Forças ocultas e mensalão

Welinton Naveira e Silva

Lugar de ladrão e de corrupto é na cadeia, principalmente os grandes e poderosos. Assim deveria ser. Mas não é. Todo o povo sabe disso. Pela própria natureza do sistema capitalista, grande parte dos maiores corruptos e ladrões, de algum modo, fazem parte do poder, de modo direto ou indireto. Por isso mesmo, nunca são condenados, muito menos cumprem penas na cadeia.

Quase todos os poderosos altamente suspeitos – incontáveis – famosos e conhecidos, responsáveis por desvios muitas vezes maiores do que os do mensalão, continuam livres, ricos, dando as cartas, debochados e acima das leis. Dançam conforme a música.

Via de regra, tratando-se de um poderoso, o único risco do corrupto, ladrão ou infrator, cair nas garras da lei, fica por conta do jogo do poder, bruto e selvagem, tudo a ver com a maldita grana, com o enriquecimento, com a grande concentração de riquezas em mãos de poucos. Nada a ver com Brasil e seu povo. Assim funciona a bela democracia capitalista – dançar conforme a música, ou correr risco de ser destroçado.

GRANDE ARMAÇÃO

Quanto ao grande, estranho e insólito julgamento mensalão, em inédito show midiático, pela evidência dos fatos, por tudo que conhecemos da ditadura militar e da política, cedo ou tarde, a verdade virá a tona. Ficará provado que o julgamento mensalão foi uma grande armação de poderosas forças, por isso mesmo, contou com forte esquema de apoio da quase totalidade da “mídia livre”. Pouco, ou nada a ver, com a preocupação de jogar ladrão na cadeia. Uma cruel verdade.

Acreditem, o Brasil só poderá tomar acelerado rumo de grande potência, quando os brasileiros, principalmente os poderosos, vestirem um único macacão, Verde Amarelo. Acorda, Brasil.

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8 thoughts on “Forças ocultas e mensalão

  1. EU ESTOU ESTARRECIDO COMO A TRIBUNA DA IMPRENSA E O SR. HELIO FERNANDES, (QUE EU TENHO GRANDE ADMIRAÇÃO), PERMITE QUE UM PULHA COMO ESSE VENHA AQUI NA TRIBUNA E COSPE NA NOSSA CARA COMO SE FOSSE O CHÃO ENLAMEADO E PÚTRIDO DO PT.
    SINCERAMENTE, CADA PALAVRA DESSE SUJEITO (MUITO BEM PAGO PELO PT)TENTANDO NOS CONVENCER QUE NÃO HOUVE E NUNCA EXISTIU O MENSALÃO ?
    CARA, VAI PRÁ MERDA QUE SEU LUGAR, JUNTO COM OS DEMAIS CANALHAS!!!

  2. 247 – O julgamento da Ação Penal 470, o ‘mensalão’, foi um “teatrinho” criado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, com direito a mocinho, bandido e – ainda não sabemos, mas – a certeza que de teríamos um final feliz. Essa é a visão da jornalista Barba Gancia, colunista da Folha de S.Paulo. Sobre o acórdão, ela conclui, com base na opinião de juristas, uma vez que ela não entende de direito: “existe ali mais populismo jurídico do que competência de fato”.

    Leia abaixo:

    Só teatro

    Parece que Joaquim Barbosa anda irrequieto. Alega que um carro preto cheio de ho­mens deu para rondar sua casa. Hmmmm. Na minha modestíssima opinião, podem ser asseclas do Pinguim ou, quem sabe, do Coringa. Mas eu não descartaria algum estratagema terrível da Mulher Gato –nunca se sabe, daquela felina pode-se esperar qualquer coisa.

    Quinzão não anda vendo espectros gratuitamente. Teme a hipótese de que o plenário do STF decida em favor de recursos que favoreçam os réus do mensalão que tiveram quatro votos a favor.

    Joaquim Barbosa, super-herói da nação, salvador da pátria varonil, azul e anil, não admite hipótese que assegure os direitos dos 37 réus que ele reuniu em um só corpo e julgou simultaneamente. Batman quer jogar todos na cadeia já. Caso contrário estaríamos incorrendo em privilégio de poucos, estaríamos entrando no terreno da “impunidade”.

    Mas, vem cá: foram quatro os juízes que levantaram dúvidas razoáveis acerca da culpabilidade dos réus, não foram? E, que se saiba, há mais de 800 anos a possibilidade de recurso vem sendo assegurada por lei, certo? Não será a entrada desenhada de luva de Barbosa em campo na disputadíssima contenda do Fla-Flu que irá satisfazer a sede de punibilidade a qualquer custo por parte da torcida, não?

    Em 20 ou 30 anos, quando o contexto político for outro; a composição do STF for outra e, quem sabe, a temperatura for mais baixa nas áreas da banca em que ficam empilhadas as revistas semanais, as pessoas quem sabe se darão conta de que o acórdão, a sentença final do mensalão, é um documento sem pé nem cabeça, sem sustentação alguma, sem lógica interna, e que não foi a “impunidade” que o fez naufragar, mas sua falta de coerência.

    QUEM SABE.

    Desde o dia 1º venho martelando que a peça é capenga. Não, não entendo xongas de direito. Eu mais os milhões de fãs de Barbosa que ficaram meses com o nariz grudado na TV vendo o juiz em ação –sem revide da defesa, diga-se. Mas muito especialista que examinou a papelada reconhece que existe ali mais populismo jurídico do que competência de fato –foram 37 réus julgados de uma vez só por crimes diversos, onde já se viu uma coisa dessas?

    Ora, ora, por que será que vários ministros retiraram suas considerações da versão final da sentença, não é mesmo, juiz Fux? O caro leitor já tentou ler o documento? Também não li. Mas quem teve de se debruçar sobre a obra atesta que ela não diz lé com cré.

    Em sua sentença, um juiz precisa deixar claro para a sociedade os motivos que o levaram a chegar às suas conclusões. No processo do mensalão, Joaquim Barbosa fabricou um teatrinho que criou na sociedade brasileira uma série de falsas expectativas. Havia ali o papel do bandido, do mocinho, tinha a pecha de “maior julgamento da história” e havia até a certeza indiscutível de que viríamos um final feliz.

    Agora, quem criou todas essas esperanças, quem usou de fígado em vez de ciência, quem deu um chute no traseiro da oportunidade histórica e será o responsável pela frustração de um país inteiro, além de reforçar uma perigosa polarização entre correntes de esquerda e direita, é o mesmo homem capaz de se dizer tão desencantado com o sistema a ponto de abandonar a toga e se candidatar a presidente. Duvida? Bem, depois não diga que não foi avisado…

  3. MINHA FALA NO ATO NA ABI PELA ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO MENSALÃO

    Hidelgard Algel

    Publicado em 30/01/2013

    Venho, como cidadã, como jornalista, que há mais de 40 anos milita na imprensa de meu país, e como vítima direta do Estado Brasileiro em seu último período de exceção, quando me roubou três familiares, manifestar publicamente minha indignação e sobretudo minha decepção, meu constrangimento, meu desconforto, minha tristeza, perante o lamentável espetáculo que nosso Supremo Tribunal Federal ofereceu ao país e ao mundo, durante o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de Mensalão, que eu pessoalmente chamo de Mentirão.

    Mentirão porque é mentirosa desde sua origem, já que ficou provada ser fantasiosa a acusação do delator Roberto Jefferson de que havia um pagamento mensal de 30 dinheiros, isto é, 30 mil reais, aos parlamentares, para votarem os projetos do governo.

    Mentira confirmada por cálculos matemáticos, que demonstraram não haver correlação de datas entre os saques do dinheiro no caixa do Banco Rural com as votações em plenário das reformas da Previdência e Tributária, que aliás tiveram votação maciça dos partidos da oposição. Mentirão, sim!

    Isso me envergonhou, me entristeceu profundamente, fazendo-me baixar o olhar a cada vez que via, no monitor de minha TV, aquele espetáculo de capas parecendo medievais que se moviam, não com a pretendida altivez, mas gerando, em mim, em vez de segurança, temor, consternação, inspirando poder sem limite e até certa arrogância de alguns.

    Eu, que já presenciara em tribunais de exceção, meu irmão, mesmo morto, ser julgado como se vivo estivesse, fiquei apavorada e decepcionada com meu país. Com este momento, que sei democrático, mas que esperava fosse mais.

    Esperava que nossa corte mais alta, composta por esses doutos homens e mulheres de capa, detentores do Supremo poder de julgar, fosse imune à sedução e aos fascínios que a fama midiática inspira.

    Que ela fosse à prova de holofotes, aplausos, projeção, mimos e bajulações da super-exposição no noticiário e das capas de revistas de circulação nacional. E que fosse impermeável às pressões externas.

    Daí que, interpretação minha, vimos aquele show de deduções, de indícios, de ausências de provas, de contorcionismos jurídicos, jurisprudências pós-modernas, criatividades inéditas nunca dantes aplicadas serem retiradas de sob as capas e utilizadas para as condenações.

    Para isso, bastando mudar a preposição. Se ato DE ofício virasse ato DO ofício é porque havia culpa. E o ônus da prova passou a caber a quem era acusado e não a quem acusava. A ponto de juristas e jornalistas de importância inquestionável classificarem o julgamento como de “exceção”.

    Não digo eu, porque sou completamente desimportante, sou apenas uma brasileira cheia de cicatrizes não curadas e permanentemente expostas.

    Uma brasileira assustada, acuada, mas disposta a vir aqui, não por mim, mas por todos os meus compatriotas, e abrir meu coração.

    A grande maioria dos que conheço não pensa como eu. Os que leem minhas colunas sociais não pensam como eu. Os que eu frequento as festas também não pensam, assim como os que frequentam as minhas festas. Mas estes estão bem protegidos.

    Importa-me os que não conheço e não me conhecem, o grande Brasil, o que está completamente fragilizado e exposto à manipulação de uma mídia voraz, impiedosa e que só vê seus próprios interesses. Grandes e poderosos. E que para isso não mede limites.

    Esta mídia que manipula, oprime, seduz, conduz, coopta, esta não me encanta. E é ela que manda.

    Quando assisti ao julgamento da Ação Penal 470, eu, com meu passado de atriz profissional, voltei à dramaturgia e me lembrei de obras-primas, como a peça As feiticeiras de Salém, escrita por Arthur Miller. É uma alegoria ao Macartismo da caça às bruxas, encetada pela direita norte-americana contra o pensamento de esquerda.

    A peça se passa no século 17, em Massachusets, e o ponto crucial é a cena do julgamento de uma suposta feiticeira, Tituba, vivida em montagem brasileira, no palco do Teatro Copacabana, magistralmente, por Cléa Simões. Da cena participavam Eva Wilma, Rodolpho Mayer, Oswaldo Loureiro, Milton Gonçalves. Era uma grande pantomima, um julgamento fictício, em que tudo que Tituba dizia era interpretado ao contrário, para condená-la, mesmo sem provas.

    Como me lembro da peça Joana D’Arc, de Paul Claudel, no julgamento farsesco da santa católica, que foi para a fogueira em 1431, sem provas e apesar de todo o tempo negar, no processo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, que saiu do anonimato para ao anonimato retornar, deixando na História as digitais do protótipo do homem indigno. E a História costuma se repetir.

    No julgamento de meu irmão, Stuart Angel Jones, à revelia, já morto, no Tribunal Militar, houve um momento em que ele foi descrito como de cor parda e medindo um metro e sessenta e poucos. Minha mãe, Zuzu Angel, vestida de luto, com um anjo pendurado no pescoço, aflita, passou um torpedo para o então jovem advogado de defesa, Nilo Batista, assistente do professor Heleno Fragoso, que ali ele representava. O bilhete dizia: “Meu filho era louro, olhos verdes, e tinha mais de um metro e 80 de altura”. Nilo o leu em voz alta, dizendo antes disso: “Vejam, senhores juízes, esta mãe aflita quebra a incomunicabilidade deste júri e me envia estas palavras”.

    Eu era muito jovem e mais crédula e romântica do que ainda sou, mas juro que acredito ter visto o juiz militar da Marinha se comover. Não havia provas. Meu irmão foi absolvido. Era uma ditadura sanguinária. Surpreende que, hoje, conquistada a tão ansiada democracia, haja condenações por indícios dos indícios dos indícios ou coisa parecida…

    Muito obrigada.

  4. Prezado Welinton. O povo já condenou os mensaleiros,quem assistiu a TV justiça sabe.
    Qualquer Rábula conhece à tese “domínio do Fato”. Agora do ponto vista político,ou forças
    ocultas,todos os jornalistas e você,sabe que Srº José Dirceu é o homem de CUBA(Fidel Castro).
    O Príncipe Operário,que sempre foi “canalha”,fez o jogo da CIA e do capital internacional,até
    hoje vive bajulando estes empresários/banqueiros sangue-suga.
    Por,estas e outras razões o Zé Dirceu não saiu candidato à Presidente. Os gringos mandaram o prín cipe arrumar outro confiável(Dª DILMA-Tecnocrata),esta é a sinopse dos fatos rigorosamente verdadeiros ocorrido lá no longínquo 2004/2005,nos bastidores do planalto central.

  5. A psiquiatria tem alcançado algum sucesso até em casos de graves, quando sintomas se manifestam visíveis e…..
    O fato é que, depois do advento da mente, realidades fantásticas foram criadas, tomando lugar da verdade que só é manifestada pelos sentidos. Pelo palpável.
    Enfim, temos hoje as ideologias e religiões e seus fanáticos, para atender as necessidades básicas de seus mentores e sacerdotes: escravizar e roubar. Fidel está aí até hoje e o mensalão, que teve um dos julgamentos mais transparentes da história, incontestável, deve ser combatido para que a canalha ávida dos prazeres do poder totalitário consiga atingir seus espúrios objetivos.

  6. Umas das coisas mais bonitas da democracia é liberdade de expressão. solidarizo-me com a senhora Hildegard pelas injustiças sofridas pelas perdas na familia. Imperdoáveis, embora tenham sido atingidas pela anistia. Entendo porem que ela propões que deveriamos deixar passar mais esta sujeira em nome da pessoa do acusador? Devemos então acreditar que todo o magisterio e a justiça, melhor dizendo, brasileira se prestou a uma farça? Que todos aqueles fatos vindos à tona, com os saques, os esquemas apontados com tanta materialidade são nada. Que José Dirceu, João Paulo Cunha, Marcos Valerio, e outros menos cotados são na verdade santos e só queriam o bem do Brasil? Que deveriamos, por eles pensarem assim, trata-los como cidadõs acima da lei? Infelizmente, e digo por mim, nào dá, sinto muito. Votei no PT, no ex presidente Lula, indiretamente no senhor José Dirceu e outros e me sindo enganado.

  7. Tem gente que acredita em história da carochinha, ainda; querem transformar a roubalheira do mensalão numa ficção? Um dos quadrilheiros, por não receber o que lhe tinham prometido, denunciou; é assim que funciona nas quadrilhas; uma quadrilha formada para roubar dinheiro público, sofisticadíssima, como escreveu o Procurador Geral da República que fez a denúncia no STF.

  8. À dependência química de um indivíduo,mais TOC,compromete analise dos fatos,confunde constatação
    com opinião,e desejos em opinião.
    Mais grave,são charlatões,desconhece as “doenças” da politicagem.

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