Fraqueza militar, coisa imperdoável

Welinton Naveira e Silva

Em toda a história da humanidade, principalmente a dos cem últimos anos, fica muito claro que, para qualquer nação que tenha um mínimo de juízo, possuir força armada condizente com a riqueza que detém é prudente, racional e uma questão de sobrevivência. Com muito mais razão, para quem possui uma sideral e cobiçada riqueza chamada Amazônia, além disso, gigantescas reservas de petróleo no Pré-Sal, uma das maiores reservas de água doce do Planeta, gigantescas ocorrências de minérios, inclusive estratégicos, extensão continental de terras férteis com excelente insolação, apta a vasta produção de alimentos, biomassa e biocombustível.

Com todas essas infinitas e conhecidas fortunas brasileiras, tendo em conta as últimas invasões militares dos EUA do Iraque e da Líbia, é bom a gente ir tomando as devidas providências, enquanto há tempo.

Apesar de toda a cínica propaganda mundialmente difundida por toda a grande imprensa “livre”, contendo acusações de atrocidades praticadas por Saddam e Kadafi, na verdade, todo mundo sabe que a única motivação para a devastadora invasão militar do Iraque e da Líbia pela poderosa força bélica dos EUA e aliados, foi mesmo pelas fantásticas fortunas em petróleo existentes nesses países, imprudentemente desarmados, isto é, destituídos de poder de fogo nuclear, a mais poderosa e inquestionável arma de defesa dos tempos modernos.

De outro modo, se assim não fosse, preocupados com o bem estar de outros povos, como vende a grande mídia “livre”, os EUA não teriam instalados na América Latina sangrentas ditaduras militares, inclusive, enviando especialistas em torturas para o adestramento dos militares nessa macabra arte.

Por outro lado, além da urgente necessidade da debilitada economia dos EUA de voltar a contar com petróleo mais barato e, em grandes quantidades, na condição do maior consumidor do mundo, não podemos esquecer os frágeis fundamentos do sistema capitalista, consolidado na sociedade de consumo em dois grandes pólos:

1) O pólo produtor de riquezas, fabricando as mais variadas formas de produtos, bens e serviços;

2) O pólo consumidor, constituído por um universo de infinitos trabalhadores,  ganhando o suficiente para viabilizar o poder de consumo, fechando o ciclo de produção e consumo de riquezas.

Fica claro que a vida de um desses pólos depende da existência do outro pólo. Um não existe sem o outro. Daí a inevitável fragilidade do sistema capitalista, dado que a sociedade tecnológica dos tempos modernos desemprega em massa, em todas as áreas da atividade produtiva, trabalhadores braçais e intelectuais, por conta da tecnologia que cada vez mais vem dispensando o trabalho humano na frenética e alucinada busca de maior concorrência, maior qualidade e, preços mais baixos.

Assim sendo, fica muito complicado continuar acreditando no futuro do capitalismo. O colapso final virá. E a atual grande crise econômica e financeira do capitalismo muito tem a ver com o desemprego tecnológico, pouco falado, pouco divulgado, por razões óbvias.

Trocando em miúdos, numa hora de grande insegurança mundial, assistindo o Iraque ser inteiramente aniquilado e arrasado, Saddam humilhantemente enforcado. Logo a seguir, a Líbia, também inteiramente aniquilada, com Kadafi assassinado como um bandido qualquer. Ambos os genocídios, praticados pelos EUA, não passaram de assaltos a mão armada a plena luz do dia, objetivando apossar de petróleo e de aquecer sua gigantesca e importante indústria bélica, contando com o pleno apoio do mundo capitalista e de sua grande poderosa mídia “livre”.

Assim sendo, diante de todas essas atrocidades, supremas humilhações e infinitos sofrimentos, quem ainda estiver pensando que será diferente com o Brasil, quando chegar a nossa vez, é mesmo um desinformado, louco ou vendido. Acorda Brasil !

 
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