Gabinete do ódio manda ‘fritar’ os ministros Ramos, André Mendonça e Jorge Oliveira

André Mendonça, Jorge Oliveira e Luiz Eduardo Ramos: ministros são alvos de cobranças nas redes por militância bolsonarista

Mendonça, Oliveira e Ramos desrespeitaram as regras odientas

João Paulo Saconi
O Globo

Além de ocuparem cadeiras importantes no governo, três representantes do primeiro escalão da gestão de Jair Bolsonaro compartilham, nas últimas semanas, a mesma sina: a de serem frequentemente criticados e avaliados negativamente nas redes sociais por usuários bolsonaristas. Os dados foram coletados entre 1º de junho e o último dia 8.

A tendência desfavorável, constatada em um levantamento elaborado pela consultoria Quaest, abrange menções no Twitter sobre Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), André Mendonça (Justiça) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

OLIVEIRA NA MIRA – A situação mais expressiva é a de Oliveira. Ele foi mencionado 47,6 mil vezes no período. Entre as publicações sobre ele, 74,1% foram negativas e apenas 17,6% se mostraram positivas (o restante, equivalente a 8,2%, foi neutro). No mês passado, o descontentamento da base em relação ao ministro, com assento no Palácio do Planalto, se acirrou quando ele divulgou uma nota defendendo o respeito às instituições após militantes pró-governo atirarem fogos de artifício em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O ruído causado pela divulgação do texto fez com que Oliveira tentasse se defender publicamente, afirmando em entrevistas que não havia feito uma defesa exclusiva da Corte e que suas palavras se estendiam à necessidade de se respeitar as ações do Executivo.

VISITA INDIGESTA – A estratégia não funcionou, e influenciadores de direita seguiram pedindo, via Twitter, que Oliveira deixe o cargo. O blogueiro Allan dos Santos mencionou o ministro sete vezes no período analisado pela Quaest e chegou a fazer coro a uma publicação que classificava a nota do ministro como “traidora e inaceitável”.

Na conta da servidora pública Sarita Coelho, também relevante para o bolsonarismo na web, houve 36 citações: “O Brasil precisa saber quando Jorge Oliveira e André Mendonça serão dispensados do governo”, diz uma delas.

MINISTRO DA JUSTIÇA – Sobre Mendonça, as críticas são menos numerosas, mas nem por isso podem ser consideradas brandas. Citado 7.154 vezes no período, o ministro da Justiça foi criticado em 58,9% das ocasiões, enquanto somente 27,8% das mensagens sobre ele eram positivas e outras 13% neutras. Houve insatisfação após uma visita ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que os inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos.

Criticado pelo escritor Olavo de Carvalho por supostamente tolerar ideologias de esquerda no governo, Ramos foi citado 3,5 mil vezes, com aspecto negativo em 56,3% delas. O chefe da Secretaria de Governo também entrou na mira de olavistas por articular as negociações com o centrão, que envolvem nomeações para cargos no governo federal em troca de apoio a Bolsonaro no Congresso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O gabinete do ódio é assim. Exige mais do que fidelidade total. É preciso estar em guerra incessantemente, não há a menor possibilidade de negociação. De forma alguma. É ódio o tempo todo. (C.N.)  

12 thoughts on “Gabinete do ódio manda ‘fritar’ os ministros Ramos, André Mendonça e Jorge Oliveira

  1. Tem um lado bom nisso: quanto mais o gabinete do odio atacar os milicos de pijama, mais esses milicos de pijama vai se cansar dessa gente e se voltar contra o Bozo.

  2. Como a família Bolsonaro só sabe guerrear, ela necessita ter alvos inimigos para atacar o tempo todo. Como o PT, estrategicamente está quieto na sua trincheira, o gabinete do ódio procura localizar possíveis inimigos infiltrados dentro de suas trincheiras. E para “descobrir” estes inimigos, qq palavra ou frase pode ser interpretada e o inimigo é identificado. Aí começa a fritura, o cerco ao comunista, traidor da causa. Fatalmente será defenestrados. E com isso o número de ex aliados e ex amigos que saem atirando é cada vez maior.

  3. É o ódio do ódio!
    Tente examinar as fotos dos “artistas do ódio”.
    As expressões são de pessoas doentes, mental e espiritualmente.
    Do outro lado, os odiosos também tem as mesmas aparências. Assim,podemos concluir,sem medo de errar que, é preciso contratar um exorcisador, urgente.
    O mau está com as raízes fincadas no pescoço dos bons brasileiros! Urge tratamento e eliminações do mau pela raiz!
    Fallavena

  4. E quanto à educação, saúde, segurança, etc, não tem notícia desse governo?

    Ah, esqueci, quem manda no governo é o gabinete do ódio liderado pelos filhos do seu Jair.

    Então, com o governo que aí está, não teremos evolução só.ente involução.

    Enquanto isso, os robôs estão enchendo os bolsos de dinheiro.

  5. E o gabinete do amor, proteje os corruptos os 11 vagabundos do STF, os Batorés os Botafogos os Zé Dirceus os Cuecões os Sarneys os Collors os FHCs os Luladrãos as Antas os temers. O gabinete do amor é tudo de que precisa esse país vagabundo. São os anjinhos do país da corrupção das propinas das mutretas dos que não mudam nunca.
    Ah país vagabundo.

  6. Quem está sob avaliação é o governo atual que prometeu “O novo”.

    Quanto aos demais governos que já foram, pelo que me consta, não estão no poder, portanto, não podemos cobrar deles.

    Ah, país de povo sem noção.

  7. “Jornal da Cidade Online usa perfis apócrifos para atacar políticos e magistrados.

    Uma série de indícios aponta que o site bolsonarista Jornal da Cidade Online tem usado perfis falsos em publicações que trazem ataques e desinformação a respeito de políticos, desembargadores e até ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). (www.aosfatos.org)

  8. E até ministros do STF. Quem são? Os honestos de lá são atacados é isso? Cite pelo ou menos um. Quem? A mulher com anéis nos polegares? Quem a Sapatão? Quem o juiz de merda? Quem o Sapao IDP Gilmar? Quem o polenta? Quem o professor que dizia vamos votar na ANTA? Quem o advogado do PCC? Quem o primo do bandido Collor? Quem? Quem? Quem? Podem dizer. O gabinete do AMOR pode dizer?
    Ah país vagabundo.

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