“Gabigol” e o atentado contra a alma brasileira no futebol olímpico

Gabriel virou “Gabigol”, mas esqueceu onde fica a trave…

Lucas Alvares

Gabriel, centroavante canhoto, estreou com a camisa do Santos em maio de 2013, no tosco empate em 0x0 contra o Flamengo em Brasília. Aquela partida marcou a despedida de Neymar com a camisa santista. Neymar e Gabriel hoje formam a dupla de ataque da seleção olímpica de futebol masculino, uma vez que Gabriel Jesus, o terceiro elemento, pouco se posiciona no ataque no confuso esquema de Rogério Micale, que apesar do “rendez vous” tático não tem culpa no cartório estrutural da decadência do futebol brasileiro.

Quando se firmou como titular do Santos, Gabriel foi apelidado pela acrítica imprensa paulista de “Gabigol”. Empunhou o “design ostentação” tão caro ao ex-companheiro Neymar e cometeu atitude inconcebível: incorporou o “gol” ao nome, uma presunçosa heresia.
A atitude de Gabriel em se proclamar “Gabigol” é icônica: representa a forma como os jogadores que hoje representam o Brasil no futebol (masculino, é bom frisar) se relacionam com a coletividade. No empate contra o sofrido Iraque, em um jogo de 100 minutos de duração, a realidade gritou escandalosa: a seleção é um verdadeiro atentado contra o amor do brasileiro pelo futebol. “Gabigol”, na empáfia do nome pelo qual atende, é o retrato maior desse grupo descompromissado.
SEM ENTREVISTAS – Um grupo que se considera imune a prestar satisfações ao público que tudo lhes deu, como a atitude ao final da partida de não dar entrevistas às emissoras de rádio e TV comprovou. As gordas fortunas que movimentam a questionável economia do futebol não brotam de outro lugar que não da audiência que lhes é conferida. Ainda há, nos cafundós do Brasil, quem reúna a família e os amigos, ponha carvão na churrasqueira e confraternize em frente à televisão durante as partidas do Brasil. É o coração do Brasil profundo, apartado de uma de suas maiores paixões, que a indolência do jogador brasileiro atinge.
Muitas são as causas estruturais da crise técnica do futebol brasileiro. Lei Pelé, os estrangeiríssimos pontos corridos no Campeonato Brasileiro (que fizeram a Série A ser conduzida inteirinha pela luta contra o rebaixamento) e a lavoura arcaica que é o modus operandi da CBF nos dão boas pistas. Mas a primeira de todas as mudanças, que pode ser tomada de agora para quarta-feira, é de postura. Respeito pelo torcedor é uma questão de caráter, mas também de boa vontade.

11 thoughts on ““Gabigol” e o atentado contra a alma brasileira no futebol olímpico

  1. Sinceramente há muito tempo não me preocupo mais com o futebol brasileiro. Este tal de neymar é um tremendo enganador. Inventaram agoira este tal de gabigol e o tal de abriel jesus. Se estes caras tivessem surgido há 20 anos atrás, nem no banco de resertvas estariam presentes. Grande culpa disto que esta ocorrendo agora é da nossa imprenssa esportiva que é hábil em crirar gênios.

  2. Quem manda no “futebol” brasileiro são as lavanderias de din-din. Esse Renato Augusto foi convocado no apagar das luzes. Seu empresário é o conhecido Carlos leite, que fez parceira no Corinthians com o Kia Joorabchian, iraniano envolvido na máfia russa do futebol mundial e que foi até preso no Brasil. Seu cupincha é o Andres Sanchez (por onde anda este “deputado” petista? Na casa do cabral tomando vinho francês?). Esse Renato Augusto era do Flamengo, foi para a Alemanha, voltou para o Corinthians e foi para a China! Carreira curiosa, né? E agora Olimpíadas para valorizar o passe. Enquanto isso o presidente da CBF não pode sair do país pois será preso pela Interpol. Acabem com a CBF e o futebol brasileiro tem alguma chance de sair da UTI.

  3. A postura foi, até agora um ego-desfile de atletas com a camisa canarinho passando por ridículo:


    Gabigol o GABIRÚ !

    Faz a barba e vá jogar futebol, ou caia fora!

    Thiago Maia! Quer ficar se olhando no telão, procure uma casa cheia de espelhos na Rua Major Sertorio-SP!

    Renato Augusto! mude de esporte, vá jogar Ovobola!!

    Gabriel Jesus! faz 2000 anos que Jesus não joga futebol!!! pare de olhar para o céu e olhe a bola no campo! Ou melhor, nem entre mais em campo…

    Nao ví ate agora os jogadores sequer se entreolharem, muito menos conversarem entre eles bolando as jogadas….
    Fiasco total….

  4. O PIXULECO DA FOME ! kkkkaaass

    Odebrecht é dona da empresa que falha na comida da Olimpíada
    Publicado em 08/08/2016, 08:30 /Atualizado em 08/08/2016, 09:05Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
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    Os problemas enfrentados pelo público para se alimentar nos parques e arenas da Olimpíada têm nome e sobrenome: Emílio Odebrecht Peltier de Queiroz, neto do fundador da construtora Norberto Odebrecht. O empresário, conhecido como Emilinho, é um dos sócios da empresa contratada pelo comitê Rio 2016 para prestar o serviço de alimentação. Desde o primeiro dia dos Jogos, o torcedor que vai assistir às competições tem de enfrentar imensas filas para comer e beber. Tanto no primeiro, quanto no segundo dia, os produtos acabaram no meio da tarde. Neste domingo, food trucks foram acionados às pressas para amenizar os transtornos.
    O Blog não teve acesso ao valor do contrato da prestação de serviço. Mas o Rio 2016 afirma que todos os seus fornecedores são escolhidos por critérios técnicos e por concorrência. A empresa da família Odebrecht _ que também construiu as arenas olímpicas, pagas pela Prefeitura _ chama-se FT Rio Restaurante LTDA e o nome fantasia é Food Team. Foi criada há três anos, no dia 13 de maio de 2013, mesmo dia em que foram abertos os envelopes da controversa licitação do Maracanã. Vencida por quem? Odebrecht.
    As coincidências não param na vida da empresa de Emilinho. O primeiro cliente da Food Team foi justamente o Maracanã. O segundo cliente foi a Arena Fonte Nova, na Bahia, e o terceiro, a Arena Pernambuco, em Recife. Ambas sob administração da Odebrecht e construídas pela empresa da família, com recursos públicos. Ao todo, a Food Team explora os serviços de 111 bares, 238 camarotes e 23 lounges.
    Na fase de preparação da Olimpíada, os responsáveis pela operação elegeram três pontos onde não se podia ter problema: instalações para atletas, serviços nas arenas e equipamentos para a imprensa. Os serviços de alimentação e bebida, cruciais para satisfação do público, não passaram no teste.

  5. A grande ausencia de jogadores que sabem jogar nessa juventude atual e uma farsa criada por empresarios que so querem o lucro na venda de garotos metidos a besta que so sabem ir pra balada e se acharem o rei da cocada. Na verdade esse Renato Augusto e otimo pra jogar na china, no Brasil ele nao merece nem 10 reais. O povo paga pra ver os meninos e as meninas emprestam o salto altos pra eles entarem em campo . Time que entra de salto alto so pode passar vergonha.

  6. Na verdade, a decadência do futebol brasileiro começou com a Lei 8.672 de 06/07/1993, conhecida como Lei Zico, sancionada pelo governo Itamar Franco, alterada pela LEI Nº 9.615 – DE 24 DE MARÇO DE 1998 (Lei Pelé), cujo objetivo principal quando a mesma foi criada, era extinguir com o passe. Os jogadores deixaram de ser propriedade dos clubes e passaram a atuar de acordo com contratos de trabalho, que tem um tempo determinado e valores de multas fixados em caso de quebra.

    A mudança na legislação fez com que os clubes buscassem outras maneiras de continuar lucrando com a transferência de jogadores. Contratos mais duradouros, multas rescisórias mais elevadas foram algumas das alternativas aplicadas.

    Porém, um reflexo dessa nova realidade é a saída de atletas cada vez mais cedo de suas equipes. Com a chance de ganhar um salário maior e o sonho da projeção internacional, garotos de 18, 17, 16 anos deixam suas equipes antes mesmo da profissionalização. Em parte devido a influência de empresários, em parte devido a falta de profissionalismo do futebol brasileiro, que ainda possui uma série de equipes que não pagam em dia ou não respeitam os direitos dos jogadores e até mesmo por opção dos próprios atletas, já que a Lei facilita esse “êxodo”.

    Além disso, os jogos televisionados em horários impróprios para quem mora longe dos estádios, a falta de condução, o ingresso caro e a violência são fatores que contribuíram para a decadência do nosso futebol.

    Outrossim, nossos técnicos substituíram o futebol arte pelo futebol força alienígena.

  7. Faltou informar tambem ao garotos do Brasil devolverem o salto alto das meninas do Brasil….elas sim., podem e sabem usar salto. Milton Neves acertou na mosca o comentario sobre o Neymar…

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