenas no começo”.

  4. Agência de classificação de risco Standard & Poor’s precisa rebaixar a nota do Brasil mais quatro vezes para que se chegue ao nível de classificação da época do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando a nota máxima obtida foi ‘BB-‘, em janeiro de 2001, para depois, em julho de 2002, ser rebaixada a ‘B+’; para o economista e professor da Unicamp Pedro Rossi, mídia tradicional dá importância exagerada ao rebaixamento da nota para agravar a crise política; “No fundo eles estão avaliando uma coisa específica que é a saúde do país diante do credor. E o que é bom para o credor não é necessariamente bom para a população ou para a estratégia a ser seguida pelo país”, afirmou.

    • É mais um palhaço da Unicamp. Mais um imbecil especializado no meio de tantos gerados nesta faculdade.

      A Unicamp é um campo profícuo para a geração de economistas dementes.

      • As universidades brasileiras, de um modo geral e esta em particular, tem alimentado idiotas. Se as agencias não valem nada, suas avaliações também não. Assim, eles querem continuar mentindo, enganando e torcendo os dados. As marolinhas de Lulla/Dillma acabarão conosco, mas com elles também.
        A defesa petista é desqualificar os governos de FFHH. No entanto, os grandes distribuidores de esmolas – foi só isto que fizeram, estão vendo seus feitos (a maioria mal-feitos) derreterem. A lamentar-se a destruição daquilo de bons que governos anteriores fizeram.
        Elles conseguiram atingir/desvalorizar até a Petrobrás!
        Impeachment já e cadeia. Nada menos que isto para Dillma/Lulla e demais “lideres” do quadrilhão.

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