Frentistas abandonam Guedes, o Posto Ipiranga de Bolsonaro, que se meteu onde quis, mas não devia

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Mansueto Almeida foi um dos primeiros a debandar

Elio Gaspari
Folha/O Globo

​Num governo que já explodiu a meta da inflação, o ministro Paulo Guedes adoçou sua adesão ao estouro do teto de gastos falando difícil, com uma azeitona em inglês: “Estamos buscando a formatação final dos R$ 400, fazendo a sincronização dos ajustes das despesas obrigatórias, dos salários e do teto ou pedindo um waiver”.

Na gíria do carteado, a tradução dessa palavra é “estia”. O jogador que tem menos habilidade pede uma estia ao outro. Quanto à sincronização, Guedes conseguiu a demissão sincronizada de quatro colaboradores.

19 FRENTISTAS – Desde a posse do Posto Ipiranga, 19 frentistas já pediram o boné. Quase todos por terem percebido que estavam perdendo tempo ou queimando biografias. Na Prevent Senior diriam que elas caminhavam para uma “alta celestial”.

Guedes parece ter subestimado a saída do secretário do Tesouro Mansueto Almeida, em julho do ano passado. Mesmo antes da posse, Mansueto mostrou ao czar que uma parte de suas promessas eram fantasias.

O economista havia passado com brilho pelo Massachusetts Institute of Technology e conhecia as mumunhas de Brasília. Ao ir embora, mostrou que entendia muito de política.

DEBANDADA – A última debandada da ekipekonômika mostrou que Guedes não entendeu onde se meteu. Nenhum deles foi-se embora porque Guedes sofreu derrotas políticas, mas porque tendo-as sofrido, meteu-se numa aventura injetando cloroquina na sofrida economia nacional.

Guedes encantou-se ao ver que as portas se abrem sozinhas para deixar o excelentíssimo senhor ministro passar e por essa porta dezenove se foram.

De uma víbora: “O Posto Ipiranga de Jair Bolsonaro virou uma daquelas casas pelas quais, segundo o escritor Guimarães Rosa, homens sérios entravam, mas por elas não passavam”. E o ex-ministro Mailson da Nóbrega disse tudo: “Parece um grande manicômio.”

 

6 thoughts on “Frentistas abandonam Guedes, o Posto Ipiranga de Bolsonaro, que se meteu onde quis, mas não devia

  1. Talvez a melhor definição para a personalidade de Bolsonaro seja: desequilibrado.
    Em quase todas suas decisões ele demonstra um desequilíbrio, uma instabilidade, uma insegurança.
    Faz parte dele como pessoa.

  2. É um verdadeiro deleite ver um comuna juramentado como Gaspari defendendo responsabilidade fiscal e atacando programas sociais para os mais pobres.

    O sujeito ainda vem citar Maílson da Nóbrega, aquele da inflação de 5.000%. É muito desespero!

  3. Bolsonaro-Paulo Guedes já tinham uma agenda de destruição do Brasil criada pelo departamento de estado norte-americano.

    O plano b agora é substituir os serviços feito pelas empresas brasileiras, pelos serviços de empresas norteamericanas.

    O capachismo dessa gente para os norte-americanos já perdeu totalmente a vergonha!

  4. As ações atabalhoada deste cidadão são intencionais e propositais. Seu único objetivo durante seu mandato no Ministério da Economia foi desvalorizar o Real perante outras Moedas, e com isso , aumentar seu Capital investidos em Offshore, além de baratear as Empresas Nacionais para seus patrões. Tudo é provocado, tudo é proposital, TUDO É INTENCIONAL. Em brave, todos integrantes do primeiro escalão deste desgoverno, aparecerão na fita. AGUARDEM .

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