Fundo de pensão da Caixa apela a economistas do mercado para sair da crise

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Antonio Temóteo
Correio Braziliense

Encrencada na Operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão, e com um rombo atuarial R$ 13 bilhões, a Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal, promoveu um seminário sobre as perspectivas para  a economia global e para o país.

Organizado pela Diretoria de Investimentos, que tem como chefe o economista Paulo Cesar Cândido Werneck, o seminário contribuirá para que o fundo de pensão elabore sua política de investimentos de 2017 a 2021.

O primeiro dia de debates teve como palestrantes Sylvio de Castro, do Credit Suisse, e Eduardo Yuki, do BNP Paribas. Depois, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquista, e o economista-chefe do Banco Haitong, Jankiel Santos, também fizeram exposições.

MAIS APOSENTADORIAS – A Caixa Econômica Federal possui 7.648 empregados que já podem se aposentar pela Funcef. Um grupo de 7.959 trabalhadores da estatal também recebe um benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O banco público afirma não planeja realizar um programa de demissões voluntárias ou um plano de incentivo a aposentadoria no momento. Entretanto, pode ser obrigada a reduzir o número de empregados diante do crescente risco de necessidade capitalização do Tesouro Nacional.

Com o fracasso da reestruturação iniciada pela ex-presidente do banco Miriam Belchior, apenas 2.040 empregados aderiram ao último plano de aposentadoria antecipada, realizado no primeiro semestre deste ano.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs fundos de pensão foram implacavelmente saqueados nas últimas décadas. A Polícia Federal já avançou as investigações, houve prisões de dois dirigentes do Funcex, mas dificilmente haverá recuperação dos recursos desviados criminosamente. (C.N.)

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