Fraudes no Ministério do Esporte começaram na gestão de Agnelo Queiroz, atual governador de Brasília

Carlos Newton

Não há novidades. A imprensa há tempos já vinha denunciando que as irregularidades no Ministério do Esporte vêm de longe, desde o primeiro governo Lula, na gestão de Agnelo Queiroz, que era do PCdoB e depois entrou no PT para disputar e vencer a eleição para governador do Distrito Federal.  

As irregularidades foram investigadas pela Polícia Federal e o inquérito encaminhado à 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília, com um volume e sete anexos, após a constatação da participação de Agnelo nas fraudes em programas do Ministério do Esporte quando ele era ministro, entre 2003 e 2006.

Agora surge a informação de que a 12ª Vara já encaminhou o inquérito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para abertura de processo contra o atual governador do DF. O inquérito chegou ao tribunal na terça-feira da semana passada e foi distribuído para o ministro Cesar Asfor Rocha, que será o relator.

O nome do governador apareceu em uma investigação iniciada no dia 9 de junho deste ano pela Polícia Federal para apurar fraudes no programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. O programa, de atividades esportivas em áreas carentes, foi descoberto pela Operação Shaolin, da Polícia Civil do Distrito Federal.

Os envolvidos são suspeitos de praticarem os crimes de estelionato e falsificação de documentos, entre outros. Entre os alvos está o policial militar João Dias Ferreira, que ficou milionário como diretor de duas ONGs que assinaram convênios com o Ministério do Esporte. Como se sabe, o policial acusa o atual ministro do Esporte, Orlando Silva, de receber verba desviada de convênios do ministério com ONGs. Silva é o sucessor de Agnelo.

O advogado de Agnelo Queiroz, Luis Carlos Alcoforado, disse que não poderia comentar o caso do inquérito no STJ. “Fico desconfortável de comentar um caso que está sob segredo de Justiça e que não nos foi franqueado o acesso em sua amplitude.”

Anteriormente, a assessoria do governo do Distrito Federal havia declarado que “o governador Agnelo Queiroz deixou o Ministério do Esporte há seis anos e não há qualquer ato na sua gestão à frente do ministério que tenha sido desaprovado pelos órgãos competentes”. Quanta desfaçatez.

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